Curitibano termina torneio Esgrima entre os quatro melhores das Américas

O curitibano Athos Schwantes encerrou sua participação no Pré-Olímpico de Esgrima das Américas entre os quatro melhores espadistas. Com o resultado, não conseguiu a vaga para as Olimpíadas de Tóquio. O Pré-Olímpico foi disputado no fim de semana, na cidade de San José, na Costa Rica.

Na primeira fase da competição, com jogos classificatórios, Athos Schwantes, que é beneficiário do Programa Municipal de Incentivo ao Esporte da Prefeitura Curitiba, conseguiu quatro vitórias e duas derrotas jogando contra Hector Maisonet (Porto Rico), Saul Moris Villacorta Portillo (El Salvador), Pablo Nunez (Chile), Avinash Vishnu Somir (Guiana), John Edison Rodriguez (Colômbia) e Hector Cap (Guatemala). 

Com os resultados, Athos avançou diretamente para o quadro de oitavas, com jogos de eliminação direta, onde superou novamente Pablo Nunez, do Chile.

Nas semifinal, enfrentou Yunior Reytor Venet (Cuba), perdendo por 15 – 9 para o cubano e melhor ranqueado entre os espadistas participantes no Pré-Olímpico. Com o fim das disputas na espada, a vaga olímpica ficou com Marc-Antoine Blais-Belanger (Canadá).

O cubano Yunior Reytor Venet ficou na 2ª colocação e o curitibano Athos Schwantes dividiu a 3ª colocação com o colombiano John Edison Rodriguez.

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Curitibano de 12 anos é promessa de medalha nas Olimpíadas de Paris

O skatista curitibano Gui Khury, 12 anos, entrou para a história do esporte, no mês de julho, ao ser o atleta mais jovem a completar o 1080º – três giros completos no ar – em uma competição de skate vertical. A façanha rendeu a medalha de ouro na prova de melhor manobra dos XGames, em Vista, Califórnia, no dia 16 de julho. Veja o vídeo da manobra aqui.

Com a conquista, Gui Khury se tornou o atleta mais jovem da história a conquistar um ouro nos XGames, competição que é considerada a “Olimpíada dos esportes radicais”. 

A manobra foi feita em frente da “lenda” Tony Hawk, um dos atletas mais admirados do skate, e que também competia na mesma prova. Todos ficaram arrepiados com a habilidade e técnica do curitibano.

Nesta quinta-feira (5/8), o prefeito Rafael Greca recebeu o prodígio do skate curitibano na Prefeitura de Curitiba. “Bem-vindo, você é um orgulho para Curitiba”, disse o prefeito.

Prefeito Rafael Greca recebe o skatista curitibano Gui Khury, vencedor da medalha de ouro da prova de melhor manobra dos XGames, na Califórnia (EUA). Curitiba, 05/08/2021. Foto: Pedro Ribas/SMCS

“Esse valoroso curitibinha campeão é a nossa promessa para os Jogos Olímpicos de Paris. Quando perguntei para ele como se classificava, me respondeu que era apenas uma criança que gira. O Gui é o curitibinha que gira”, afirmou Greca. 

Histórico

Gui Khury anda de skate desde os 4 anos, treina na Califórnia (EUA) e sempre se inspirou com os vídeos do brasileiro Bob Burnquist, multicampeão de vertical e da megarrampa. 

“Sempre quis voar. Curto a modalidade street, mas minha especialidade é vertical e park bowl”, afirmou Gui Khury, que conhece praticamente todos os atletas do skate que competiram em Tóquio, nas Olímpiadas. 

“Eu estava com o Keegan Palmer na Califórnia quando ganhei a medalha”, disse Gui. Palmer conquistou a medalha de ouro na modalidade park do skate em Tóquio.

Os pais de Gui Khury, Bianca e Ricardo Khury, também participaram do encontro com o prefeito. “Sempre vou ficar com medo quando ele descer no half ou na megarrampa, nunca vou me acostumar”, disse Bianca, mãe cuidadosa do jovem skatista. 

Gui Khury mostrou para o prefeito a medalha de ouro que ganhou nos XGames e afirmou que treina todos os dias para conquistar a vaga para as Olimpíadas de Paris, em 2024.

Onde praticar

Curitiba é uma referência no skate desde os anos 80. A pista do Gaúcho, na Praça do Redentor, no São Francisco, foi a primeira pista pública da cidade e palco para surgirem muitos campeões de Curitiba, como o Rodil Araújo Júnior, o Ferrugem, Alex Carolino e Danilo do Rosário, entre muitos outros.

A Prefeitura incentiva a prática e oferece 34 pistas públicas para os skatistas aperfeiçoarem manobras e sonharem alto. Veja os locais onde você pode começar a andar ou aprimorar suas manobras.

Vertical

A modalidade vertical é disputada em um halfpipe, pista em formato de U, e não esteve presente nas Olimpíadas de Tóquio. No Japão as modalidades do skate foram street, onde o Brasil ganhou as medalhas de prata com Kelvin Hoelfler e Rayssa Leal, e park, que na madrugada desta quinta-feira (5/8) rendeu a medalha de prata para Pedro Barros, skatista de Florianópolis.

A presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Cris Alessi, a secretária municipal de Comunicação Social, Cinthia Genguini, o diretor de marketing do Ebanx, Andre Boaventura, a coordenadora de comunidade do Ebanx, Michelle de Cerjat, também acompanharam o encontro. O Ebanx é uma das empresas que patrocina o skatista Gui Khury.

Veja os dias em que os atletas paranaenses competem em Tóquio

O Programa Geração Olímpica conta com a participação de dez bolsistas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que terão sua abertura oficial nesta sexta-feira (23), às 8h. No fim da matéria, é possível conferir uma tabela que lista a data, o horário, a modalidade e a rodada dos competidores.

Esse guia será atualizado de acordo com eventuais mudanças e também considerando possíveis classificações dos bolsistas para as próximas fases.

Conheça mais sobre os bolsistas que irão competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio:

ÁGATHA BEDNARCZUK – Teve seu início no esporte em Paranaguá, no ano de 1992. Em 2001, decidiu ir para o vôlei de praia, modalidade na qual seguiria uma trajetória vencedora. Participou de edições do Campeonato Mundial nos anos de 2005, 2013 e 2015, sendo campeã na edição de 2015 ao lado de Bárbara Seixas.  E campeã do Circuito Mundial de Voleibol de Praia Feminino em 2015 e 2018. 

Foi eleita a melhor jogadora da competição neste ano. Ainda em 2015, conquistou o bronze no World Tour Finals em Fort Lauderdale e o título da temporada do Circuito Mundial. Em 2016, tornou-se medalhista olímpica. Atualmente, Ágatha faz dupla com Duda Lisboa. 

ANA SÁTILA – Nascida em 13 de março de 1996, Ana Sátila é natural de Itaruma (MG). Começou a remar aos nove anos, em Primavera do Leste (MT), para onde se mudou apenas aos 5 anos de idade.

Com apenas 16 anos, foi a mais jovem integrante da delegação brasileira nos Jogos de Londres 2012, e, aos 20 anos, teve sua segunda experiência olímpica no Rio 2016. Em Jogos Pan-Americanos, Ana Sátila já soma três medalhas de ouro e uma de prata após participações em Toronto 2015 e Lima 2019. No Campeonato Mundial de Canoagem Slalom, Ana conquistou quatro medalhas até o momento. A primeira foi bronze, C1, em 2015 e prata, Extreme K1, em 2017.  A consagração do ouro foi em 2018 no Rio de Janeiro. E repetiu o feito em Tacen, em 2020.

LUCAS CARVALHO – Nascido em 16 de julho de 1993, Lucas Carvalho acredita em uma boa chance de medalha nas Olimpíadas em sua modalidade, o 4x400m. No começo da carreira, participou do Campeonato Mundial de Juvenis (Sub-20), em Barcelona, ainda quando disputava nos 110 m com barreiras. Na transição para o adulto, passou a competir em provas rasas. Como profissional, coleciona alguns feitos: foi campeão do Ibero-Americano dos 400 m em Trujillo, no Peru, em 2018, fez parte do time olímpico no Rio-2016, como reserva do 4×400 m masculino, além de marcar presença no Mundial de Londres-2017, e Doha-2019.

NICOLE PIRCIO – Com apenas 18 anos, Nicole Pircio, atleta da ginástica rítmica, já carrega consigo uma história vitoriosa em Jogos Pan-Americanos. Ela conquistou uma medalha de ouro e duas de bronze em Lima, no Peru. Em sua equipe nas Olimpíadas de Tóquio, Nicole terá como companheiras Beatriz Linhares, Deborah Medrado, Geovanna Santos e Maria Eduarda Arakaki. Na competição, o Brasil tentará alcançar a final olímpica pela terceira vez na modalidade.

TABATA VITORINO – Aos 25 anos, Tábata Vitorino vai para a sua segunda experiência em Olimpíadas. Na primeira, no Rio-2016, a atleta ficou como suplente. Hoje, mais preparada e com melhores resultados, chega para a competição de Tóquio como uma das mais qualificadas do país em sua modalidade, o revezamento 4x100m. Tábata começou a competir com apenas 9 anos de idade e chega ao ponto mais alto de sua carreira até aqui ao competir em Tóquio. 

TATIANE RAQUEL DA SILVA – Competidora dos 3.000m com obstáculos, Tatiane Raquel da Silva, hoje com 30 anos, já obteve vitória em mais de quarenta competições brasileiras. Entre elas, nove no Troféu Brasil de Atletismo. Em 2018, Tatiane ficou em primeiro lugar no Ibero Americano, no Peru. Em 2019, venceu o Sul-Americano Adulto no Peru e conquistou o quarto lugar nos Jogos Pan-Americanos.

VAGNER SOUTA – Aos 30 anos, o canoísta Vagner Souta já carrega medalhas de Pan-Americano no seu currículo, tanto em Toronto (2015), no Canadá, quanto em Lima (2019), no Peru. Está indo, agora, para a sua segunda participação em Olimpíadas. Em abril de 2021, garantiu a vaga no K1 1000m nos Jogos Olímpicos depois de o Pré-Olímpico ser cancelado devido a pandemia. Assim, a Federação Internacional distribuiu as vagas considerando os resultados de 2019.

TREINADORES – Companheiro de Ana Sátila no esporte e na vida, o francês Mathieu Desnos tem como grande desejo estar nas Olimpíadas de Paris (no seu país natal), em 2024, ao lado de Ana. No handebol, Leonardo Bortolini e Giancarlos Ramirez compõem a comissão técnica da seleção brasileira. Ex-jogador, Leonardo atuou pela seleção por dezessete anos. Já Giancarlos construiu uma grande trajetória na equipe londrinense de handebol, comandando-a por quinze anos.

Confira data e horários: