A história das guerras através das letras do Sabaton em novo livro

Formada em 1999, na cidade de Falun, a banda sueca Sabaton tem se destacado no cenário internacional por meio de músicas com temática histórica e militar. Com letras que abordam diversas guerras e conflitos militares ao longo dos séculos, o grupo vem arrastando milhares de fãs ao redor do mundo às suas enérgicas apresentações ao vivo.

O Sabaton possui uma relação especial com o Brasil. O álbum Heroes (2014) conta com “Smoking Snakes”, música em homenagem a três soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram bravamente durante a Segunda Guerra Mundial, com direito a refrão cantado em português.

Ciente do potencial educativo dessas músicas, a editora Estética Torta apresenta ao público SABATON: HISTÓRIAS DE GUERRA – uma análise minuciosa de cada uma das músicas do Sabaton, dividindo e catalogando cada uma dessas obras musicais em relação às guerras e acontecimentos históricos que narram.

A obra desbrava acontecimentos e personagens históricos do universo bélico em partes específicas: Cada capítulo tem um tema específico, unidos as canções que abordam estes assuntos: Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, A Ascensão e Queda do Império Sueco, Guerras Modernas, Guerras do Passado e Personalidades de Guerra. A organização permite que o leitor assimile o livro de uma maneira diferenciada e assertiva.

Escrito pelo jornalista musical Gustavo Maiato, o livro é uma verdadeira enciclopédia de popularização histórica, que não apenas elucidará dezenas de detalhes nas músicas do Sabaton, que podem passar despercebidos aos ouvintes brasileiros, mas também servirá de instrução histórica para milhares de fãs de heavy metal.

Com aproximadamente 300 páginas, escritas com rigor histórico e paixão de um fã, SABATON: HISTÓRIAS DE GUERRA chega em outubro em dois formatos: uma versão de luxo, limitada a 199 unidades, com capa dura e pintura trilateral em cores camufladas, e uma versão econômica de capa simples. Ambas as opções podem ser adquiridas em pré-venda no site da editora, com desconto de 20% através do cupom SABATON20, disponível em quantidade limitada. Portanto, garanta agora mesmo sua cópia em https://www.esteticatorta.com/produtos/livro-sabaton-historias-de-guerra.

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PUCPRESS lança livros sobre processos jornalísticos e ética animal

Editora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a PUCPRESS lança dois novos livros em julho, “A Vida Curta de um Fato” e “Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino: Uma Realidade no Ensino Superior Brasileiro”. O foco da editora é unir os saberes desenvolvidos na academia às necessidades da sociedade, com obras que contribuam para o desenvolvimento de competências fundamentais para um mundo complexo e em constante transformação.  

De autoria de John D’Agata e Jim Fingal, com tradução para o português de Irinêo Baptista Netto, “A Vida Curta de um Fato” foi elaborado a partir da correspondência trocada entre D’Agata e Fingal, checador de um ensaio de autoria do primeiro, ao longo de sete anos, entre 2003 e 2010. O livro é uma espécie de “making of literário” e promove uma reflexão a respeito da linha tênue existente entre verdade, exatidão – tão necessária em tempos de disseminação de notícias falsas – e os limites de um texto literário baseado em fatos. O lançamento é uma parceria da PUCPRESS com a Arte & Letra. 

Já “Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino: Uma Realidade no Ensino Superior Brasileiro” foi organizado por Marta Luciane Fischer e Ana Laura Diniz Furlan e aborda diferentes iniciativas de pesquisadores de todo o Brasil quanto aos novos paradigmas éticos adotados pela academia em relação ao uso de animais como recurso didático. O principal objetivo do livro é promover, cada vez mais, a reflexão acerca da prática da substituição de animais em pesquisas, garantindo um ensino de qualidade por intermédio de técnicas validadas e abordagens eficientes, respeitando o valor intrínseco de cada ser vivo. 

“A PUCPRESS lança livros acadêmicos e profissionais, prezando sempre pela excelência editorial. Nossas publicações têm como foco valorizar a produção científica nacional, contribuir para uma sociedade mais bem informada, embasar pesquisas em andamento e fomentar novos estudos”, comenta Michele de Oliveira, coordenadora da PUCPRESS. 

As versões impressas dos dois livros estão disponíveis para compra na Amazon e na Livraria Arte & Letra. “Métodos Alternativos ao Uso de Animais no Ensino: Uma Realidade no Ensino Superior Brasileiro” também conta com versão em e-book, sendo encontrada na Amazon, Apple Books, Kobo e Google Books. Ainda, os livros podem ser encomendados diretamente da editora, pelo e-mail antedimento.pucpress@pucpr.br ou pelos telefones (41) 99860-2728 e (41) 3271-2692. 

Mulheres ganham mais representatividade na literatura, aponta pesquisa

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo encerrou sua 26ª edição com um recorde de público: 660 mil visitantes – número 10% superior ao da edição de 2018 e aumento de 40% no ticket-médio, que foi de R$ 226,94, segundo pesquisa realizada pela SMTur – Secretaria Municipal de Turismo, através do Observatório do Turismo, da São Paulo Turismo (SPturis).

Além dos números positivos e do bom resultado com o público, outro destaque foi a procura por obras escritas por mulheres. Na Rocco e na Record, por exemplo, elas dominaram os rankings dos mais vendidos. Na Rocco, as obras de Clarissa Pinkola Estés (Mulheres que correm com os lobos), Alice Oseman (Rádio silêncio), os títulos do personagem Harry Potter, de J.K. Rowling, e o livro A cantiga dos pássaros e das serpentes, de Suzanne Collins, lideraram as vendas. Já no Grupo Editorial Record, que teve um faturamento três vezes maior do que na edição de 2018, as escritoras também dominaram a cena: dos 100 títulos mais vendidos do estande, 92 são de mulheres.

Estes números mostram uma tendência clara: os leitores brasileiros estão mais interessados em diversidade e equidade de gênero, uma mudança grande desde que Regina Dalcastagnè, da Universidade de Brasília, publicou um estudo sobre o tema, em 2015. Na época, a pesquisadora mostrou que, entre 1990 e 2004, de todos os livros nacionais publicados no país pelas grandes editoras, quase 73% eram assinados por homens.

Não há, ainda, pesquisa que aponte números recentes desse cenário, mas sim muitas iniciativas que indicam uma grande transformação. Uma delas foi o evento viral que começou em São Paulo – liderado pelas escritoras Giovana Madalosso, Nathália Timmerman e a jornalista Paula Carvalho – e se espalhou pelo Brasil inteiro: escritoras se reuniram em suas cidades para fotos históricas que retratam a força da literatura feita por mulheres no País. Os registros foram feitos em cerca de 36 cidades (incluindo Lisboa e Londres) com 1.600 mulheres até agora – as fotos continuam acontecendo).

Nathan Matos, da Editora Moinhos, conta que nos últimos cinco anos houve uma mudança mercadológica substancial e fala que as pequenas editoras vêm contribuindo bastante nessa mudança de cenário. Ele lembra que o primeiro livro a ser lançado pela Moinhos foi de uma escritora. “Lembro que durante um pequeno momento, ficou algo entre 40% mulheres e 60% homens. Mas, nos últimos três anos, isso mudou absurdamente. Acho que agora estamos com uma porcentagem de 80% de obras de autoras”, conclui.

Esse movimento mostra que está se abrindo mais portas e oportunidades para as mulheres, dando mais chances para que as escritoras possam mostrar seu trabalho e ganhar espaço nas prateleiras. Hoje, há diversas editoras especializadas em livros escritos por mulheres, como a Quintal e a Bazar do Tempo, e livrarias especializadas em livros de autoria feminina, como a Gato sem Rabo, em São Paulo. Há também, em Curitiba, a Amora Livros, clube de assinatura de livros escritos por autoras contemporâneas que entrega mensalmente livros para os seus assinantes em todo o território nacional. Isso sem falar nos clubes de leitura, coletivos, grupos de discussão e outras iniciativas que têm o objetivo de equilibrar melhor essa balança literária e trazer para a pauta uma reflexão importante: a equidade de gênero na arte.

“A nossa curadoria parte de uma escolha, como são todas as curadorias. Fizemos um recorte para levar ao público – homens e mulheres – livros de escritoras vivas – ou seja, mulheres que nos trazem uma visão do mundo atual sob a perspectiva feminina. Isso não quer dizer que sejam livros ‘para mulheres’ ou sobre temáticas exclusivamente ‘femininas’. Nossa missão é dar espaço a vozes que, historicamente, foram silenciadas, que ficaram fora dos cânones literários, ocupam menos espaço nas bibliotecas, livrarias, listas de livros do vestibular, universidades e nas nossas estantes de casa”, explica Fernanda Ávila, uma das sócias da Amora.

Vicente Frare, também sócio, faz questão de complementar: “a ideia nunca foi excluir os homens. Pelo contrário, queremos que os homens também leiam mais mulheres, pois entendemos que a literatura gera empatia, possibilita um olhar sob outros pontos de vista que pode ajudar a estabelecer relações mais saudáveis e equilibradas. Homens leem poucas mulheres e isso faz com que percam histórias maravilhosas, deixem de conhecer o que e como pensa mais da metade da população mundial”, finaliza.