Estagiária da CBN relata assédio sexual contra Airton Cordeiro

Estagiária da CBN relata assédio sexual contra Airton Cordeiro

Estagiária da CBN relata assédio sexual contra Airton Cordeiro

Sinto-me na obrigação de divulgar isto e espero que todos vocês leiam, fiquem a par e indignados com a situação. Não é só pelo fato de ela ser envolvida com colegas meus, mesmo porque acredito que ela nem saiba quem sou, mas sim pelo fato de eu querer que esse texto chegue ao maior número possível de pessoas e que alguma atitude séria e decente seja tomada. É o mínimo que posso fazer, espero que façam o mesmo.

Confira o texto escrito pela Mariana Ceccon (Foto):

Estagiária da CBN relata assédio sexual contra Airton Cordeiro
Mariana Ceccon
“Em vista da enorme pressão a que venho sendo submetida nos últimos meses creio que não é mais possível ficar quieta sobre este assunto. Primeiro eu gostaria de deixar bem claro que em hipótese alguma eu gostaria que este caso viesse a público. Primeiro pela imensa humilhação, segundo por vergonha em olhar para as pessoas e por último pela inocente crença de que assuntos corporativos podem ser resolvidos dentro da empresa. Acontece que trabalhando em uma rádio nada do que acontece pode se manter por muito tempo em silêncio. Agora vejo meu direito de “ficar calada” ser completamente anulado quando pessoas me mandam mensagens perguntando se a tal estagiária sou eu, quando meus colegas me olham estranho, além de ler, ouvir, centenas de versões para uma história que sei que só eu posso dar um basta.

Em setembro completarei 6 meses de estágio na CBN Curitiba. Como muitos sabem eu adoro trabalhar lá. Meus colegas sempre me trataram bem, nunca como a “estagiária”, me passaram conhecimento, respeitaram-me como profissional desde o início. Tanto que eu tive a oportunidade de ajudar a produzir o programa, editar e nos últimos meses tive o privilégio de ajudar na construção do jornal de dentro do estúdio. Foi lá que eu pude conhecer melhor como funciona a programação e conheci pessoas que eu admiro muito.

Também no estúdio pude trabalhar com o comentarista Airton Cordeiro, uma pessoa que sempre respeitei pela história na imprensa paranaense. Nos primeiros dias de estúdio tratei o Airton como trato um tio avó. Ele me pedia para atender seu celular durante o programa e para ajudar com coisas no computador como, por exemplo, anexar e imprimir arquivos. Até então ele nunca havia me faltado com respeito.

No fim de junho começaram as baixarias. Dentro do estúdio, durante os intervalos, o Airton começou a fazer piadas de péssimo gosto sobre o Caso Tayná, sobre política, sempre usando termos de baixo calão. “Quer dizer que ninguém quis comer a buceta dessa tal de Tayná?” Ninguém respondia, às vezes forçavam um sorriso amarelo ou como no meu caso, levava na “esportiva” porque afinal eu sou a estagiária e aquele é o Airton Cordeiro! A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco e não seria eu que criaria caso.

No começo de julho um deficiente visual telefonou para rádio fazendo perguntas sobre como é o estúdio, etc. Depois de desligar o telefone relatei a ligação para todos e o Airton perguntou em alto e bom som: “Por que você não disse para ele vir aqui pegar na sua buceta e ver como é molhadinha?” Naquele momento eu fiquei chocada, como todos. Eu respirei fundo 1,2,3 vezes, mas decidi não falar nada a não ser um “vou falar para pegar no seu nariz Airton!” Brincadeiras… Brincadeiras de um babão.

Um ou dois dias depois Airton estava se despedindo de todos. Ia para Disney com a família. Naquele dia ele estava fazendo piadas horríveis com nome de entrevistadas, falando baixarias como nunca. Durante o programa ele se aproximou da minha mesa, como quem quer olhar alguma coisa no monitor do computador. Abaixou-se, tirou os cabelos do meu ombro e disse: “Eu estou morrendo de tesão em você e ainda vou te montar, você vai ver”. Estou relatando exatamente as palavras que ele me disse não porque eu queira ou esteja confortável para falar sobre isto, mas sim porque não aguento mais ouvir coisas do tipo: “ahh o velho tá no fim da vida, foi lá fez um galanteio e todo mundo tá fazendo esse escândalo”, “Ah o cara passou uma cantada e já levam para o lado do assédio”. E para deixar bem claro de uma vez por todas que o Airton não me fez nenhum elogio. Ele me tratou como um animal.

