Câmara aprova socorro financeiro para esportistas durante pandemia

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (22) a proposta que prevê socorro financeiro de até R$ 1,6 bilhão ao setor do esporte em razão da pandemia de Covid-19. Foram aprovadas as emendas do Senado ao Projeto de Lei 2824/20. O texto segue para sanção.

O relator, deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), recomendou a manutenção de todas as alterações feitas pelos senadores no substitutivo aprovado pela Câmara em julho. Naquela ocasião, Frota havia promovido mudanças no texto original do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) e de outros 14 parlamentares.

Um dos pontos previstos é a concessão de auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores do setor que não tenham recebido esse socorro financeiro por meio da Lei 13.982/20.

Além das exigências de não ter emprego formal, de não receber benefício previdenciário e de renda máxima, o texto exige do interessado atuação na área esportiva nos 24 meses imediatamente anteriores à data de publicação da futura lei e estar inscrito em cadastro do setor esportivo.

O benefício será pago em três parcelas, inclusive para atletas ou paratletas com idade mínima de 14 anos, se vinculados a um clube esportivo ou a uma entidade nacional de administração do desporto (federação ou confederação, por exemplo). Mulheres provedoras de família monoparental receberão duas cotas.

O benefício para os atletas será prorrogado nas mesmas condições do auxílio emergencial normal.

Trabalhadores do esporte

São considerados trabalhadores do esporte os profissionais autônomos da educação física, aqueles vinculados a um clube esportivo ou a entidade nacional de administração do desporto.

O texto especifica algumas especialidades, como os atletas, paratletas, técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, massagistas, árbitros e auxiliares de arbitragem e os trabalhadores envolvidos na realização das competições.

Neste ponto, o Senado incluiu cronistas, jornalistas e radialistas esportivos, contanto que não tenham vínculos com clubes ou emissoras.

Será exigida inscrição em cadastros estaduais, municipais ou distrital; nos cadastros dos clubes ou de alguma entidade nacional de administração do desporto; ou ainda no cadastro dos conselhos regionais de educação física.

 

 

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Triathlon traz inclusão e desenvolvimento social a crianças autistas

TRIATLHLON: O apelido “Aeron Man”, uma brincadeira com o nome da prova mais difícil do Triathlon, é perfeito para o jovem Aeron Aguiar de Souza. Aos 13 anos, o aluno da Escolinha de Triathlon Formando Campeões já superou obstáculos duros para crianças no espectro autista. Passou por uma cirurgia para recuperar a audição, fez terapias para aprender a falar e andar, dominou o medo de cair da bicicleta e até disputou uma corrida. O mais importante: ganhou independência, tanto nas atividades físicas como no dia a dia. E o esporte tem sido um aliado fundamental nesta jornada.

A dificuldade de interação social das crianças com autismo e a falta de locais apropriados levam muitos pais e mães a pensarem duas vezes antes de inserir a prática de atividades físicas na rotina dos filhos. Mas o esporte é uma poderosa ferramenta de inclusão, uma das bandeiras da Escolinha de Triathlon. Além de desenvolver habilidades motoras e condicionamento físico, proporciona mais facilidade de comunicação e socialização. A inclusão também funciona para os outros alunos e colegas, que passam a compreender e conviver com realidades diferentes.

Desde muito cedo, Aeron apresentava estereotipias, movimentos repetitivos comuns em pessoas autistas, como balançar o corpo quando está feliz. Também não engatinhava nem falava. Aos quatro anos, veio o diagnóstico de autismo. A partir daí vieram as sessões de fisioterapia e terapia ocupacional. Na fonoaudióloga, descobriu que não tinha audição num dos ouvidos e fez uma cirurgia para escutar. Foi para a piscina e as aulas de natação para melhorar sua percepção corporal. Até o triathlon entrar na sua vida.

“Eu sempre fui apaixonada pelo triathlon, e não tive condições de praticar. Quando me mudei e as crianças entraram no Colégio da Polícia Militar, no início da pandemia, fiquei sabendo sobre a Escolinha e decidi levá-los”, conta a mãe, Andrea Aguiar de Souza. Policial militar reformada desde 2016, Andrea é mãe de trigêmeos: Aeron, Ingrid e Alanis. As duas meninas entraram primeiro no projeto. “Num dia de muito frio, a piscina estava fechada. Para o Aeron não ficar sem atividades, levei para o treino de triathlon das irmãs. A atividade do dia era corrida, ele conseguiu participar das brincadeiras e teve ali seu primeiro contato.”

O primeiro desafio

O primeiro desafio de Aeron no triathlon foi aprender a se equilibrar na bicicleta. Além do medo de cair, ele se frustrava com os erros e ficava nervoso. A ajuda veio do professor Ronaldo Mateus, que também o acompanha no CPM e o empurrava na bike.

“O mais importante, na Escolinha, é a socialização e inclusão do autista junto com os outros alunos. Desde o começo, estivemos sempre ao lado dele, trabalhando bem de perto para corrigir os movimentos e dar toda a segurança necessária para o Aeron andar de bicicleta”, conta Ronaldo Mateus. A monitora Fernanda Nardino também o ajudou, desenvolvendo força física e a resistência muscular.

