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Audiência pública destaca atuação de grupos de autoajuda anônimos no Paraná

Audiência ocorreu no Plenarinho da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira (16).

Audiência ocorreu no Plenarinho da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira (16).
Créditos: Orlando Kissner/Alep

A audiência pública “Dando Voz aos Anônimos: ‘Só por Hoje’”, realizada na manhã desta terça-feira (16) no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, abordou a importância da visibilidade dos grupos de autoajuda, como Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos. O evento, organizado pelo deputado Gilberto Ribeiro, destacou a relevância de discussões para fortalecer o suporte a pessoas em situação de dependência química.

Reconhecimento e Projeto de Lei

O deputado Ribeiro fez um apelo para valorizar o trabalho das irmandades de apoio, evidenciado por um projeto de lei protocolado em agosto, que reconhece as irmandades como de interesse público e social. “A proposta visa dar visibilidade e apoio ao trabalho dessas organizações, que atuam fundamentalmente na saúde e inclusão”, afirmou. O projeto aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Objetivos e Princípios dos Grupos

Durante a audiência, representantes dos grupos compartilharam a história e a filosofia das organizações. O médico psiquiatra Luiz Renato Carazzai, que abriu o evento, ressaltou a importância das transformações pessoais e do papel dos participantes como modelos uns para os outros. “Os grupo precisam ser mais informativos e atuar na prevenção”, sugeriu Carazzai.

História e Expansão dos Grupos de Apoio

A psicóloga Briza Feitosa Menezes, do Tribunal de Justiça do Paraná, destacou a atuação de 65 grupos de Alcoólicos Anônimos na Região Metropolitana de Curitiba. “Com mais visibilidade, podemos derrubar tabus relacionados ao alcoolismo”, afirmou.

Narcóticos Anônimos, inspirados nos AA, estão presentes em mais de 140 países, com 84 grupos atuando no Paraná. Lylian Mary Fagundes da Silva, representante dos NA, relatou ações de conscientização, como faixas em jogos de futebol sobre os riscos da dependência.

Os Neuróticos Anônimos (N/A) surgiram em 1969, no Carandiru, e buscam ajudar pessoas cujas emoções afetam seu comportamento, conforme explicou João Aguinaldo Mendonca, psicanalista presente no evento.

Impacto Familiar e Comunitário

Além de oferecer suporte a dependentes químicos, os grupos de apoio abordam as consequências do vício para familiares e amigos. Os grupos Al-Anon e Alateen foram destacados por Marilia Kravetz, que explicou a evolução desses grupos e seu papel na vida de quem vive com dependentes. Com o compartilhamento de experiências, os participantes encontram força e esperança para lidar com a situação.

João Eduardo Cruz, diretor do Departamento de Políticas sobre Drogas de Curitiba, também participou, abordando o aumento da dependência em jogos e apostas online.

Pelo fim do evento, integrantes dos grupos receberam menções honrosas por suas contribuições às comunidades.

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