Câmara aprova sugestão para Prefeitura de Curitiba financiar vacina da UFPR contra a Covid

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou nesta terça-feira (11) uma sugestão de ato administrativo ou de gestão para assinatura de um termo de cooperação entre a prefeitura e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o objetivo de destinar recursos financeiros para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19.

A ideia foi apresentada pelas vereadoras Carol Dartora (PT) e Maria Leticia (PV). Ambas argumentam que Curitiba tem garantidos R$ 100 milhões no Fundo Emergencial para a compra de imunizantes contra a covid-19 e que parte deste montante poderia financiar a pesquisa da UFPR. 

Além disso, as vereadoras apontaram como exemplo o termo de cooperação assinado entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que vai garantir R$ 30 milhões para o financiamento da fase pré-clínica dos testes com a vacina que está sendo desenvolvida pela universidade mineira. A sugestão agora será analisada pela prefeitura de Curitiba.

Em entrevista no último dia 26, pesquisadores da UFPR informaram que esperam concluir os testes pré-clínicos da nova vacina e solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para testes em seres humanos até o final de 2021. A universidades está em busca de parcerias e investimentos para continuação das pesquisas e produção do imunizante.

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Testes moleculares asseguram diagnóstico precoce e assertivo da tuberculose

A queda das temperaturas durante o inverno e a alta concentração de poluentes na atmosfera reduzem os mecanismos de defesa do organismo, deixando-o mais propício ao surgimento de doenças infecciosas. Uma delas é a tuberculose, uma doença altamente contagiosa e que pode ser confundida com outras enfermidades que afetam o sistema respiratório e possuem sintomas semelhantes, como pneumonia, gripe e bronquite.

Diagnosticar a tuberculose precocemente é fundamental para evitar complicações, sequelas e a continuidade da cadeia de transmissão, pois  estima-se que um indivíduo contaminado infecte, em média, de 10 a 15 pessoas. No entanto, o diagnóstico clínico da patologia é um dos últimos a serem considerados devido à sua complexidade e demora.Em busca de técnicas rápidas e eficientes para combater a tuberculose, por exemplo, a Mobius Life Science oferece testes com diagnóstico completo para detectar a tuberculose, que inclusive já é oferecido na rede privada de saúde, possibilitando ainda mais agilidade no diagnóstico e tratamento.  

Os testes moleculares com sonda em linha são considerados padrão ouro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pois consistem de uma família de testes baseados em fitas de DNA e, em poucas horas, revelam um resultado assertivo e seguro a partir de amostras clínicas respiratórias e amostras de cultura. “O exame mais barato era a baciloscopia porque é simples, mas tem uma sensibilidade baixa. Tem que ter uma grande quantidade de bacilo na amostra para aparecer no microscópio. A partir de 2008, a OMS passou a recomendar os testes moleculares e, em 2016, a fita Hain, cujas análises cromossômicas apresentam elevada acurácia”, explica Afrânio Kritski, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Problema de saúde pública

A tuberculose é uma das enfermidades mais antigas do mundo e ainda representa um problema de saúde pública, em nível global. De acordo com a OMS, até 2019 (ano anterior à pandemia causada pelo SARS-CoV-2), era a doença infecciosa que mais causava mortes no mundo, atingindo 10 milhões de casos e 1,5 milhão de óbitos por ano. Os países em desenvolvimento são os mais vulneráveis, com mais de 95% dos casos reportados. Considerado prioritário para o controle da doença, o Brasil está entre os 30 países de alta carga para a tuberculose e para coinfecção tuberculose e HIV. Dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que foram notificados 68.271 casos novos de tuberculose no país em 2021, o que equivale a um coeficiente de incidência de 32 casos por 100 mil habitantes.

A doença infecciosa e transmissível é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, mais conhecida como bacilo de Koch, e afeta prioritariamente os pulmões, embora possa atingir outros órgãos e/ou sistemas. Sua forma extrapulmonar, que acomete outros órgãos além do pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas que vivem com HIV, especialmente aquelas que estão com o sistema imunológico comprometido.  A transmissão é aérea, feita pelo contato com as partículas respiratórias contaminadas provenientes de indivíduos com a forma pulmonar da tuberculose. As bactérias são expelidas pela tosse, pelo espirro ou pela fala e inaladas por um indivíduo saudável.

O diagnóstico precoce associado à triagem sistemática de pacientes com provável tuberculose ativa, e seus contatos e grupos de risco para adoecimento são os componentes principais da End TB Strategy (Estratégia para o fim da tuberculose, em tradução livre), divulgada pela OMS. Apesar da existência de programas governamentais para o controle da tuberculose no Brasil, nem todos os pacientes com TB ativa têm acesso ao diagnóstico inicial adequado por meio de teste molecular. Os métodos fenotípicos para detecção de TB resistente aos fármacos apresentam uma sensibilidade variável e os resultados podem levar até 12 semanas, acarretando um tratamento longo e ineficaz, aumento de sequelas e a contínua transmissão da doença.