Aprendendo a perder e ganhar

Hoje uma criança independente, Aeron melhorou a parte motora, ganhou qualidade de vida, com redução de gordura corporal, e desenvolveu habilidades sociais. Também é responsável com a organização dos seus materiais e da sua rotina. E aprendeu a lidar com as frustrações.

“Ele se frustrava muito fácil quando errava, quando tirava notas baixas. Eu sempre digo para ele analisar a situação quando algo dá errado, ao invés de chorar, e pensar o que pode fazer de diferente, para melhorar. O esporte o ajudou muito nisso, a lidar com as derrotas. E a vontade dele foi determinante”, destaca Andrea. “Ele queria correr, queria praticar esporte. Quis participar de uma corrida infantil de 2km. Sabia que não conseguiria correr tudo, então combinamos dele fazer 600 metros, e ele saiu atrás dos outros na prova, com as irmãs acompanhando no gramado do lado de fora.

Estou criando ele para ser independente.”

Legado do triathlon

O grande objetivo para Aeron no triathlon é o aprendizado diário, a saúde e a sociabilização que não existiriam fora da Escolinha. Alanis tem outros sonhos profissionais, e quer seguir praticando a modalidade por amor ao esporte. Já Ingrid tem porte e maturidade de atleta. Sexta colocada no Campeonato Brasileiro de Triathlon Infantil de 2021, em dobradinha com a irmã, no sétimo lugar, Ingrid quer ser profissional, e até já é vista como exemplo por meninas mais novas do projeto.

“De um jeito ou de outro, todos vão levar o esporte para a vida. E não há diferença entre eles, vejo os três com as mesmas possibilidades para o futuro, tanto no esporte como nos estudos”, diz a mãe, Andrea.

Metas da Agenda 2030 na Escolinha

A formação de crianças e adolescentes por meio do esporte é a principal missão da Escolinha de Triathlon Formando Campeões. Mais do que as técnicas do nada, pedala e corre, a equipe técnica segue diretrizes pedagógicas para orientar os triatletas mirins em questões como organização pessoal, disciplina e respeito aos pais e professores.

Essas diretrizes também estão de acordo com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, a ONU, com a qual o projeto está comprometido. A Escolinha busca atingir esses objetivos de forma individual, com ações de conscientização com os alunos, e coletiva. Faz parte do projeto o compartilhamento dos equipamentos de treino, a preocupação com uma educação escolar de qualidade, adoção da igualdade de gêneros no número de alunos e professores.

Formando Campeões

A Escolinha de Triathlon Formando Campeões, iniciada há sete anos em Curitiba (PR), é hoje um modelo de formação da modalidade no País. Idealizado pelo atleta olímpico curitibano Juraci Moreira, contempla 920 crianças e adolescentes em 18 núcleos espalhados por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e Ceará.

A unidade do Colégio da Polícia Militar do Paraná foi a primeira a ser criada, e é pioneira na formação de triatletas. Hoje, atende 60 alunos. As crianças contam com todos os equipamentos necessários e são treinadas por especialistas na modalidade.

A Escolinha de Triathlon Formando Campeões tem execução da Federação Paranaense de Triathlon e apoio do Colégio da Polícia Militar do Paraná. Os patrocinadores são Astra, Rede Condor, Thales, Enaex Brasil, Veneza e Golfleet.

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Melhores equipes do estado se enfrentam para decidir quem encaçapa o Paranaense Interclubes de Sinuca

Acontece neste sábado (15), a 3ª e última etapa do Campeonato Paranaense Interclubes Série A, no Clube Curitibano. A competição definirá qual clube tem o melhor time de sinuca do Paraná.

Organizado pela Federação Paranaense de Sinuca, ao todo 9 equipes de 5 jogadores participarão da etapa. A primeira fase será disputada no sistema de chaves de dupla eliminatória, os jogos serão disputados em melhor de 7 partidas, para vencer o confronto 3 jogadores de uma equipe precisam vencer 4 partidas. As 4 equipes que vencerem dois confrontos se classificam para as semifinais.

Nesta temporada, a expectativa é que o título seja disputado pelas equipes Exactus e Círculo Militar A1, ambas empatadas com 35 pontos no ranking. Seguida da equipe Noel Snooker com 18 pontos na terceira colocação.

Segundo o presidente da FPS, Ricardo Caragnato, “Os espectadores podem esperar por grandes jogos. Estarão presentes os melhores atletas do estado do Paraná, o nível se assemelha muito ao patamar nacional”.  

Na competição ainda serão definidas as duas equipes paranaenses que irão representar o estado no Campeonato Brasileiro de Equipes, que será realizado entre os dias 1 e 4 de dezembro, no Círculo Militar.

A etapa de jogos acontecerá durante todo o dia e será transmitida ao vivo na página da entidade no Youtube, a partir das 10h.

SERVIÇO

3ª Etapa de 2022 do Campeonato Paranaense Interclubes Série A

No Clube Curitibano

Dia 15, sábado, a partir das 10h

Organização: Federação Paranaense de Sinuca

Fotos: Agência Vulgata.