Confira cinco exposições imperdíveis pelos museus de Curitiba

Com as portas abertas e todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Estado do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte.

As instituições estão na mesma área (entre Centro, Centro Histórico e Centro Cívico), o que facilita percorrer os museus em um único grande passeio para conhecer as novidades montadas durante as restrições de circulação e que agora podem ser aproveitadas pelo público.

Vale lembrar que é expressamente obrigatório o uso de máscaras protetoras no interior dos museus, que estão sinalizados para manter o distanciamento entre os visitantes e equipados com tapetes sanitizantes e dispositivos de álcool em gel.

Nesse pequeno roteiro, a Secretaria da Comunicação Social e da Cultura apresenta cinco das principais exposições em cartaz nessas instituições.

Schwanke, uma Poética Labiríntica (MON)

O icônico Olho do MON apresenta um dos artistas mais premiados da arte brasileira. Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) tem a singularidade de permitir diferentes abordagens em sua obra e se estender por variadas formas, o que inclui desenhos, pinturas, livros, objetos, esculturas e instalações, num conjunto complexo e surpreendente. Com curadoria de Maria José Justino, a mostra faz uma retrospectiva do trabalho do artista desde a década de 1970 até as últimas produções, num total de mais de 150 obras, sendo boa parte inédita.

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico

Terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Educação pela pedra (Mupa)

Com curadoria de Moacir dos Anjos, a mostra inaugura a parceria entre o Museu Paranaense (Mupa) e a Fundação Joaquim Nabuco, do Recife. As obras de importantes artistas contemporâneos reunidas no belo espaço expositivo do Mupa, Centro Histórico da Capital, têm ou não a pedra como referência direta, mas de alguma forma remetem às lições do poema Educação pela Pedra, escrita por João Cabral de Melo Neto em 1966: a resistência, a concretude, a concisão e a impessoalidade. São audiovisuais, instalações e fotografias que desafiam o espectador na capacidade de articular a arte com a sua própria bagagem e aspirações.

Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco

Terça a domingo, das 10h às 17h30. Aos finais de semana é necessário fazer agendamento prévio AQUI

Entrada gratuita

Com as portas abertas e com todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte. – Curitiba, 15/07/2021 – Foto: Kraw Penas/SECC

Verdeazul – mostra individual de Dulce Osinski (MAC)

Museu de Arte Contemporânea do Paraná apresenta a exposição inédita Verdeazul, da artista paranaense Dulce Osinski. Ela investiga uma das grandes utopias da modernidade: a natureza. Nas palavras do curador Benedito Costa Neto, “a humanidade demorou séculos para ver o mundo de cima”, e Dulce – maravilhada, curiosa e encantada com essa questão – apresenta essas paisagens a partir de uma perspectiva que dá a sensação de “sermos deuses” ou anjos, observando o mundo do alto.

A exposição abrange a produção mais recente da artista: pinturas, gravuras e aquarelas produzidas entre 2008 e 2021, e é acompanhada de uma segunda mostra complementar, realizada na Sala Adalice Araújo (na sede da Superintendência-Geral da Cultura) onde o público pode conhecer outros trabalhos de Dulce Osinski, que fazem parte da coleção do MAC Paraná.

MAC no MON

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico

Terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Sala Adalice Araújo

Rua Ébano Pereira, 240 – Centro

Segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h

Entrada gratuita

Com as portas abertas e com todas as medidas sanitárias para uma visita segura, os museus do Paraná em Curitiba estão repletos de atrações para os visitantes saudosos do contato com a arte. – Curitiba, 15/07/2021 – Foto: Kraw Penas/SECC

Mostra permanente (MCAA)

A mostra permanente do Museu Casa Alfredo Andersen é focada nas obras do pintor em suas diversas fases. Lá é possível encontrar exemplares de seus três períodos, o norueguês (1873-1892), o litorâneo (1892-1902) e o curitibano (1902-1935). O curioso é perceber como o ambiente e o clima influenciaram Andersen em cada momento de sua vida: das paisagens, que transitam entre o realismo e o romantismo, até os retratos da sua fase final, carregadas de uma emoção pura, como escreveu a crítica Adalice Araújo. As pinturas do “pai da pintura paranaense” são, além de tudo, um símbolo do trânsito cultural entre o Brasil e a Europa na primeira metade do século XX.