Prevenção pode evitar piora do quadro

Segundo Kritski, os principais sintomas da enfermidade são tosse seca ou produtiva por mais do que duas ou três semanas, associada a febre ao final da tarde, fadiga e perda de peso. Ocasionalmente, ocorre sudorese noturna, tosse com produtiva com sangue, dores no peito e, em casos raros, falta de ar. “O problema é que, em nível global, dos 10 milhões de casos de tuberculose, cerca de 30% não são diagnosticados por falta de acesso ao sistema de saúde ou pela não realização de exames nas Unidades de Saúde. Infelizmente, a tuberculose é muito frequente no Brasil e também pode ser confundida com outras doenças pulmonares crônicas, como a bronquite, por exemplo”, lamenta.

Ele acrescenta que qualquer pessoa que esteja com tosse ou catarro há duas semanas precisa ter o cuidado de usar máscara comum (cirúrgica) e buscar o auxílio de profissionais de saúde para impedir a piora do quadro: “Temos que nos antecipar, como na questão da Covid-19. É obrigação de qualquer profissional da área de saúde investigar, solicitar exames laboratoriais e/ou radiológicos, e quando necessário, internar a pessoa no hospital, na Unidade de Emergência ou de Pronto Atendimento, mas sempre  mantê-la em isolamento respiratório para não contaminar o ambiente.

 Resistência a medicamentos

Diferentemente do que alega o senso comum, a doença não afeta somente populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica, mas pode atingir qualquer pessoa. O tratamento da tuberculose possui duração mínima de seis meses e consiste em duas fases, denominadas fase de ataque e fase de manutenção. Na primeira fase, é utilizada a associação de quatro fármacos de primeira linha (isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol) e, na segunda fase, são ministradas rifampicina e isoniazida.

Apesar de ser uma doença curável, com proporção de sucesso superior a  80% na maioria dos países. Entretanto, no Brasil, o sucesso do tratamento da TB está em torno 70%, pois é elevado abandono do tratamento, resultante das questões sociais relacionadas ao adoecimento (cerca de 60% apresentam custos catastróficos, perda maior de 20% de sua renda familiar anual), é baixa a  adesão pelos pacientes devido ao longo período e aos efeitos colaterais decorrentes da toxicidade dos fármacos usados. Outra questão é o abandono do acompanhamento médico com a melhora dos sintomas, resultando em um tratamento irregular que pode gerar complicações posteriormente. Um dos maiores desafios para o combate da tuberculose são os casos de retratamento, ou seja, aqueles com reincidência da doença e os reingressos após o abandono da orientação médica.

Consequentemente, ocorrem óbitos e há o desenvolvimento da tuberculose resistente aos medicamentos, uma grande ameaça ao controle da doença. Globalmente, em 2018, a OMS estimou que 3,4% dos 7 milhões de casos novos notificados e 18% dos casos previamente tratados de TB apresentaram resistência as drogas mais importantes, denominada MDR (rifampicina e isoniazida), sendo que destes casos, 9,5% apresentavam tuberculose extensivamente resistente (XDR).

O tratamento da TB-MDR é complexo e crítico, pois são administrados fármacos mais tóxicos e menos eficazes por um período mínimo de 12 a 18 meses. Já nos casos de tuberculose extensivamente resistente, este cenário torna-se ainda mais problemático devido à carência de opções terapêuticas.

 Cobertura aprovada pelo SUS

Em julho de 2021, o Ministério da Saúde aprovou a incorporação dos testes moleculares de sonda em linha para a detecção da tuberculose, no rol de exames, salientando a precisão do diagnóstico do bacilo de Koch e das possíveis resistências aos medicamentos de 1ª e 2ª linha usados para o tratamento da doença e a viabilidade financeira decorrente da incorporação da tecnologia. Os resultados destes testes moleculares podem estar disponíveis para a equipe clínica em 1-2 semanas quando realizados nas amostras clínicas ou em 3-4 semanas quando realizados em culturas positivas para micobactéria.

Com a decisão, o diagnóstico molecular disponibilizado pela rede privada é um aliado para o controle da doença. Este passo representa um grande avanço, pois o tempo de espera dos testes convencionais para a detecção da tuberculose podem comprometer o tratamento. 

“Um dos pilares do plano de eliminação da tuberculose como problema de saúde pública no Brasil e em outras regiões endêmicas no mundo é o diagnóstico precoce, incluindo o acesso universal ao teste de resistência às drogas utilizadas no tratamento dessa doença”, declarou a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) em seu relatório, ao comentar a decisão.

Sobre a Mobius Life

A Mobius Life Science faz parte de um grupo sólido de empresas com mais de 25 anos de atuação e grande expertise no mercado. Desenvolve e comercializa produtos destinados ao segmento de medicina diagnóstica, fornecendo kits para extração de ácidos nucleicos, sorologia e também para diagnóstico molecular in vitro de doenças infecciosas, oncologia e genética. Mais informações, acesse www.mobiuslife.com.br.

Fim de semana tem festival de vôlei, basquete 3×3 e lazer no Centro e nos bairros

Novos padrinhos do vôlei curitibano participam de Festival no próximo sábado.