Ele falou isso e eu não fiz nada. Não respondi nada. Por muito tempo eu fiquei me sentindo um lixo por causa disso. Quando tomei coragem de contar, todo mundo me dizia: “Nossa se fosse comigo eu tinha enfiado a mão na cara… Nossa e você não falou nada?”. Não, eu não falei nada. Eu sempre imaginei que se algo desse tipo acontecesse comigo eu enfiaria a mão na cara do sujeito. Mas não enfiei. Fui só vomitar. Não posso descrever ao certo o sentimento. Você se sente tão humilhado, tão lixo humano, que não arranja força alguma para responder. Você tem vontade de se esconder e se sente suja. Não quer falar pra ninguém. E no segundo seguinte ele falou que estava indo viajar com a esposa, netos, filhos para a Disney comemorar os 50 anos de casado. Como alguém pode ser tão dissimulado?

Naquela sexta eu fui embora com a sensação física de que ia vomitar a qualquer minuto. Não queria ver meu namorado, nem meus pais. Decidi que apesar de amar trabalhar na rádio eu não ia mais voltar pra lá. Não queria mais ver aquela pessoa.

Na segunda-feira, logo que cheguei à rádio, um dos meus colegas me chamou para tomar água. Eu não sabia, mas as “piadas” do Airton tinham vazado. Foi durante esta conversa que eu descobri que o Airton fez isso comigo, mas fez coisas muito piores com tantas outras funcionárias. Se eu não desse um basta ele só iria mais longe como já havia feito antes. Tomei coragem e contei para este mesmo colega que o Airton já havia me assediado e que não sabia o que fazer.

Com medo de a situação piorar e mais enojada ainda achei melhor conversar com o Álvaro Borba também. Relatei as palavras exatas que o Airton tinha me dito na sexta-feira e que eu não trabalharia mais lá. O caso foi passado para os superiores que pouco a pouco foram sabendo de tudo que aconteceu comigo e com as outras mulheres.

Recebi total apoio dos meus colegas diretos. Com o passar dos dias, o Airton bem longe de férias, fui me acalmando e aceitando a situação. O Wille me procurou, pediu desculpas em nome da CBN e garantiu que ia levar o caso diretamente para o alto escalão. Isto porque o diretor-geral da rádio é amigo pessoal do Airton e o maior medo era que o caso fosse abafado ou contornado sem as devidas providências. Neste meio tempo o Wille recebeu relatos de outras funcionárias e ex-funcionárias da rádio ficando cada vez mais irritado. Inclusive casos que passavam do plano verbal. Passadas de mão, intimidações, ofertas de dinheiro para levar funcionárias a motéis. Todas em mulheres que ele provavelmente considera estarem em posições inferiores dentro da empresa e vulneráveis.

Eu depositei todas as minhas esperanças de que o caso seria resolvido ali. Sem exposição, sem mais estresse. Até o dia em que a história vazou para fora. Em uma manhã eu vi a internet explodir em cobranças, piadas e vexames. Meu nome não estava ali, mas todo dia, desde o dia 18 de julho eu sofro um novo tipo de assédio: assédio moral. O mundo realmente é feito de um nojento machismo.

Não vou ficar aqui pregando ideologias feministas, mas depois de toda a situação que eu havia passado, abrir o Twitter e ver coisas do tipo “na capa da playboy de julho, a estagiária que revelou Airton Cordeiro revela tudo pra você”, “Airton Cordeiro comendo muito as estagiárias da CBN Curitiba”, “Imagine as quengas que trabalham na rádio”. Isso foi pior do que o próprio Airton. Todo mundo que me conhece o mínimo sabe o quanto eu luto e me esforço pra fazer minha carreira eticamente. E isso é a pior coisa que pode acontecer com alguém que tenha esses princípios. É ser exposta publicamente, como se eu estivesse querendo “tirar uma grana, ter 5 minutos de fama” ou pior, como eu já vi, “dado motivos” para que ele agisse assim.

Acho que ninguém que escreveu estas coisas ou vazou a história me conhece bem. Mas eu gostaria de dizer que vocês são tão ruins ou piores que o próprio Airton Cordeiro. Alguns podem achar tudo isso muito natural, podem achar que é coisa de uma pessoa senil. Mas não, não é. Isso não é normal. Imaginem se isso acontecesse com sua esposa, sua filha ou sua mãe e centenas de pessoas ainda julgassem a índole de quem você quer bem.

Com as coisas em níveis impraticáveis o José Wille levou a questão para a empresa. Eu não sei detalhes da reunião, a única coisa que me disseram foi que as gravações com os relatos de assédio foram mostradas. Com a omissão da chefia, o José Wille pediu demissão. Encarei meus colegas um a um com um sentimento de culpa. Apesar de não ter “cavado” a situação eu era a pivô.

As atenções estavam voltadas para a casa. Todos os funcionários queriam uma reunião, uma palavra dos líderes da empresa. Queriam a garantia de que apesar da amizade, o diretor-geral não deixaria que o Airton voltasse, nem em 2 dias nem em 2 anos. Queriam algo por escrito. O próprio Álvaro chegou a escrever uma nota pública que foi levada até a direção frisando o fato de que o Airton não voltaria. Mais uma vez eu não sei os motivos, mas a tal retratação não foi assinada.

A única coisa que eu sabia é que o Marcos Tosi tinha reunido testemunhos dos assédios que o Airton havia cometido. Inclusive eu mesma prestei depoimento. Mas, como o próprio Tosi divulgou em sua página no Facebook, “Infelizmente, como na antiguidade, o mensageiro da má notícia pagava o preço com a vida”. Até onde sei, documentar estes fatos não foi nem um pouco bem visto. Tosi sofreu o famoso “gelo” e devido a esta situação decidiu também sair da rádio.

Foi no dia 5 de agosto. O Tosi anunciou a demissão no começo da manhã. Em meio ao alvoroço o Álvaro chegou igualmente transtornado. Sem pronunciamento da direção, com biografias em jogo, o Álvaro não pensou duas vezes. Saiu pela porta e não voltou mais.

Sou grata à atitude do Wille, mas como eu disse só falei com ele uma vez. Nunca tive a oportunidade de contar a ele como eu estava me sentindo ou pensando, então espero que este texto possa suprir esta falta.

Quanto ao Álvaro e ao Tosi, eu não tenho palavras. Todos na rádio perderam não só o âncora, o chefe, mas grandes amigos. E digo isso não porque os dois eram meus amigos fora da rádio ou porque tivemos convivência fora do ambiente de trabalho (nunca os vi, nem de longe sem ser dentro da rádio). Digo isso porque foi a sensibilidade do Tosi ao abordar o assunto, as vezes que acabei chorando e que ele soube escutar que me fazem o considerar um amigo. O Álvaro considero igualmente um amigo por ter segurado a barra na linha de frente. Pelas conversas, apoio e orientações. Pela sensibilidade em proteger meu “início de carreira”, minha integridade e meu nome como até hoje o estavam fazendo.

Não estou escrevendo essas coisas para rasgar seda e sim para colocar os pontos nos “is”. Não tive a oportunidade de falar com todos os meus colegas sobre isso, então espero que estas palavras cheguem a todos e esclareçam de fato o que aconteceu.

Com a perda de 3 âncoras e sem uma palavra oficial, os funcionários da CBN entraram em greve. O holofote estava apontado para a rádio, notícias em vários jornais, até de circulação nacional. A bomba explodiu. Veio a nota pública da direção, mas ainda choveram informações desencontradas.

