Covid-19: Paraná passa de 12 milhões de doses aplicadas

A campanha de vacinação contra a Covid-19 no Paraná atingiu uma marca importante nesta sexta-feira (17). O Estado chegou a 12.158.359 de doses aplicadas, avançando no processo iniciado em janeiro. São 7.773.122 primeiras doses (D1), 4.062.967 segundas doses (D2), divididas entre os imunizantes da AstraZenca, Pfizer e CoronaVac, e 322.270 doses únicas (DU), essas exclusivamente com a Janssen. Os números são do Vacinômentro nacional, ferramenta administrada e atualizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda de acordo com o painel, o Paraná alcançou 8.095.392 pessoas imunizadas com D1 ou D2, ou 92,8% do público-alvo, aqueles com 18 anos ou mais, grupo estimado pelo Ministério da Saúde em 8.720.953 – a meta do Governo do Estado é chegar a 100% até o fim deste mês.

A atualização revelou, também, que 4.385.237 paranaenses completaram o ciclo vacinal, ou seja, receberam as duas aplicações ou aplicação única. O quantitativo equivale a 50,2% da população vacinável.

“O Paraná sempre foi referência em ações de imunização e contra a Covid-19 não é diferente. Temos capacidade de aplicar mais de 150 mil doses por dia. E, com uma programação mais constante de envio de vacinas por parte do governo federal, tenho certeza de que os números vão subir rapidamente”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Ele lembrou que o Paraná vem quebrando recordes consecutivos durante a campanha. Os dados do Vacinômetro apontam que agosto foi o mês em que o Estado aplicou mais vacinas contra a doença desde o início do processo. Foram 2.779.756 doses administradas neste período. Foi o terceiro mês consecutivo em que o Paraná bate recordes em aplicações.

Em setembro, até o momento, foram outras 1.064.770 doses, entre D1 (209.023) e D2 mais DU (855.747). “A logística de distribuição por parte do Governo do Estado é extremamente veloz e eficiente. Mas reforço o pedido para a população procurar os postos de saúde e buscar a vacinação. Vacina boa é aquela que vai para o braço, somente assim vamos vencer essa guerra contra o vírus”, acrescentou o secretário.

Nesta quinta-feira (16), o Paraná recebeu do Ministério da Saúde mais 324.930 vacinas contra a Covid-19. São 115.500 doses do imunizante Covishield (AstraZeneca/Fiocruz) e 209.430 do Comirnaty (Pfizer/Biontech), todas de segunda dose (D2), para completar o esquema vacinal da população com idade entre 40 e 59 anos e de alguns grupos prioritários.

MUNICÍPIOS – Em números absolutos, os municípios que mais administraram as vacinas contra a Covid-19 foram Curitiba, com 2.143.031, Londrina (591.855), Maringá (548.068), Cascavel (360.995) e Ponta Grossa (326.494).

Proporcionalmente à população, segundo o Ranking da Vacinação da Secretaria de Estado da Saúde, a cidade que mais avançou na aplicação de primeiras doses é Maringá, com 98,64% da população vacinada, seguida por Floresta (98,43%), Pontal do Paraná (97,65%), Toledo (95,33%) e Matinhos (93,25%).

Já em relação às segundas doses, os destaques são: Esperança Nova (62,49%), Pontal do Paraná (61,44%), Sulina (60,16%), São Manoel do Paraná (60,01%) e Maringá (58,56%).

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Variante ômicron frustrou planos da Prefeitura de Curitiba de liberar uso da máscara

A descoberta da variante ômicron da Covid-19, no último mês de novembro, frustrou os planos da Prefeitura de Curitiba de liberar o uso da máscara em ambientes externos. Em entrevista à Banda B, nesta quarta-feira (8), a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, afirmou que a expectativa era ter flexibilizado a utilização do equipamento de proteção agora em dezembro.

“A gente tinha uma pretensão, mas o vírus tem nos desafiado. A gente tinha uma pretensão, talvez se não tivesse a variante ômicron, de liberar o uso da máscara em ambientes externos agora em dezembro. Mas, com a chegada da ômicron, tudo ficou em stand-by. Até tem uma recomendação da Secretaria de Estado da Saúde da manutenção e a gente está alinhado da mesma forma”, disse Huçulak.

Nesta semana, Curitiba registrou menos de mil casos ativos de Covid-19, que correspondem ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus. A última vez que a cidade teve um índice menor que mil foi em junho do ano passado.

De acordo com os dados do Painel Covid-19, da Secretaria Municipal da Saúde, o número de casos ativos diminuiu 92% em um ano. Em 8 de dezembro de 2020, exatamente um ano atrás, a cidade possuía 14.112 casos ativos.

“A gente repercute isso como uma excelente notícia neste momento, porque se a gente voltar um ano atrás nessa data nós estávamos no olho do furacão, com mais de 14 mil casos ativos. Se a gente pegar 8 de dezembro de 2020, veremos um número absurdo, foi aquela onda do final do ano em dezembro que assustou todo mundo, foi um Natal triste para família e todos os profissionais de saúde. Então, a gente comemora esse dado de hoje, mas com a cautela de muita gente que não tomou a vacina”, avaliou a secretária.

Huçulak atribui a redução de casos ao índice de vacinação. Curitiba chegou nesta quarta-feira a 80,6% da população vacinada, ao menos, com uma dose. Em relação à população completamente imunizada (com duas doses ou dose única), a cobertura chega a 72,8%.

“Não basta eu estar imunizado, eu preciso que a pessoa que eu convivo também esteja. Quanto mais pessoas vacinadas, maior será a proteção da sociedade como um todo. Essa baixa de números de casos ativos, de positividade, de casos novos, de internação, é por causa da vacina. A gente tem um dado que 83% dos óbitos são em pessoas não imunizadas. Então, a vacina é proteção, é necessária. É importante que, se a pessoa não quer acreditar na vacina, a sociedade voltou ao normal, todo mundo voltou a conviver, só isso já é um argumento suficiente”, reforçou.

Vacinas são eficazes contra a Ômicron, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, nessa terça-feira (7), que as vacinas são eficazes contra a nova variante Ômicron do coronavírus, detetcada na África do Sul, ao proteger os infectados que desenvolvem doença grave.

“Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais protegem os doentes infectados com Ômicron contra formas graves de covid-19, afirmou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan, em entrevista. 

“Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a Ômicron, disse Ryan, acrescentando que estão no início estudos da variante, detectada apenas em 24 de novembro e que já foi registrada em cerca de 40 países.