Um júri federal nos Estados Unidos considerou, nesta sexta-feira (20), o bilionário Elon Musk responsável por fraudes contra acionistas durante a compra do Twitter, em 2022, por aproximadamente US$ 44 bilhões. A decisão indica que Musk fez alegações falsas ao sugerir que a plataforma não informava de forma adequada sobre contas falsas e de spam, conhecidas como bots, com a finalidade de influenciar o valor das ações e possível reavaliação ou desistência do negócio.
Os autores da ação afirmam que as declarações públicas de Musk nas redes sociais impactaram negativamente o preço das ações durante a negociação. Embora os danos ainda não tenham sido definidos, advogados dos acionistas estimam prejuízos que podem chegar a US$ 2,5 bilhões.
Francis Bottini, advogado dos acionistas, destacou que a condição de Musk como o homem mais rico do mundo não o isenta de responsabilidades. “Quando declarações de um executivo podem movimentar mercados, ele deve responder por impactos a investidores”, afirmou.
A defesa de Musk chamou o veredito de “obstáculo” e expressou confiança de que a decisão será revertida em um recurso. O empresário tem optado por contestar judicialmente as acusações, sem buscar acordos com os acionistas. A aquisição da famosa rede social foi finalizada em outubro de 2022, após intensos conflitos públicos e judiciais, e a plataforma passou por várias mudanças desde então, sendo rebatizada como X.
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