Espero que esse texto também venha reparar a culpa que sinto por ter abalado todos os funcionários, sem exceção. Sei, e muitos já me falaram e deixam todos os dias claro que a culpa não é minha. Mas apesar de desejar, eu não consigo aquietar meus pensamentos com isso. Eu sei que esta história não só tirou o trabalho de 3 pessoas e prejudicou suas famílias, como eu sei também que os outros que ficaram foram igualmente prejudicados com a alta carga de trabalho, responsabilidade e estresse. Em poucas horas repórteres tiveram que assumir a produção, apresentação, chefia e se desdobrar em vários turnos. E o pior, ter de lidar com a sempre ferrenha crítica dos ouvintes.

Não dá para culpá-los. O ouvinte tão acostumado as vozes familiares, da noite para o dia foi privado da rotina de escutar o programa. E com isso também espero me desculpar com todos os 13 ouvintes que só eu atendi e não pude dizer isto, aos incontáveis que mandaram email, manifestaram-se pelo Twitter ou pelo Facebook da empresa. Eu sei que nenhum de vocês precisa pagar por esta história, mas “todos estamos trabalhando em triplo pra garantir a qualidade na programação”. Não é só demagogia.

Na segunda não fui trabalhar. Mas terça tomei coragem, lavei o rosto e encarei meus colegas. Não porque eu sentisse que estava devendo alguma coisa para a empresa e sim porque eu estava devendo alguma coisa para os meus colegas que estavam tocando o jornal, acreditem, em 4 pessoas! Uma produtora, um apresentador, uma repórter e um operador de som. Duas horas e trinta minutos de programa.

Fui e continuo indo trabalhar por esta razão. Sinto que o mínimo que eu posso fazer é dividir a carga comigo também e ajudar as pessoas que não podem largar os trabalhos ou que não estavam diretamente envolvidas no conflito, mas que estão pagando o alto preço.

E, por fim, é hora de tornar público porque é uma tentativa de me sentir menos humilhada e envergonhada. Está na hora de encarar as coisas de frente e assumir de uma vez por todas que sim isto aconteceu comigo. Aconteceu com várias mulheres e passar adiante a lição de que assédio sexual não é sobre sexo. É sobre poder.

Ainda temo pelas consequências desse episódio. Tenho medo do que isto pode significar para a minha carreira. Tenho medo de que me associem a isto por muito tempo não importando o quanto eu me esforce para fazer com que os méritos sejam maiores do que a polêmica. Tenho medo de que isto cause mais ira nas pessoas “poderosas” atingidas e de que isto me prejudique de alguma forma física, jurídica ou profissional. Tenho medo de como meus amigos e familiares vão reagir.

Mas eu tenho o dever de escrever isso não porque quero ser uma “bandeira do feminismo”, mas porque não quero que esta história vire algo do tipo: “isto foi um complô contra mim, ninguém prestou queixa, não há provas”. Por respeito a todos os meus companheiros de profissão, da rádio e também os que eu nem conheço. Por respeito, julgo ético não me calar agora. Estou ouvindo muitos murmúrios, ‘disse que não me disse’. E sei que eu sou a única pessoa que pode relatar o que aconteceu verdadeiramente, por que só eu tenho o direito de me expor desta forma, aguentando as consequências desta exposição.

Estagiária da CBN relata assédio sexual contra Airton Cordeiro
Airton Cordeiro

Chega de boatos, piadas de mau gosto e colunistas defendendo o Sr. Honra e Moral. Honra, moral, ética e profissionalismo são o que fazemos no nosso dia a dia. Se hoje eu não durmo bem é por culpa do sofrimento que isto causou a todos. Mas e o Sr. dorme bem? Põe a cabeça no travesseiro tranquilo? Você olha para a sua esposa, 50 anos casado e não sente nenhuma ponta de remorso? Ou no fundo você acha que essa canalhice é “um sorriso”? O que você VERDADEIRAMENTE fez é repulsivo e caso de polícia. Sinto nojo por mim e mais nojo ainda pelas coisas que você fez com mulheres que não podem e não querem falar, porque tem medo que isto prejudique profundamente suas vidas, mais do que você já prejudicou.

