Anvisa recebe pedido de uso emergencial da vacina Janssen

[ad_1]

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu nesta quarta (24) o pedido de uso emergencial da vacina da Janssen. O governo brasileiro já manifestou intenção de compra de 38 milhões de doses da vacina Janssen , que é um braço farmacêutico da Johnson & Johnson. A entrega dessas doses tem uma previsão inicial no final do ano, sem data específica.

Segundo a Anvisa, as primeiras 24 horas serão utilizadas para verificar se os documentos necessários estão disponíveis. A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar, com especialistas das áreas de registro, monitoramento e inspeção. “A equipe vem atuando de forma integrada, com as ações otimizadas e acompanhadas pela comissão que envolve três diretorias da agência”, afirmou a Anvisa.

O prazo previsto pela agência entre o processo de verificação dos documentos e o resultado do pedido é de sete dias corridos. No entanto, esse prazo será interrompido caso haja falta de documentos. Nesse caso, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Variante ômicron representa risco muito elevado, diz OMS

A nova variante ômicron do coronavírus representa um “risco muito elevado” para o planeta, advertiu nesta segunda-feira (29) a OMS (Organização Mundial da Saúde). A entidade destacou, ainda, que são muitas as incógnitas sobre essa cepa, especialmente acerca do perigo real que representa.

“Até o momento, não se registrou nenhuma morte associada à variante ômicron”, afirmou a OMS em um documento técnico, que também apresenta conselhos às autoridades para tentar frear seu avanço.

“Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada”,

afirma a organização.

As incógnitas sobre a variante são numerosas, adverte a OMS: o nível de contágio, e se este é inerente às mutações constatadas ou ao fato de a variante escapar da resposta imune; o nível de proteção das vacinas anti-Covid existentes; e a gravidade da doença, ou seja, se a variante causa sintomas mais graves.

“Em função das características, podem existir futuros picos de Covid-19, que poderiam ter consequências severas”, acrescenta a OMS. Na sexta-feira (26), a organização classificou a ômicron como variante de preocupação.

A entidade pediu a países que acelerem a vacinação de grupos prioritários e que se assegurem da existência de planos para manter serviços de saúde essenciais para caso ocorra um crescimento do número de casos de Covid.

Segundo a entidade, uma eventual alta da quantidade de infectados pode gerar forte demanda por atendimento e levar a uma maior mortalidade. O impacto se daria sobretudo entre populações mais vulneráveis e em países com baixo índice de vacinação.

A OMS diz que a existência da nova cepa foi reportada à entidade no último dia 24 após o surgimento de casos na África do Sul. Desde então, houve a confirmação de infecções provocadas pela ômicron nos cinco continentes.

Entre os países com casos identificados, até esta segunda (29), estão Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Itália, Holanda, Áustria, Dinamarca, República Tcheca e Portugal.

No domingo (28), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que um brasileiro que passou pela África do Sul testou positivo para a Covid-19. Ele desembarcou em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ainda está sendo investigado se a contaminação está relacionada à nova cepa.

O cientista Richard Hatchet, que preside uma rede voltada ao desenvolvimento de vacinas, disse que o surgimento da variante ômicron confirma as previsões de que a transmissão do vírus em áreas com baixas taxas de vacinação aceleraria a evolução dele.

Hatchet destacou que, por enquanto, a África do Sul imunizou menos de um quarto da sua população contra a Covid-19.

Para Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, a nova variante mostra a necessidade de o mundo aperfeiçoar a forma como lida com pandemias. “Nosso sistema atual desincentiva países a alertarem outros sobre ameaças que inevitavelmente vão atingi-los”, afirmou.

Ômicron é nome da nova variante identificada na África do Sul

A OMS (Organização Mundial da Saúde) batizou como ômicron a nova variante do Sars-Cov-2 sequenciada pela primeira vez na África do Sul.

O nome foi dado na sexta-feira (26), em reunião na qual o grupo técnico independente que assessora a OMS classificou a variante como “de preocupação” – o que indica que ela pode causar mais danos que a versão original do coronavírus.