O primeiro fim de semana do Agosto Jovem, mês alusivo à juventude, terá muito esporte e lazer em várias regiões da cidade. O destaque é o Festival EE10 de Vôlei de Praia e Vôlei de Quadra, que vai reunir mais de 400 crianças e adolescentes no Parque Olímpico do Cajuru, com a presença dos campeões olímpicos Serginho (vôlei de quadra) e Agatha (vôlei de praia).

A programação do fim de semana começa sábado (6/8) pela manhã. Das 9h às 13h, o programa Lazer na Rua XV se estende por parte do calçadão, no trecho entre a Praça Osório e a Alameda Dr. Muricy. O programa faz da rua um espaço para o lazer com a oferta de atividades lúdicas que promovem a interação entre todas as idades.

Festival de Voleibol

Também no sábado, os campeões olímpicos e padrinhos do vôlei curitibano Serginho (vôlei de quadra) e Agatha (vôlei de praia) participam de um grande encontro na cidade. É o Festival EE10 de Vôlei de Praia e Vôlei de Quadra, que integra a programação Agosto Jovem e acontece no Parque Olímpico do Cajuru (Rua Rivadávia Fonseca de Macedo, 510, Cajuru), a partir das 9h30.

Na ocasião, os dois campeões serão apresentados para cerca de 400 crianças e adolescentes, de 9 a 17 anos, que vão jogar vôlei e que participam do projeto Escola+Esporte=10 (EE10), uma parceria da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) e a Secretaria Municipal de Educação (SME). Também participarão como convidados os alunos da Associação Curitiba Vôlei de Praia, parceira da Smelj.

Regional Boqueirão

O Programa Lazer no Bairro chega a Regional Boqueirão no mesmo dia. Das 8h às 17h, o Centro de Esporte e Lazer do Xaxim (Rua Ana Lopos Canet, 4) e o Centro da Juventude Eucaliptos (Rua Pastor Antônio Polito, 2.200, Alto Boqueirão), que neste fim de semana completa dez anos, estarão abertos para a comunidade, com empréstimos de materiais esportivos, quadra poliesportiva, oferta de atividades recreativas como jogos gigantes, perna de pau, mesa de pingue-pongue.

Basquete 3×3

Em comemoração ao mês alusivo ao Jovem, o fim de semana terá um torneio de Basquetebol 3×3 com os alunos do Projeto EE10 Excelência e demais participantes de 18 a 29 anos que se inscreverem. No sábado, o torneio acontece no Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira (R. Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri), a partir das 15h . Já no domingo o torneio será realizado na Rua da Cidade de Santa Felicidade (R. Santa Bertilla Boscardin, 213 – Santa Felicidade), a partir das 9h.

O Basquete 3×3, em vez de dez jogadores em quadra, tem equipes formadas por três integrantes. A premiação será com medalhas para os três primeiros lugares de cada categoria. As inscrições podem ser feitas até o inicio dos jogos.

Avaliação física

Também neste sábado, das 8h às 17h, acontece um mutirão de avaliação física para a população interessada em praticar atividades físicas no Centro de Iniciação Esportiva do Cajuru (Rua Rivadavia Fonseca de Macedo, 510 – Cajuru)

Teatro

O Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco) apresenta o espetáculo Crime no Cabaré. As apresentações, que também fazem parte do Agosto Jovem, estão marcadas para sábado e domingo, às 20h. A entrada é franca.

Domingo

No domingo), as atividades físicas, esportivas e recreativas acontecem nas Arcadas do São Francisco, na Praça João Cândido, ao lado da Feirinha do Largo da Ordem. As atividades serão das 9h às 13h, para todas as idades, e terão orientação dos profissionais da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj).

À tarde, das 14h às 17h30, a diversão será em seis pontos da Curitiba: os parques Barigui, Atuba, Lago Azul e Náutico, Passeio Público e na Praça Afonso Botelho.

No Barigui, as atividades serão feitas no gramado ao lado do Salão de Atos. No Náutico, vão se concentrar ao lado da Academia ao Ar Livre. No Parque Atuba, no espaço ao lado da Guarda Municipal. No Lago Azul, as atividades serão no espaço do campo de futebol que tem um alambrado. Já no Passeio Público as atividades acontecem em frente ao Coreto Digital.

Entre as opções para diversão das famílias nos parques e na praça haverá cama elástica, jogos de tabuleiro gigante (dama, trilha e jogo da velha), mesas de pingue-pongue, pinturinha no papel kraft, circuito infantil de habilidades em bicicletas. Neste domingo a novidade é o futebol entre pais e filhos, onde duplas vão disputar uma partida de futebol em família. As inscrições também podem ser realizadas na hora.

Pedala Metropolitano

Nesta edição, o percurso ciclístico será entre Curitiba e Colombo, no domingo. Devido à intensidade da atividade, esta edição do Pedala Metropolitano não é recomendada para iniciantes. Será permitida apenas a participação de maiores de 18 anos e é obrigatória a utilização de capacete.

A saída e chegada será do Parque Atuba, região norte da capital, e o percurso terá 30 quilômetros. O ponto de encontro acontece na Rua Pintor Ricardo Krieger, 550, Atuba, e a saída está marcada para as 8h.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba