UFMG desenvolve vacina contra a covid-19

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Se tudo correr como previsto e houver os investimentos necessários, o Brasil terá uma vacina nacional contra o novo coronavírus (covid-19) em 2022. O primeiro imunizante nacional contra a covid-19 está sendo desenvolvido pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto com outros estudos relevantes na mesma área de vacinas. 

A parceria firmada no dia 4 de fevereiro entre a UFMG, o governo de Minas Gerais e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) pode acelerar a produção de vacinas no estado, disse, em entrevista à Agência Brasil, a professora Ana Paula Fernandes, uma das coordenadoras do CT-Vacinas. 

Outros parceiros poderão participar do projeto, entre os quais a Fundação Ezequiel Dias (Funed), que tem uma fábrica para produção de vacinas. A professora disse que a parceria está sendo avaliada.

Testes

No ano passado, foram realizados testes em modelos animais (camundongos), quando a equipe do CT-Vacinas identificou os antígenos e a melhor composição nesse sentido. “Fizemos testes em animais, inclusive em animais transgênicos [geneticamente modificados], necessários para esse tipo de análise”, informou Ana Paula. 

A equipe está se preparando para lançar estudos clínicos, seguindo os parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para depois começar os testes em humanos.

Para definir qual vai ser a composição da vacina, serão feitos testes de toxigenicidade em outros dois modelos, que poderão ser ratos e coelhos, de modo a cumprir exigência da Anvisa. “Será preparado um lote piloto para testagem em animais, e que servirá também para humanos, e usa essa formulação para o teste clínico de segurança, inicialmente, imunogenicidade, e, depois, o teste de proteção”, disse a professora da UFMG. 

A perspectiva é que, havendo investimentos, os testes em humanos poderão ser realizados ainda este ano, disse a professora.

Independência

Na fase inicial do projeto e nas alternativas buscadas pelo CT-Vacinas, foram gastos R$ 5 milhões. Ana Paula Fernandes disse que para as fases 1 e 2 – testes em animais -, o valor dos investimentos oscila entre R$ 15 milhões e R$ 30 milhões. A etapa clínica, que envolve os testes em humanos, é bem mais cara, alcançando recursos em torno de R$ 100 milhões.

Ana Paula destacou que esse investimento, embora seja elevado, “é menor do que aquele que está sendo feito para a transferência das tecnologias de fora”. 

“Esse processo vai ser, realmente, um marco histórico, que vai poder ser replicado para outros processos, para que o Brasil tenha independência nessa área estratégica”, disse a coordenadora do CT-Vacinas. 

De acordo com Ana Paula, todos os países do grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), à exceção do Brasil, “conseguem abocanhar, digamos assim, uma fração considerável do mercado de insumos em vacinas mundialmente”, o que repercute de maneira positiva em suas balanças comerciais.

“O Brasil tem competência para fazer isso. Precisa é colocar os elos da cadeia conectados”, disse a professora. Na avaliação de Ana Paula, o projeto da UFMG tem esse vínculo. 

Ela disse que, ao contrário do Instituto Butantan ou da Biomanguinhos, que estão trazendo tecnologia de fora e produzindo no Brasil, o CT-Vacinas está construindo um processo do início ao fim. “Estamos chamando de vacina de raiz”. 

A coordenadora disse que a construção desse processo, o domínio dessas plataformas de tecnologia, são estratégicos, “e o Brasil não tem isso”. Ela lembra que todas as vacinas usadas em humanos no Brasil são de tecnologias importadas.

Ana Paulo disse que a equipe do CT-Vacinas já dominou as diferentes plataformas para produção de vacinas em vetores virais, mas que isso não significa, entretanto, que em uma única vacina serão usados todos esses vetores ou uma combinação deles. No momento, segundo a professora, mesmo a partir da produção da primeira vacina nacional, o indicativo é que serão necessárias duas doses para imunização da população. “Mas ela é uma vacina muito mais fácil de ser produzida, porque o sistema de produção dela não tem a complexidade, por exemplo, de uma Coronavac”, tratando-se de uma alternativa mais simples e mais viável.

Continuidade

Ana Paula acredita que ao longo dos próximos meses serão concluídos os estudos clínicos da fase 1 e 2, de imunogenicidade e segurança em humanos, prevendo para o segundo semestre o início da fase 3, em humanos. A nova vacina deverá estar disponível no próximo ano. 

A professora da UFMG disse que uma vacina desse tipo vai continuar sendo necessária no Brasil porque, “hoje, a cada dia que passa, a gente tem mais certeza de que vamos entrar possivelmente em uma sistemática de doses anuais para coronavírus, assim como é para Influenza”. 

Segundo Ana Paula, o vírus vai continuar circulando e variantes vão surgir, o que demandará plataformas que contornem o problema do surgimento dessas variáveis do coronavírus.

A reitora da UFMG, Sandra Almeida, não tem dúvidas que a parceria com o MCTI e o governo mineiro “será fundamental não apenas para a continuidade do desenvolvimento do imunizante contra o coronavírus, mas também para as pesquisas com vacinas a longo prazo”. 

“Necessitamos, mais do que nunca, de articulação entre as universidades e os órgãos públicos estaduais e federais para garantir investimento contínuo”.

Já o ministro Marcos Pontes disse que a vacina da UFMG, desenvolvida com tecnologia nacional, “é importantíssima para o estado [de Minas Gerais] e para o país e tem grande relevância para a ciência brasileira”.