Poderia te desejar um processo bem dado, polícia, inquérito e tudo mais. Mas o que eu posso desejar que fosse pior do que você deve estar vivendo? Pode ter a certeza de que apesar de achar que a justiça não será feita por vias legais eu acredito que de alguma forma você vai pagar por essa canalhice. Pode ser no âmbito criminal, trabalhista, sindical, ou seja lá o que for. Eu não tenho a defesa de grandes escritórios de advocacia, não sou ex-deputada federal, mas a verdade e a vergonha na cara já me bastam.

Se você dorme bem e com a consciência tranquila, muito bom para você. Mas não existe nada pior para um jornalista do que ter a credibilidade suja, a honra julgada e a moral extirpada. E aqui vou parafrasear o Álvaro. “Biografia, a gente só tem uma…” O que vão escrever na sua?”

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  1. O foda é escutar o cara todo dia de manha antes de ir trabalhar e ter uma imagem, e depois de ler esse desabafo fiquei sem palavras pra descrever o nojo que eu estou de escutar um jornalista dessa índole….

  2. Ia ser muito legal massacrar a cara desse velho. Um bosta. Me deixa numa sala com esse indivíduo e eu mostro pra ele a raiva dessa e de todas as outras mulheres que foram abusadas. Escória, maldito.

  3. Hipócrita, devia ter vergonha de olhar p o rosto dos seus filhos!!!E a empresa tbém é culpada, por aceitar um funcionário assim, sabendo desse caso e de outros anteriores!!

  4. Situação lamentável do ponto de vista do jornalismo paranaense, um homem de certa idade, com muito prestígio no jornalismo, com uma situação dessa. Situação não só deselegante, desagradável, como criminal. É realmente uma lástima saber de algo assim. Por outro lado sinto-me feliz pela força que a Mariana Ceccon mostrou. Eu sei o que é ser estagiário, ou estar em um cargo menor do que todos os outros. Aí você é vitima logo de um cara considerado tão importante na casa, e aí, como faz? Não consigo nem saber o que você sentiu na hora, mas está enfrentando a situação de forma incrível. Além da barra individual, você está levantando uma bandeira contra o assédio que ocorre nas empresas de forma mais costumeira do que as pessoas imaginam. E além da parte feminista, a mais prejudicada em termos de assedio sexual, você está fazendo a sua parte como jornalista de forma elogiável. Apresentou os fatos, descreveu tudo com precisão, mostrou sua gratidão por todos, inclusive o fato de gostar de trabalhar na CBN… enfim, nota 10! Adoro jornalismo e vejo em você o futuro dessa profissão! Parabéns, continue assim e ainda quero te encontrar em Curitiba e te parabenizar por isso. Não seria qualquer um que enfrentaria este senhor com tanta firmeza, profissionalismo e inteligência como você. Boa sorte e continue assim!

  5. CORAJOSA…PARABÉNS POR NÃO SE ITIMIDAR CM O 'PODER' DESSE VELHO IMUNDO…E NÃO SE SINTA CULPADA. POIS ESSES COLEGAS Q DEIXARAM O TRABALHO PROVARAM Q SÃO HOMENS DEV VERDADE…

  6. Michel Junior NA VERDADE ELE É UM "SEM TIME".. PORQUE ERA TORCEDOR SOCIO SE NÃO ME ENGADO ATE DIRETORIA DO FERROVIÁRIO E ELE MESMO FALOU, SE O FERROVIÁRIO ACABAR POR FUSÃO ELE NÃO IA TORCER PO TIME "NOVO" .. COMO ELE oDIAVA O ATLETICO ( N ME PERGUNTE . ELE FAZ TDO PA DESMORALIZAR ATÉ HOJE .. MAS ELE NAO GOSTA DO COXA TMB )

    ENTENDEU
    SE VOLTOR A "SER" AE NAO SEI, ESSA HISTORIA QUE SEI CONTADO PELOS MAS ANTIGOS ( MEU PAI ,TIOS , AMIGOS, MAIS VELHOS QUE TORCE PARA TDOS OS CLUBES DO ESTADO )

  7. Eu odeio o Airton, quando ele comentava jogos na transamérica eu desligava o rádio, só ouvia quando era o Fernando Gomes o comentarista, pois acho arrogante e prepotente e agora um velho tarado, tinha que ser banido da imprensa!