Segundo a entidade, serão necessárias “algumas semanas” para entender os efeitos das muitas mutações da ômicron sobre o contágio, a gravidade da doença ou a eficácia da vacina.

Cientistas da África do Sul e do Reino Unido disseram estar trabalhando “24 horas por dia” para destrinchar o novo mutante, e fabricantes de imunizantes também começaram a se preparar para adaptar seus fármacos à ômicron, se necessário.

Os temores de que a nova variante seja ainda mais transmissível que a delta, mas não tão suscetível às vacinas já disponíveis, fez governos no mundo todo suspenderem voos vindos do sul da África e impondo quarentenas a quem chega de países em que ela foi detectada.

Os nomes derivados do alfabeto grego fazem parte do sistema de nomenclatura utilizado pela OMS para identificar novas mutações -entre outros objetivos, como o de evitar as siglas técnicas, está o de evitar que países fiquem estigmatizados por terem feito o sequenciamento.

Até virar ômicron, o novo mutante vinha sendo chamado pela sigla técnica B.1.1.529, que designa sua posição num sistema de linhagens do coronavírus.

A OMS e os cientistas acompanham variantes que possam, potencialmente, infectar humanos com mais facilidade ou escapar da proteção oferecida pelas vacinas.

Em geral, quando um novo mutante com esse risco surge, mas ainda não foi suficientemente estudado, a variante é chamada “de interesse” – é o caso da mu, identificada na Colômbia.

Se o potencial de maior dano é comprovado, ela passa a ser “de preocupação” -como a alfa, a beta, a gama e a delta.

O grupo técnico que considerou a ômicron como “de preocupação” ainda não havia detalhado os motivos para isso até as 16h desta sexta.

Durante todo o dia, conforme as Bolsas de Valores caíam, os aeroportos fechavam e as restrições subiam, cientistas alertavam para a necessidade de vacinar o maior número possível de pessoas contra a Covid-19, já que grandes grupos de não vacinados permitem ao vírus circular mais livremente, o que acelera suas mutações.

Para especialistas, o esforço de vacinação precisa ser intensificado, especialmente nas populações de países pobres onde até agora poucos foram imunizados.

Além das vacinas, é preciso manter medidas de saúde pública e cuidados individuais que evitem a transmissão do patógeno, afirmam os cientistas.

Isso porque os imunizantes, embora tenham alta eficácia contra doenças graves e mortes por Covid, não impedem completamente o contágio, e a proteção oferecida se reduz com o tempo.

Lições da quarta onda

Como evitar um novo repique de casos e mortes

1 – Medidas de saúde pública

Vacinar a maior parcela possível de idosos, vulneráveis e profissionais de saúde Vacinar a maior parcela possível da população adulta Ouvir os que recusam a vacina para entender seus motivos, dar respostas a suas dúvidas e restaurar a confiança na imunização Vacinar jovens e crianças, nos países em que há imunizantes suficientes e já aprovados para essas faixas etárias Dar a todos os adultos uma dose de reforço seis meses após a vacinação completa, priorizando idosos e vulneráveis Manter sistema de testes, rastreamento de contatos e isolamento de casos suspeitos Manter orientações claras contra aglomeração e de uso de máscara em locais fechados ou onde distanciamento não for possível Divulgar informações de forma clara e transparente Quando os números refluírem, retirar restrições de forma gradual, sem reduzir vigilância

2 – Medidas individuais

– Vacinar-se completamente e tomar a dose de reforço seis meses após a vacinação completa, se disponível Evitar aglomerações e locais fechados

– Usar máscaras quando o distanciamento for impossível; o uso eficaz de máscara envolve cobrir boca e nariz e evitar contaminação ao retirá-la

– Cobrir boca e nariz com a parte interna do cotovelo ao tossir ou espirrar, para evitar transmissão do vírus pelas mãos

Lavar as mãos constatemente, com sabão, durante ao menos 20 segundos

– Testar-se se tiver sintomas e evitar contatos até receber um resultado negativo

– Isolar-se e avisar contatos se tiver resultado positivo