Copel e Renault lançam novo programa de compartilhamento de carros elétricos

A Companhia Paranaense de Energia lançou na tarde desta segunda-feira (25) o programa Carsharing Copel, de compartilhamento de carros elétricos e locação de curta duração, em parceria com a Renault do Brasil. 

O presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo, entregou para o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, as chaves de dois veículos Zoe 100% elétricos que estão à disposição para uso pessoal ou profissional dos copelianos no polo Km3 da Copel, no bairro Mossunguê, em Curitiba – se dará mediante pagamento de aluguel por hora ou diária.

Para a Copel, o programa é mais um passo rumo à consolidação da mobilidade elétrica na empresa, iniciativa que começou em 2018 na implantação da maior eletrovia do País, com 12 postos de recarga ao longo de 730 quilômetros da rodovia BR-277, ligando o extremo leste ao extremo oeste do Estado.  

“Desde a implantação da eletrovia, a Copel tinha em mente que para alavancar o mercado de veículos elétricos no País é necessário investimentos em redes de energia robustas e qualificadas para atender essa demanda. Com essa prova de conceito do carsharing da Renault, avançaremos ainda mais nas descobertas do que pode ser aprimorado e avaliaremos novos negócios que poderão surgir com o uso da tecnologia”, disse Pimentel. 

A Renault do Brasil já implantou o serviço de carsharing na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), para uso pessoal dos colaboradores do Lactec, um dos maiores centros de ciência e tecnologia do Brasil.  

O agendamento é realizado por meio do aplicativo Mobilize Share (ex-Renault Mobility), que adota a nova nomenclatura global da Mobilize, uma das quatro unidades de negócio do Renault Group, que tem como foco os clientes que desejam adotar formas de mobilidade mais sustentáveis e compartilhadas. 

“Nosso objetivo não é somente fabricar automóveis, mas também oferecer soluções e serviços de mobilidade. Agora, essas inovações estarão à disposição dos colaboradores da Copel, por meio do aplicativo Mobilize Share, permitindo um uso inteligente e compartilhado dos veículos”, explicou o presidente da Renault do Brasil.

DIGITAL E SUSTENTÁVEL – O serviço de carsharing atende a três tendências mundiais do setor de energia: digitalização, descentralização e descarbonização. Os veículos são menos poluentes, mais silenciosos e usam a energia de maneira eficiente. 

Os colaboradores da Copel podem realizar agendamentos de carsharing, com até 23 horas de uso, ou de locação de curta duração, com cobrança por dia, em períodos de dias ou semanas, para suas atividades profissionais ou pessoais. 

O serviço acontece basicamente por meio do aplicativo Mobility Share, que opera no modelo de estações, em que os funcionários retiram e devolvem os veículos em locais determinados, e podem fazer livre uso dos automóveis durante o período de reserva. Por meio do aplicativo é possível visualizar a disponibilidade dos veículos e fazer a reserva. O tempo de utilização dos carros é livre, podendo variar de minutos até dias, em qualquer dia da semana. 

A partir desta prova de conceito, pretende-se analisar dados relativos à taxa de utilização, comportamento, interesse e percepção do usuário, desempenho técnico, consumo, disponibilidade para uso, despesas e receitas, entre outros de interesse da Copel e da Renault para subsidiar a continuidade ou não da iniciativa. 

As ações da Copel relativas à mobilidade elétrica e ao desenvolvimento sustentável estão em consonância com a Agenda 2030 da ONU. Para mais informações sobre as ações de sustentabilidade da empresa: www.copelsustentabilidade.com.

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Em três meses, 40 mil multas de radar são aplicadas em cidade da RMC e moradores protestam

Moradores de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, voltaram a reclamar nesta quinta-feira (25) dos radares instalados na cidade e o excesso de multas já registradas. Em um período de 90 dias, quase 40 mil multas de trânsito foram aplicadas, segundo o secretário de Urbanismo da cidade, coronel Lanes Prates.

Osmar Correia, morador de Fazenda Rio Grande há mais de 20 anos, reportou à Banda B sua indignação com o elevado número de multas recebidas por ele e outros moradores.

“Sempre dirigi por várias cidades e dentro da Região Metropolitana de Curitiba e nunca tive uma decepção tão grande com relação a multas de trânsito. Em 40 dias, eu recebi 6 multas em Fazenda Rio Grande”, iniciou ele.

Correia afirmou que as multas são aplicadas de forma irregular e que, assim como ele, outros milhares de cidadãos têm reivindicado mudanças no sistema de radares e entrado com recursos contra a prefeitura.

“A situação dos radares aqui na cidade está um caos. Precisamos que elas sejam canceladas”, protestou.

Já o policial militar Francisco Monteiro, que diz apenas trabalhar no município, explicou que já recebeu três multas em seu trajeto até o trabalho.

“Infelizmente sou um dos contemplados pela indignação em relação às multas e radares. Depois que recebi essas três multas, eu recorri. Apesar disso, eu tenho a plena consciência de que não passei nos radares da forma como mostram as multas”, disse, indignado.

O servidor da segurança pública também destacou que tem conhecimento sobre os perigos do trânsito e afirmou que é preciso haver melhores condições de sinalização na cidade, bem como conscientização.

“Eu tenho consciência de que não posso fazer do meu veículo um instrumento de morte, mas é preciso que haja um trabalho efetivo de conscientização e sinalização em Fazenda Rio Grande”, concluiu.

O que diz a prefeitura

Procurado pela Banda B, o secretário de Urbanismo de Fazenda Rio Grande, coronel Lanes Prates, respondeu ao questionamento sobre quais medidas a administração do município está tomando no que se refere às reclamações dos moradores.

