Tecpar inicia processos para produção de álcool 70%

Sob orientação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou nesta semana toda a preparação para a produção de álcool antisséptico 70% e redobrou o apoio na produção de kits diagnósticos para o Covid-19. Os insumos do primeiro começam a chegar já na semana que vem.

O Tecpar recebeu na segunda-feira (16) a demanda para avaliar a possibilidade de produzir álcool antisséptico, produto de primeira necessidade para a correta higienização das pessoas para não haver a contaminação com o coronavírus. Como o produto não faz parte do portfólio do instituto, um Grupo de Trabalho foi instituído para delimitar três frentes – a técnica, a regulatória e a logística –com o objetivo de ativar uma área produtiva na empresa.

Um produto já foi desenvolvido pelos especialistas em microescala. O próximo passo é testar a fórmula e avaliar o atendimento aos requisitos de qualidade e eficácia exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesta quinta-feira (19), o órgão federal flexibilizou os critérios para a fabricação e comercialização de preparações antissépticas neste momento de pandemia.

A área no Câmpus CIC do Tecpar em que o álcool antisséptico 70% será produzido já foi avaliada pelo grupo e considerada apta para uso. Neste momento ela passa por adequações para receber a inspeção da autoridade sanitária local e, em seguida, passará para a produção. Enquanto isso, outros profissionais atuam na questão regulatória junto aos órgãos de fiscalização para obter as licenças necessárias para iniciar a fabricação.

Devido à alta procura no mercado internacional pelos componentes usados no álcool antisséptico 70%, o Tecpar tem previsão para receber a primeira parte da matéria-prima encomendada na próxima semana. Esses insumos são de alta qualidade e atendem aos requisitos necessários dos órgãos reguladores.

Essas três etapas ocorrem paralelamente, com esforços de todas as áreas da empresa, para que o Tecpar possa chegar a um produto final de qualidade. “A ideia é que o Governo do Estado contribua com a população paranaense na oferta do álcool antisséptico para o enfrentamento do coronavírus. Nós recebemos doações e também estimulamos as universidades estaduais a produzir”, afirmou Ratinho Junior. “Nesse momento a união de esforços nos torna mais aptos a enfrentar a pandemia”.

KIT DIAGNÓSTICO – Uma outra ação tomada pelo Tecpar ajuda a resolver o gargalo da testagem dos pacientes. O Tecpar, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), órgão ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apoia a produção de kits diagnósticos para o coronavírus em Curitiba. Nesse momento, uma planta produtiva no câmpus do Tecpar está passando por uma adaptação emergencial para aumentar a capacidade de produção com o objetivo de oferecer apoio ao Ministério da Saúde no enfrentamento da doença.

Inscrições para cursos técnicos do Ensino Médio encerram hoje (26)

Foi prorrogado o prazo para que estudantes da rede estadual do Paraná se inscrevam nas mais de 23 mil vagas de cursos técnicos do Ensino Médio. As inscrições podem ser feitas até o fim do dia desta quinta-feira (26) de forma online ou presencialmente nas secretarias das escolas.

São 57 opções de cursos, entre técnico subsequente (para alunos que já concluíram o Ensino Médio) e integrado (para estudantes que fazem o Médio e o técnico na mesma instituição da rede). Os cursos são gratuitos e estão disponíveis em todos os 32 Núcleos Regionais da Educação. As aulas começarão junto ao calendário escolar de 2021, em fevereiro.
A proposta dos cursos técnicos é contribuir para a rápida inserção do estudante no mercado de trabalho. Entre as opções de curso, estão técnico em administração, agropecuária, logística, secretariado, saúde bucal, química, enfermagem, cozinha, contabilidade, edificações, recursos humanos, entre outros.

Gabriele Borba, de 23 anos, trabalha em um laboratório da multinacional Tintas Renner, no setor de tintas automotivas. Em 2018, ela concluiu o cursou o técnico em Química no Colégio Estadual Professor Elysio Vianna, em Curitiba. “O técnico me abriu portas. Comecei para ver se gostava da área, e o curso acabou me ajudando a decidir pela graduação em Química e a passar na UTFPR [Universidade Tecnológica Federal do Paraná]”.

O bom desempenho foi decisivo para que a estudante ingressasse tão rapidamente no mercado de trabalho. “Ela foi uma aluna bem qualificada. Então, quando empresas entraram em contato conosco [equipe do colégio] pedindo indicações, recomendei a Gabriele”, explica o diretor Rafael Westphalen.
Sarah Carlotto, de 24 anos, abriu um brechó virtual enquanto cursa Vestuário no Colégio Estadual Polivalente, também em Curitiba. Ela conta que o incentivo para empreender surgiu em função do curso técnico. “Os professores são muito solícitos, ajudam e dão material extra. Ter todo esse apoio e acolhimento me motivou a começar alguma coisa na área”, afirma. “Sempre me desencorajaram a seguir na área da moda por ser difícil conseguir emprego como estilista, mas quando conheci o técnico em Vestuário, me encantei. Era exatamente o que eu queria”, diz.

O adiamento do prazo de matrícula é válido para todo o Estado. Os estudantes interessados vão passar por análise de histórico escolar e entrevista prévia, realizados com o objetivo de seleção e, também, para que os alunos conheçam mais sobre o curso para o qual se matriculou.

Informações AEN.

Paraná confirma três mortes de macacos por febre amarela

O Informe Epidemiológico da Febre Amarela divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde confirma três epizootias, que são as mortes de macacos contaminados pelo vírus da doença. Os registros ocorreram no município de Coronel Domingos Soares, na região Sudoeste.

Diante da confirmação de positividade das primeiras epizootias do período sazonal 2020/2021, o informe da febre amarela volta a ser publicado quinzenalmente.

O boletim contabiliza 65 notificações sobre mortes de macacos no Paraná, em 16 municípios. Destas, 30 já foram descartadas, 27 encaminhadas como causas indeterminadas e cinco seguem em investigação, além das três confirmadas como mortes por febre amarela.

Os casos em investigação ocorreram em Cruz Machado (Sul), Clevelândia (Sudoeste), Assis Chateaubriand (Oeste).

“É importante salientar sempre que os macacos não transmitem a febre amarela. Os animais também são infectados pela picada do mosquito contaminado com o vírus e morrem em conseqüência da doença”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A mortalidade dos macacos indica a circulação de vírus da febre amarela silvestre naquela região. “Os macacos são nossos sentinelas e indicam o caminho que o vírus pode fazer, e diante destas informações podemos antecipar medidas para evitar a febre amarela urbana”, explicou o secretário.

HUMANOS – Neste período de monitoramento, com início em 1º de julho, até o momento não foi confirmado nenhum caso humano da doença. Houve dez notificações, das quais nove foram descartadas e um caso segue em investigação, no município de Curitiba.

VACINA – A forma efetiva de prevenção da febre amarela é a vacina. Desde julho de 2018, todos os municípios do Paraná passaram a ser área com recomendação vacinal devido à circulação viral.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta todos os municípios para promoverem estratégias de intensificação seletiva de vacinação, com prioridade nos municípios afetados e ampliada regionalmente.

A pasta reforça a orientação para a vacinação contra a febre amarela na faixa etária entre nove meses a 59 anos 11 meses e 29 dias na rotina de vacinação, nas unidades básicas de saúde.

Até o momento, a cobertura vacinal no Paraná está em 71,28%, enquanto a meta preconizada é 95%. O cálculo percentual leva em conta apenas a crianças menores de um ano que receberam a vacina no período de janeiro até outubro deste ano.

Informações AEN.