Rua Mateus Leme, 336 – Centro

Terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; sábados e domingos, das 10h às 16h

Entrada gratuita

Ilhas da Imaginação (MIS-PR)

Partindo de seu acervo tridimensional, a exposição do Museu da Imagem e do Som do Paraná é um mergulho pelos dados históricos, técnicos e curiosidades, guiando o público para memórias e invenções audiovisuais. A coleção conta hoje com aproximadamente mil itens, entre câmeras fotográficas, filmadoras, moviolas, toca-discos, vitrolas, televisores, projetores e muitos outros equipamentos ligados às áreas de cinema, fotografia, rádio e televisão, doados ao museu pela comunidade, veículos de comunicação e instituições locais.

Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro

Terça a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 16h

Entrada gratuita

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Museu de História Natural Capão da Imbuia reabre para visitação

O Museu de História Natural Capão da Imbuia volta a abrir ao público, com a flexibilização das restrições em relação à disseminação da covid-19. São permitidas, a partir de agora, dez pessoas simultaneamente no setor expositivo (interno) e 20 na Trilha das Araucárias (externa).

O uso de máscaras, o distanciamento social e a higienização frequente das mãos com álcool em gel são obrigatórios.   

O museu conta com áreas de exposições onde podem ser conferidos diversos ecossistemas e sua fauna. Entre os destaques, estão a floresta com araucária e o cerrado.

No ambiente marinho, um esqueleto de um filhote de orca é uma das atrações. Há ainda um local reservado para a mostra de animais taxidermizados (empalhados), como aves de rapina e animais em extinção.

Na área externa, está o Bosque Capão da Imbuia, com árvores nativas como a araucária e a árvore centenária que dá nome ao bairro, uma das poucas áreas remanescentes de floresta nativa na região. Os visitantes podem caminhar por toda a área sobre uma passarela metálica.

O museu faz parte da Rede Paranaense de Coleções Biológicas, o projeto Taxonline. Antes pertencente ao Museu Paranaense, é de responsabilidade da Prefeitura de Curitiba desde 1981.

Serviço: reabertura do Museu de História Natural

Endereço: Rua Benedito Conceição, 407, esquina com Rua Nivaldo Braga, Capão da Imbuia
Horário de atendimento: de terça a domingo, das 9h às 17h
Entrada: gratuita
Público permittido: 10 pessoas simultaneamente no setor expositivo (interno); e 20 pessoas na Trilha das Araucárias (externa)

5 parques estaduais para conhecer no Paraná

Os parques estaduais do Paraná retomaram a visitação aos domingos e feriados, de acordo com o último Decreto Estadual publicado pelo Governo do Paraná. As Unidades de Conservação continuam com capacidade máxima de visitação reduzida em 50% e os visitantes devem seguir as regras previstas. Confira 5 parques estaduais para visitar:

PARQUE ESTADUAL SERRA DA BAITACA

Atrações – Os principais atrativos do Parque são o Caminho do Itupava, o Morro do Anhangava e o Morro Pão de Loth. O Morro do Anhangava, com seus 1.420m de altitude, é o local mais importante para a escalada em rochas do Paraná. Do alto do seu cume é possível observar Curitiba, a represa do Capivari e a Serra do Mar.

Parque Estadual Serra da Baitaca, na Região Metropolitana de Curitiba – Foto: Harvey FS/IAP

Localização – Piraquara e Quatro Barras

Como chegar – O acesso de carro é feito via Quatro Barras. Partindo do trevo do Atuba, siga pela BR-116, sentido São Paulo, até o trevo de Quatro Barras à direita, seguindo as placas que indicam Borda do Campo e Morro do Anhangava. Chegando ao centro da cidade há uma praça (referência Avenida das Pedreiras), siga até o trecho não asfaltado e então pela estrada de terra até o trailer do IAT a direita. Há funcionários 24 horas para recepção e cadastro de visitantes.

De ônibus, pegue o Curitiba-Quatro Barras no terminal do Guadalupe, desça no terminal de Quatro Barras e pegue o circular até a Borda do Campo, descendo no ponto final.

PARQUE ESTADUAL PICO DO MARUMBI

Atrações 

Pico Marumbi – O Conjunto Marumbi: Composto por oito cumes, o pico inclui o Monte Olimpo, com 1.539 metros. É um dos pontos preferidos dos turistas para a prática do montanhismo. O conjunto se destaca pelas trilhas íngremes, mas também conta com opções de escaladas de todas as modalidades e graus de dificuldades.