  8. Homem? Isso é um verme! Velho nojento e tarado, quem esse ser humano pensa que é, que está acima dos demais pelo 'cargo' ??? Eu não acredito em justiça no Brasil, mas espero que esse casso vá seriamente á frente!!! Não vamos esquecer este nome minha gente! Boicotem qualquer um que ousar dar emprego para este canalha!!!

  9. Que papelão em seu Airton Cordeiro? Eu achava que vc era um cara sério, mas eu me enganei. O que vc vai explicar para a sua familia? Cria vergonha na cara. Uma pessoa que tem idade para ser avô da estagiária. Vc merece virar mocinha na cadeia, aliás, acho que ninguem vai querer te comer, um velho muxibento, sem chance.

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Grupo Risotolândia, em Araucária, anuncia 150 novas vagas de emprego

O avanço da vacinação e o alívio das medidas de restrição frente à pandemia da COVID-19 já reflete na economia. A retomada do mercado faz crescer a oferta de empregos ao redor do Brasil. Aqui no Paraná, o Grupo Risotolândia (especializado em refeições coletivas) acaba de anunciar 150 novas oportunidades para sua matriz, em Araucária. Nos próximos meses, ainda mais vagas serão abertas devido à expansão do Grupo para novos negócios.

As vagas são para auxiliares de cozinha e auxiliares de higienização, para os três turnos de trabalho. O Grupo anunciou que também vai fazer contratações para primeiro emprego e profissionais com mais de 50 anos.

Benefícios: ambiente de aprendizagem, com formação profissional gratuita, Universidade Corporativa, parceria com universidades e escolas de idiomas; alimentação no local de trabalho, vale alimentação, vale transporte, estacionamento gratuito, pagamento de bônus, premiação por tempo de casa, seguro de vida, seguro funeral, plano de saúde, plano odontológico, kit maternidade, convênio com farmácia e para compra de material de construção; para vagas noturnas, adicional noturno de 30%.

SERVIÇO

Os interessados devem comparecer na seda da empresa, em Araucária, com documentação pessoal (CPF, RG, CTPS, Título de Eleitor) nos dias 20 e 21/09 às 14h00.

Endereço: R. Luís Franceschi, 657 – Thomaz Coelho, 

Site: www.risotolandia.com.br

Exposição dos artistas OSGEMEOS no MON reúne 850 itens e atmosfera urbana

Depois do sucesso de público na Pinacoteca de São Paulo, a retrospectiva da carreira dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo chega a Curitiba. A dupla, famosa no mundo todo pelos grafites urbanos, ficará seis meses em cartaz no Museu Oscar Niemeyer.

OSGEMEOS receberam a imprensa nesta quinta-feira (16) no auditório do Museu Oscar Niemeyer. Acompanhados da diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika e do curador da Pinacoteca de São Paulo, Jochen Voltz, eles falaram sobre a carreira e a organização da exposição que entra em cartaz neste sábado (18).

A diretora disse que a ideia de trazer essa retrospectiva para o Paraná surgiu em uma visita na Pinacoteca de São Paulo. “É um trabalho incrível, maravilhoso, crítico, profundo e, para nós no MON, essa é uma experiência única”, afirmou.

Foto: José Fernando Ogura/AEN

Diversas ações com a participação dos artistas estão previstas ao longo desse período. Uma das ideias é chamar paranaenses para interagir com os irmãos. “Existe um trabalho curatorial que precisa ser feito a partir da abertura da exposição. A nossa intenção é gerar essa troca, esses diálogos e poder trazer outros artistas para o MON”, disse Vosnika.

PRIMEIRA INFÂNCIA – No bate-papo com a imprensa, os artistas falaram sobre a relação com o desenho, que surgiu na primeira infância, na década de 1980. A dupla ficou famosa no mundo todo pela qualidade das intervenções urbanas a partir de artes coloridas, lúdicas e críticos. A relação com o hip-hop e o cenário undergound de São Paulo foi determinante na formação da identidade cultural dos irmãos.

