Com avanço da vacinação, Foz do Iguaçu ganha novo fôlego no turismo

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Estado, acelera também a retomada das atividades turísticas em Foz do Iguaçu. Em julho, a ocupação total nos hotéis foi de 35,5%, número maior que nos meses anteriores de junho (21%), maio (17%), abril (15%), março (13,5%) e fevereiro (26,2%).

Com aproximadamente 260 mil habitantes, no extremo Oeste paranaense, a cidade está localizada na chamada tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. É um dos destinos turísticos mais importantes do País e o mais visitado por estrangeiros do Paraná. O município abriga uma das sete maravilhas do mundo: as Cataratas do Iguaçu, um complexo de 275 quedas que se estendem por quase cinco quilômetros do Rio Iguaçu.

Neste segundo semestre já estão agendados, até o momento, 12 eventos que devem aquecer os estabelecimentos e serviços do setor. A rede hoteleira e os atrativos turísticos também começaram a contratar trabalhadores e a expectativa é de bom movimento nos feriados da Independência do Brasil (07 de setembro) e de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro).

“Há um grande esforço da parte do Governo do Estado, da prefeitura e dos empresários para que essa retomada se consolide a partir deste semestre até o primeiro semestre de 2022. Os indicativos de Foz do Iguaçu mostram que a atividade econômica, de forma geral, caminha rápido para se normalizar nos setores mais afetados pela pandemia”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

Ele afirma que outros destinos turísticos do Estado, como o Litoral, devem registrar o mesmo movimento esperado em Foz do Iguaçu. “A pandemia foi um momento de pensar em uma nova forma de promover o turismo, com destinos voltados à natureza, principalmente. O Paraná tem atrativos em várias áreas com potencial para serem explorados, como o turismo cultural, rural, gastronômico, religioso e de aventura”, disse.

Nunes faz questão de frisar que, mesmo com o avanço da vacinação, todos atrativos turísticos seguem rigorosamente os protocolos de segurança sanitária. “Ao cumprirmos com esses protocolos vamos dar segurança aos turistas que já estão visitando as cidades do Paraná”, afirmou.

VOOS REGULARES 

Outro bom indicativo em Foz do Iguaçu é o número de voos registrados pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) no Aeroporto Internacional Cataratas. O terminal terá mais de 21 voos diários neste mês de agosto.

Em algumas datas estão programados 26 pousos e decolagens, número próximo aos registros anteriores à pandemia, com até 30 voos a cada 24 horas. Para este mês, estão previstos 666 voos regulares no aeroporto.

A cidade já registrou aumento de visitantes nos principais atrativos. Nas Cataratas do Iguaçu, o movimentos subiu 105%, com 56.819 pessoas em julho, ante 27.739 em junho.

A cidade passou a integrar, também, a Câmara de Turismo 4.0 – colegiado coordenado pelos ministérios do Turismo e da Ciência, Tecnologia e Inovações – que debate projetos estratégicos nas áreas de tecnologia e inovação voltados a potencializar a atividade turística nos principais destinos do País.

Os últimos meses, de procura aquém do normal, também ajudaram a promover capacitações para profissionais do setor. Hotéis de médio e grande porte ampliaram ou reformaram suas dependências e ambientes, e um novo hotel com 130 apartamentos foi aberto na cidade. Além disso, uma faculdade particular vai implantar um hotel-escola voltado a novas experiências tecnológicas.

Os números são da Prefeitura de Foz do Iguaçu e apontam, ainda, que o turismo rodoviário e de centros urbanos próximos correspondem ao perfil da maior parte dos visitantes no mês de julho.

“Estamos otimistas, recebendo ministros, o governador, temos as parcerias com a Itaipu e com o Governo do Estado, o empresariado está investindo, temos cada vez mais visitantes. O momento agora é de olhar para a frente, ter otimismo, força, apostar, investir, acreditar, receber bem o turista. Vamos viver assim, com esperança, sem deixar os cuidados de lado, de forma nenhuma”, disse o prefeito Chico Brasileiro.