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Sábado tem mutirão de antecipação da 2ª dose da Pfizer para público específico

No próximo sábado (25/9), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) fará um mutirão para antecipar a segunda dose da vacina da Pfizer para as pessoas que receberam a primeira aplicação entre os  dias 3 e 24 de julho. O atendimento será feito em 36 pontos de vacinação abertos das 8h às 17h (lista abaixo).

 Poderão concluir o ciclo de imunização neste sábado cerca de 73 mil pessoas que estavam com a segunda dose agendada entre 27 de setembro e 18 de outubro, uma antecipação de até 23 dias.

A ação é para atender a recomendação do Ministério da Saúde de redução do intervalo entre as doses do  imunizante da Pfizer para  atingir o intervalo de oito semanas entre as doses. 

Convocação pelo Saúde Já

As pessoas contempladas estão sendo convocados por mensagem pelo aplicativo Saúde Já, que deverá ser apresentada na hora da vacinação.

Aqueles que não receberam a mensagem de convocação pelo Saúde Já não terão a segunda dose antecipada para este sábado (25/9) e deverão, portanto, seguir a data agendada anteriormente.

A SMS alerta que nesse dia não haverá aplicação de primeira dose para nenhum público e nem dose de reforço. 

“Vamos vacinar exclusivamente as pessoas convocadas para a segunda dose do imunizante da Pfizer, não haverá nenhum outro tipo de atendimento”, reforçou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Quem for convocado e não conseguir comparecer no sábado (25/9) poderá tomar a vacina em outra data em que haja aplicação de segunda dose.

Adolescentes com comorbidades

Os adolescentes com comorbidades, com idades entre 12 e 16  anos, que ainda não foram convocados serão vacinados na próxima segunda-feira (27/9). 

“Observamos no primeiro dia que a procura desse público está abaixo do esperado, por isso estamos dando um tempo maior para que os pais ou responsáveis possam se organizar e ter tempo para conseguir as declarações”, orientou a secretária.

Como receber a segunda dose antecipada

Para receber a segunda dose antecipada da vacina, basta procurar um dos pontos de vacinação, das 8h às 17h, levar um documento de identificação com foto e CPF e apresentar a mensagem com a convocação.

Quem faz parte dessas faixas etárias deve acessar o aplicativo Saúde Já. Ao realizar o acesso aparecerá uma mensagem de “pop-up” com o comunicado de que aquele usuário está sendo convocado.

Quem deve receber a segunda dose antecipada neste sábado (25/9)

– Pessoas vacinadas com a primeira dose de Pfizer (especificamente) entre os dias 3 e 24 de julho (a segunda dose estava prevista para o período de  27 de setembro a 18 de outubro)

Locais de vacinação

Das 8h às 17h

1 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

2- US Mãe Curitibana 
Rua Jaime Reis, 331- Alto do São Francisco

3 – Centro de Referência, esportes e atividade física
Rua Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra

4 – Rua da Cidadania Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1700

5 – US Santa Quitéria 2 
Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

6 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

7 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado

8 – US Nossa Senhora Aparecida
Rua Carlos Amoretty Osório, 169 – Sítio Cercado

9 –  US Sambaqui
Rua Roberto Dala Barba, 44 – Sítio Cercado

10 – US Bairro Alto
Rua Jornalista Alceu Chochorro, 314 – Bairro Alto

11 – US Santa Efigênia
Rua Voltaire, 139 – Barreirinha

12 – US Abaeté
Rua Delegado Miguel Zacarias, 403 – Boa Vista

13 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

14 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira
Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri

15 – US Campina do Siqueira
Rua General Mário Tourinho, 1684 – Campina do Siqueira

16 – US Nova Orleans
Av. Ver. Toaldo Túlio, 4.577 – Orleans

17 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

18 – US Vista Alegre
Rua Miguel de Lazari, 85 Pilarzinho

19 – US Visitação
Rua Bley Zorning, 3136 – Boqueirão

20 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

21 – US Vila Hauer 
Rua Waldemar Kost, 650 – Hauer

22 – US Menonitas
Rua Domicio da Costa, 52 – Xaxim

23- US Salgado Filho
Avenida Senador Salgado Filho, 5265 – Uberaba

24 – US Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

25 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

26 – US Trindade
Rua Roraima, 1790 – Vila Oficinas

27 – US Iracema
Rua Professor Nivaldo Braga, 1571 – Capão da Imbuia

28 – US Atenas
Rua Emilia Erichsen, 45 – Cidade Industrial

29 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira, nº 700

30 – US Oswaldo Cruz
Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial

31 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

32 – US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

33 – US Sagrado Coração    
Rua Antônio Claudino, 375 – Pinheirinho

34 – US Fanny Lindóia
Rua Conde dos Arcos, 295 – Lindóia

35 – Rua da Cidadania do Tatuquara
R. Olivardo Konoroski Bueno, s/n – Tatuquara

36 – US Rio Bonito
R. Fanny Bertoldi, 170 – Campo do Santana
 

Ninguém acerta a Mega-Sena e prêmio acumula em R$ 7 milhões

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.411 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite dessa quarta-feira (22) no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

De acordo com a estimativa da Caixa, o prêmio acumulado para o próximo sorteio, no sábado (25), é de R$ 7 milhões. As dezenas sorteadas foram: 07 – 26 – 29 – 34 – 43 – 44.

A quina registrou 35  apostas ganhadoras. Cada uma vai pagar R$ 45.154,92. A quadra teve 2.517 apostas vencedoras. Cada apostador receberá R$ 896,99.

As apostas para o concurso 2.412 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo país ou pela internet. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.