Parque Estadual Pico do Marumbi – Foto: Arnaldo Alves

Salto dos Macacos: Despencando de um paredão de 70 metros de altura, o Salto dos Macacos é composto por duas cachoeiras e uma profunda piscina natural. A trilha de acesso nasce na estrada das Prainhas, com um percurso que dura cerca de duas horas. Devido ao grande risco de cabeça d’água durante a travessia do rio durante a trilha, o horário limite de chegada na Sede de Prainhas para acessar o Salto dos Macacos é até às 9h.

Localização –  Morretes

Como chegar – A principal forma de acesso é por trem, que sai diariamente, às 8h15, da Rodoferroviária de Curitiba e leva duas horas para chegar até a sede do Parque Estadual Pico do Marumbi. O visitante também pode ir de ônibus, saindo de Curitiba até a rodoviária de Morretes, onde um ônibus municipal vai até o vilarejo de Porto de Cima.

Quem vai de carro de passeio deve seguir pela BR-116 e entrar na Estrada da Graciosa, seguindo até o vilarejo de Porto de Cima. Os oito quilômetros restantes, até a Estação do Marumbi, devem ser percorridos a pé, de bicicleta ou de carro com tração 4×4.

PARQUE ESTADUAL JOÃO PAULO II

Atrações – Pelos caminhos internos do bosque, o visitante encontra sete casas típicas polonesas em forma de aldeia, construídas no início da colonização. As casas, feitas de troncos de pinheiro encaixados, abrigam a história e a cultura dos imigrantes.

Na primeira casa, a mesma visitada pelo Papa, foi instalada a capela em homenagem à Virgem Negra de Czestchowa, padroeira da Polônia. Na trilha em meio ao bosque, encontra-se uma escultura do Papa João Paulo II e um monumento em homenagem a Nicolau Copérnico.

Parque Estadual João Paulo II – Foto: Geraldo Bubniak

Localização – O Parque Estadual João Paulo II fica na rua Euclides Bandeira, no Centro Cívico

Como chegar – Vá até o Bosque Papa João Paulo II de Ônibus – estas são as linhas e rotas que param nas proximidades: Ônibus: Ônibus – 011 INTERBAIRROS I, Ônibus – 180 ÁGUA VERDE / ABRANCHES, Ônibus – 265 AHÚ / LOS ANGELES.

PARQUE ESTADUAL DO RIO DA ONÇA

Atrações – Entre os atrativos estão as trilhas, pontes elevadas e o mirante. Para conhecer o Parque de 119 hectares, o visitante pode percorrer cinco trilhas, num circuito de 1,5 quilômetros, sem voltar pelos mesmos lugares. Todas as trilhas são bem demarcadas, acessíveis e planas.

Logo em frente ao Centro do Visitante começa a Trilha Grande, com pontes suspensas que facilitam a travessia de trechos alagados. Quase na metade do caminho, o visitante chega ao Mirante das Bromélias, ponto de descanso.

Parque Estadual Rio da Onça – Foto: Arnaldo Alves

Localização – Matinhos – Rua Argentina, 99

Como chegar – O Parque está localizado a aproximadamente 110 quilômetros de Curitiba, ao norte de Matinhos e o acesso é feito pela PR-412 no Balneário Riviera 

PARQUE ESTADUAL DE CAMPINHOS

Atrações 

Gruta dos Jesuítas: O principal atrativo é a visita à Gruta dos Jesuítas.

Trilha da Floresta: Para aqueles que gostam de caminhada, o Parque oferece a Trilha da Floresta, onde os visitantes percorrem aproximadamente 900 metros em mata nativa.

Cavernas do Parque Estadual de Campinhos abrigam formas esculpidas há milhares de anos – Foto: Arnaldo Alves

Localização – Cerro Azul e Tunas do Paraná

Como chegar – Situado a 63 km de Curitiba e a 8 km de Tunas do Paraná, o acesso principal é pela Rodovia Federal BR-476. Esta rodovia, denominada Estrada da Ribeira, atualmente encontra-se pavimentada e em boas condições de tráfego, podendo-se acessar o Parque em aproximadamente 2 horas, a partir de Curitiba. 

Atenção visitante! Recomendações Covid-19:

  • É obrigatório uso de máscara;
  • Utilizar máscara cobrindo boca e nariz, apenas tocar no elástico da máscara quando necessário;
  • Manter higiene das mãos e máscaras;
  • Trocar as máscaras a cada duas horas ou quando necessário;
  • Manter o distanciamento social possível e evitar aglomerações;
  • Não compartilhar copos e utensílios pessoais com outros grupos, sem a higienização necessária.