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Anvisa aprova estudo de universidade de Curitiba para tratamento da Covid

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o estudo clínico da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) de um produto de terapia celular avançada para tratamento de pacientes com pneumonia viral em decorrência da Covid-19. O ensaio clínico faz parte de um dos projetos de pesquisa aprovados no edital interno da PUCPR, lançado em 2020, que contou com o subsídio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Contemplada pelo mesmo edital, outra pesquisa que avalia o estado de portador do vírus de cães e gatos domésticos apresentou resultados recentemente.

Em 2020, a instituição de ensino superior selecionou um total de 13 projetos, dos quais seis já tiveram divulgados resultados parciais ou conclusivos. De acordo com a diretora de pesquisa da PUCPR, Vanessa Sotomaior, alguns estudos já estavam em andamento e, com o auxílio do BRDE, foi possível concluí-los ou garantir a continuidade do projeto.

“A PUCPR com sua área de pesquisa científica vem contribuindo com estudos sobre o coronavírus, além de projetos humanitários que auxiliam a sociedade a enfrentar essa crise”, disse Vanessa.

Para o vice-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, a divulgação de avanços nestas pesquisas contribuem para confirmar o caráter de responsabilidade social dos patrocínios executados pelo banco. “Estamos felizes, não só pelo arrefecimento da pandemia, mas também pela contribuição dos pesquisadores da nossa região com o conhecimento científico global acerca dessa doença”, afirmou.

Esta é a segunda iniciativa bem-sucedida entre BRDE e a PUCPR. A primeira foi com o BRDE Labs, programa desenvolvido em parceria com a Hotmilk – Ecossistema de Inovação da PUCPR, que selecionou projetos inovadores de startups voltados às demandas de agroindústrias paranaenses.

TERAPIAS AVANÇADAS  Coordenada pelo professor da Escola de Medicina da PUCPR, Paulo Roberto Slud Brofman, a pesquisa em humanos avalia o potencial terapêutico das células-tronco mesenquimais (CTM) para tratamento de pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente do novo coronavírus.

Serão incluídos no estudo 60 pacientes com pneumonia viral causada por Sars-CoV-2 confirmado por testes RT-PCR, em situação moderada ou grave. O protocolo inclui a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pacientes.

Participarão da pesquisa o Hospital do Trabalhador, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, todos de Curitiba, além do Hospital Espanhol (Salvador), Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do Instituto Nacional de Cardiologia (Rio de Janeiro).

Os produtos de terapias avançadas são desenvolvidos à base de células ou genes humanos, considerados medicamentos especiais, e necessitam de registro sanitário na Anvisa. O uso desses produtos sem a autorização da Agência pode colocar as pessoas em grave risco e configura infração sanitária e penal.

Para uso clínico na população, é necessário que haja a comprovação inequívoca da segurança, eficácia e qualidade dos produtos. Durante a fase de desenvolvimento e por meio de pesquisas controladas definem-se as indicações clínicas, as principais reações adversas observadas, os cuidados especiais com o paciente durante e após o uso, bem como os atributos críticos da qualidade do produto.

ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO – De acordo com informações da Agência Brasil, a pesquisa coordenada pelo médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR, atestou que apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram Covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Eles foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de Covid-19 e os que não tiveram. A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam espaços com pessoas com Covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui, ainda, que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Com novo lote da Pfizer, Paraná vai acelerar vacinação de jovens de 12 a 17 anos

Mais 318.240 doses da vacinas Pfizer/BioNTech desembarcaram no Paraná nesta terça-feira (19). O lote contém 228.150 doses destinadas a adolescentes sem comorbidades, o primeiro lote carimbado para vacinação da população de 12 a 17 anos em geral. Outras 90.090 são para a segunda dose (D2), referente à 40ª pauta do Ministério da Saúde.

A remessa chegou no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em dois voos distintos, um às 18h40 e o outro às 19h10. Os imunizantes fazem parte da 59ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. As doses foram encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e armazenamento e serão enviadas nesta quarta-feira (20) por via terrestre para todas as Regionais de Saúde.

O Paraná já iniciou a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidades, utilizando o remanescente da reserva técnica enviada em todas as remessas para os municípios. Agora, a chegada de doses específicas para este grupo, vai acelerar a vacinação deste público.

De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 249.472 doses em adolescentes. No total, já são 14.619.702 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.320.875 D1 e 5.780.512 da D2. Além disso, o Estado também registra a aplicação de 25.042 doses adicionais (DA) e 167.466 doses de reforço (DR).