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Workshop em Curitiba mostra como usar inteligência artificial nos negócios

Empreendedores participaram nesta quarta-feira (7/10) do workshop “IA na prática: Soluções Inteligentes para o seu negócio”, realizado na Agência Curitiba durante a programação do Mês do Empreendedor, iniciativa da Prefeitura de Curitiba. A capacitação apresentou aplicações da inteligência artificial em tarefas administrativas, financeiras, comerciais e de vendas, com exemplos voltados ao aumento da produtividade, à redução de custos e à criação de novas oportunidades.

O encontro foi promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, pela Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação e pelo Sebrae/PR. A atividade foi conduzida pelo empresário Alan Reinaldin, que atua com empreendedorismo digital e capacitação de empresários.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, a inteligência artificial pode melhorar a eficiência dos negócios quando é utilizada de forma adequada.

“A inteligência artificial, na prática, pode ser um vetor de eficiência e eficácia para as empresas. O importante é conhecer as possibilidades que a tecnologia oferece e aprender a utilizá-la de forma adequada para melhorar os negócios”, afirma Bento.

A presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Letícia Justus, destacou o apoio aos empreendedores e o uso da tecnologia para ampliar a produtividade e identificar oportunidades de crescimento.

“Nosso compromisso é apoiar quem empreende, fortalecer os negócios e tornar Curitiba um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo. A inovação está presente em todos os setores, e a inteligência artificial é uma grande aliada nesse processo, ajudando os empreendedores a aumentar a produtividade, desenvolver seus negócios e identificar novas oportunidades de crescimento”, destaca Letícia Justus.

O primeiro passo é encontrar um problema para resolver

Para Alan Reinaldin, um dos principais erros de quem começa a usar inteligência artificial é tratar a tecnologia apenas como uma ferramenta para fazer perguntas e receber respostas.

A orientação é observar o próprio negócio e identificar tarefas que consomem tempo, exigem trabalho repetitivo ou poderiam ser executadas de maneira mais eficiente.

“Quando você começa a adotar a IA, consegue reduzir custos e aumentar a produtividade dentro do seu negócio”, explica.

Durante o workshop, Reinaldin mostrou como a inteligência artificial pode ser usada para elaborar relatórios financeiros que levariam semanas para ser produzidos manualmente. A ferramenta também pode auxiliar na criação de propostas comerciais para clientes.

A recomendação é começar por uma necessidade concreta. Em vez de perguntar apenas “o que a IA pode fazer pelo meu negócio?”, o empreendedor pode avaliar qual tarefa ocupa muito tempo e poderia ser realizada de forma mais rápida ou organizada.

Da administração às vendas

Entre as possibilidades apresentadas estão a organização de informações, a análise de dados, a produção de relatórios, a preparação de propostas comerciais e o apoio aos processos de vendas.

Também é possível criar diferentes agentes dentro de uma ferramenta de inteligência artificial, com cada um deles direcionado a uma função específica. Um agente pode auxiliar na produção de textos, outro no design, outro na análise de informações e outro em tarefas operacionais.

Para pequenos negócios, esse uso pode ampliar a capacidade de execução sem necessariamente aumentar a estrutura da empresa.

“Às vezes você precisa de uma pessoa de design, uma redatora, uma assessora de imprensa ou um gestor de tráfego. Quando você contrata uma inteligência artificial, consegue construir agentes dentro dela, cada um com a sua especialidade”, explica Alan.

A proposta, segundo o conteúdo apresentado no workshop, não é simplesmente substituir profissionais, mas apoiar as pessoas para que tenham mais tempo para atividades que dependem de criatividade, relacionamento, estratégia e tomada de decisão.

Chat é só o começo

O ChatGPT e outras ferramentas semelhantes são, para muitas pessoas, a porta de entrada para a inteligência artificial. No entanto, existem outras aplicações, como as chamadas inteligências artificiais conversacionais.

Esse tipo de tecnologia pode ser útil principalmente para profissionais que passam boa parte do dia conversando com outras pessoas. Um vendedor, por exemplo, pode registrar e analisar conversas com clientes. A ferramenta transforma uma conversa natural em informações que podem ser usadas posteriormente pelo profissional, reduzindo a dependência de anotações ou de um roteiro prévio.

“A inteligência conversacional se adapta mais às pessoas que conversam com muitas pessoas durante o dia. Um vendedor, por exemplo, pode utilizar a tecnologia para captar a própria conversa natural e, a partir dela, extrair informações e insights”, explica.

Tecnologia também pode mudar a experiência do consumidor

Outra aplicação apresentada foi o uso conjunto de inteligência artificial e realidade aumentada no comércio.

Um exemplo é o provador virtual, que permite ao consumidor utilizar uma imagem do próprio corpo para visualizar como determinada roupa ficaria antes da compra.

A ferramenta pode ser incorporada diretamente à experiência de compra e criar novas possibilidades para empresas que atuam no comércio eletrônico e no varejo.

IA também pode ser uma oportunidade de negócio

Além de melhorar processos de empresas já existentes, a inteligência artificial pode ajudar na criação de novos produtos e serviços.

A empreendedora Dany Angel participou do workshop e utiliza a tecnologia no desenvolvimento de sua startup. Com mais de 27 anos de experiência em comunicação e atuação no ambiente digital desde 2018, ela trabalha com treinamento de empreendedores que têm dificuldades para se expor e produzir vídeos.

Dany criou uma plataforma de streaming de cursos voltada a empreendedores, a Dani Angel Academy. O serviço utiliza inteligência artificial para oferecer uma experiência personalizada aos alunos e conta com um clone digital da empreendedora.

Esse clone é capaz de analisar os vídeos produzidos pelos alunos, apontar aspectos que podem ser aprimorados — como postura, tom de voz e dicção — e indicar conteúdos da própria plataforma.

A empresária está instalada no Worktiba, iniciativa da Prefeitura de Curitiba que oferece espaço gratuito para startups e empreendedores. Ela participou do curso porque pretende continuar aprendendo e incorporar novas tecnologias ao desenvolvimento da empresa.

“Se você souber utilizar a inteligência artificial, você vai escalar o seu negócio. E o principal é que pode usar essa ferramenta para transformar vidas”, diz Dany.

Cinco dicas para começar a usar IA no negócio

1. Comece por uma tarefa específica

Escolha uma atividade que consuma muito tempo da equipe ou seja repetitiva. Relatórios, organização de informações e propostas comerciais são alguns exemplos.

2. Não peça apenas para a IA criar textos

Use a ferramenta também para analisar informações, comparar dados, organizar ideias, identificar padrões e ajudar na tomada de decisões.

3. Crie agentes para diferentes funções

Uma mesma empresa pode utilizar a IA para diferentes necessidades, como comunicação, vendas, atendimento, análise financeira e produção de conteúdo.

4. Avalie o retorno

Antes de pagar por uma ferramenta, verifique quanto tempo ela economiza e qual problema resolve. O custo precisa fazer sentido diante do ganho de produtividade.

5. Confira as respostas

A inteligência artificial pode cometer erros. Informações, números, dados financeiros e conteúdos que envolvam decisões importantes devem sempre ser conferidos antes de serem utilizados.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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