“A prefeitura notificou a empresa de radares e decidiu não renovar o contrato com ela. Então, não haverá continuidade do serviço, apesar de os equipamentos continuarem em operação mesmo assim”, afirmou.

O contrato com a empresa responsável pelos radares no município chegou ao fim, após um ano. Os equipamentos deixaram de funcionar a meia-noite desta quinta-feira (25).

Sobre o elevado número de infrações registradas no período de 90 dias – mais de 30 mil –, o secretário demonstrou preocupação com o cenário, porém deu um diagnóstico.

“Vemos isso com muita preocupação porque os equipamentos mostram que os cidadãos de Fazenda Rio Grande estão dirigindo de forma errada, com excesso de velocidade. Neste período, já identificamos uma baixa sensível no número de acidentes e principalmente de mortes”, contou.

No entanto, Prates revelou que foram aplicados 39 mil autos de infração em três meses, e pouco mais de 2 mil recursos.

“A grande maioria, ao nosso ver, identificou que realmente praticou infração. Mas aquele cidadão que se sentiu prejudicado com as multas deve entrar com recurso para que analisemos individualmente o caso”, continuou.

O coronel também garantiu que a prefeitura irá analisar as reclamações sobre a possível falta de sinalização na cidade, porém frisou que “os radares têm alta precisão”.

Protesto

Há quase um mês, no dia 27 de outubro, moradores de Fazenda Rio Grande protestaram contra o excesso de multas aplicadas por radares na cidade. A manifestação foi encerrada em frente à casa do prefeito do município, Dr. Nassib (PSL).

“Todos os radares estão irregulares. Não tem como fazer esse tanto de multa em um mês”, disse o administrador de empresas Everson Pereira, durante o protesto.

Foto: Eliandro Santana/ Banda B

Conforme noticiado pela Banda B, Nassib determinou a realização de uma auditoria no sistema de fiscalização eletrônica da cidade.

Segundo nota enviada à Banda B à época, uma perícia técnica nos equipamentos seria feita para avaliar sua funcionalidade, verificar os critérios para definição dos locais de instalação de radares e recebimento dos recursos apresentados pela população contra notificações de infração.

Informações Banda B

Guaratuba vai ter carnaval em 2022: ‘Por que não fazer?’, questiona prefeito

Vai ter carnaval em Guaratuba, no litoral do Paraná, em 2022. A informação foi confirmada pelo prefeito do município, Roberto Justus (DEM), na manhã desta quinta-feira (25), para a reportagem da Banda B. No ano que vem, a terça-feira de carnaval será no dia 1º de março.

“Por que não fazer o carnaval, se as condições já são favoráveis agora e tendem a serem ainda mais positivas no final de fevereiro e começo de março?” indagou Justus.

O prefeito toma como base os registros da pandemia no município. Segundo Justus, “os números são muito positivos”. Em Guaratuba, conforme declarou, a média de casos é cada vez menor. Ele citou ainda o relaxamento das regras de restrição por parte do governo do Paraná nas últimas semanas.

“Menos de um caso por dia. Nós temos uma vacinação que está beirando os 90% da população e o próprio governo do estado está diminuindo cada vez mais as restrições de prevenção à pandemia. Praticamente a única legislação em vigor no Paraná é a do uso de máscara e álcool em gel, mais nada”, disse.

Justus informou que a prefeitura de Guaratuba iniciou os processos de licitação, para as contratações e organização de toda a programação do carnaval de 2022. Segundo ele, caso os números da pandemia mudem, por conta de uma eventual nova onda de infecções por Covid-19, um comitê de crise da pandemia da prefeitura vai rever este posicionamento.

Para o prefeito, Guaratuba depende da economia gerada pelo turismo do carnaval na cidade e não descartou seguir exemplos de cidades nas quais o turismo depende da festa, como Recife, Salvador e Rio de Janeiro, caso decidam cancelar o evento do ano que vem, como foi neste ano de 2020.

“Aí vamos ver o que está acontecendo e o motivo dessas cidades, que têm um movimento muito forte na sua economia por conta do carnaval, estão abrindo mão dele nesse momento. E aí a gente delibera no comitê de crise de pandemia, que é o foro correto por parte do executivo”, avaia Justus.

Justus lembrou na entrevista que a banda de Guaratuba agita os foliões que vão ao carnaval da cidade há 30 anos, ininterruptamente, apenas com exceção do carnaval de 2020, por conta da pandemia.

O prefeito destacou que a medida adotada em todo país no ano passado, junto às restrições impostas no início da pandemia, interferiram muito na economia do município, que tem tradição de receber turistas no carnaval. Por outro lado, ele acredita ter agido bem ao fechar a cidade.

“Não tivemos nenhum tipo de ressalva em tomar decisões amargas e que impactaram muito a nossa economia no começo da pandemia, e também não teremos nenhum tipo de pudor agora.”

Guaratuba realiza eventos testes antes do Carnaval

Recentemente, Guaratuba promoveu dois eventos com grande público de pessoas que representaram 30 municípios paranaenses, como os Jogos de Integração do Idoso e os Jogos de Aventura e Natureza. Justus garante que os testes tiveram resultados animadores e demonstraram que não é preciso temer uma festa de carnaval, caso não haja uma nova onda de Covid-19.

Segundo ele, os participantes ficaram alojados e tiveram as refeições feitas em ambientes compartilhados, todos estariam vacinados e testados. “Passados 15 dias, não vimos rigorosamente nenhuma alteração nos números, apenas a redução constante dos casos confirmados, números de mortes e tudo o mais.”

A Banda B também está em contato com outras prefeitura do Paraná, como Antonina, Matinhos e Pontal do Paraná, para confirmar sobre a programação de carnaval para 2022.

Informações Banda B