“A gente se sentiu muito confortável para abrir esse baú e os nossos segredos para as pessoas. Era muito difícil, no início dos anos 80, conseguir informações e materiais, acho que hoje temos a oportunidade de revelar isso”, disse Otávio. “Nessa exposição sentimos vontade de mostrar essas etapas criativas, nossos erros e acertos, como foi esse processo que nunca parou”, afirmou Gustavo.

Eles sempre tomaram o espaço urbano como lugar de vivência e de pesquisa. A relação com a música e as danças urbanas, o muralismo e a cultura popular foi decisiva para desenvolver um estilo singular, com atmosfera alegre, que acabou se tornando um emblema dos espaços urbanos pelo Brasil e pelo mundo.

EXPOSIÇÃO – A exposição reúne 850 itens, entre pinturas, instalações imersivas e sonoras, esculturas e intervenções. O visitante começa a viagem pelo subsolo da torre do Olho e acompanha a evolução do traço em cada um dos andares até alcançar as características dos personagens mais marcantes.

Para o curador, a mostra surgiu da vontade de trazer para dentro dos museus uma coletânea das obras dos artistas. “Eles trabalham muito com o imaginário coletivo, com o grafite, mas poucas pessoas sabem do trabalho desses artistas no ateliê. Trazer essa visão mais completa é muito importante”, destacou Jochen Voltz.

Foto: Kraw Penas/SECC

Objetos pessoais, como cadernos, fotos, desenhos e pinturas da infância e atuais dos dois irmãos são apresentados ao público pela primeira vez. São peças que fazem um apanhado da carreira da dupla.

As maiores instalações estão distribuídas no Olho. “A gente acredita que a arte tem que te tocar, despertar o imaginário, o lúdico que existe dentro de cada um de nós”, disse Gustavo. “Parece que o Olho é a nossa cabeça hoje porque está tudo junto. A nossa cabeça funciona assim”.

Seus trabalhos contam histórias – às vezes autobiográficas – cujas tramas envolvem fantasia, relações afetivas, questionamentos, sonhos e experiências de vida.

A dupla mantém seu ateliê no Cambuci, antigo bairro de operários e imigrantes na região central de São Paulo, no qual passou a infância e a juventude. A partir da década de 1990, suas experimentações – não só em grafite, mas também pintura em telas e esculturas estáticas e cinéticas – ultrapassaram os limites bidimensionais, culminando na construção de um universo próprio que opera entre o sonho e a realidade.

RETORNO – A primeira visita de Gustavo e Otávio a Curitiba aconteceu em 1994. “Curitiba tem uma cena muito forte de artistas de rua, acho que a gente acompanha muitos deles, sempre trocamos ideias. Gostamos de passar nas ruas, nas avenidas e ver o trabalho deles”, disse Otávio.

OSGEMEOS PELO MUNDO – A volta ao mundo da dupla inclui a participação em mostras nas principais instituições internacionais, como o Hamburger Bahnhof, em Berlim, em 2019, com um projeto concebido em parceria com o grupo berlinense de breakdance Flying Steps – um dos mais premiados mundialmente; a Vancouver Biennale, Canadá (2014); o Moca – Museum of Contemporary Art, em Los Angeles (2011); o MOT – Museum of Contemporary Art Tokyo, em Tóquio, Japão (2008); a Tate Modern, em Londres, Reino Unido (2008), onde os artistas pintaram a fachada; e a Trienale de Milão (2006), entre outros.

Ao longo de sua carreira, os irmãos também receberam convites para criar para os principais espaços públicos de mais de 60 países, incluindo Suécia, Alemanha, Portugal, Austrália, Cuba, Estados Unidos – com destaque para os telões eletrônicos da Times Square, em Nova York (2015) –, entre outros.

SOBRE O MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina.

No total, o acervo conta com mais de 9 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil metros quadrados de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço

“OSGEMEOS: Segredos”

Produção original da Pinacoteca de São Paulo

Data: a partir de 18 de setembro

Local: Museu Oscar Niemeyer (MON)

Venda de ingressos exclusivamente online, pela plataforma Inti, mais informações AQUI

Olho, Torre do Olho e espaços externos

De terça a domingo, das 10h às 18h

www.museuoscarniemeyer.org.br