O pré-candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro, do PL, respondeu ao questionário da série especial do Portal Busão Curitiba com os nomes que disputam espaço na corrida pelo Palácio Iguaçu em 2026.
A proposta da série é apresentar aos leitores as ideias, prioridades e posicionamentos dos pré-candidatos sobre temas centrais para o Paraná, utilizando sempre as mesmas 10 perguntas para garantir isonomia e permitir a comparação entre as respostas.
Na entrevista, Sergio Moro afirma que pretende transformar o Paraná no estado mais seguro do Brasil, reforça o discurso de combate à corrupção e defende investimentos em tecnologia, inteligência artificial, infraestrutura e energia.
Por que o senhor quer ser governador do Paraná?
“Quero ser governador para proteger o nosso estado do cenário que vemos hoje em Brasília.
Sinto que a volta de Lula à presidência foi muito negativa para o país, pois houve uma quebra na espinha dorsal da moral e da ética.
Vivemos um momento em que condenações por corrupção foram anuladas por manobras políticas e motivos formais, sem entrar no mérito das acusações, e isso é preocupante.
Meu objetivo é garantir as liberdades do cidadão e o direito à propriedade, buscando a excelência que a população paranaense merece.
Quero transformar o Paraná em um modelo: se Brasília abandonou o combate à corrupção, nós mostraremos que os paranaenses são diferentes e retomaremos essa luta aqui.
Além disso, quero aplicar minha experiência de 22 anos como juiz e minha passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para transformar o Paraná no estado mais seguro do país.
Não aceito apenas estar ‘acima da média’; quero que sejamos o melhor, preparando o estado para os desafios de inovação e tecnologia do século XXI.”
Qual é hoje o maior problema do Paraná e como pretende resolvê-lo?
“Embora o Paraná tenha muitos pontos positivos, enfrentamos gargalos críticos na infraestrutura e na segurança energética, que travam nossa produção.
Nossas estradas, por exemplo, continuam sendo um desafio tanto para o deslocamento entre cidades quanto para o escoamento da produção.
Temos trechos sem duplicação, sem terceira pista e pontos de estrangulamento graves, como nos acessos ao Litoral e na ligação com Ponta Grossa.
Outra situação preocupante é a instabilidade no fornecimento de energia, que está causando prejuízos milionários, desde o produtor agropecuário no interior até industriais em cidades como Campo Largo.
Embora eu tenha uma visão econômica liberal e seja a favor da privatização, a Copel tem a obrigação de prestar um serviço de qualidade.
Como governador, caso os paranaenses me deem esta oportunidade, assumirei a liderança para cobrar eficiência e defender o cidadão.
No campo econômico e de inovação, convidei Edson Vasconcelos, presidente da Federação das Indústrias do Paraná, como pré-candidato a vice, para integrarmos tecnologia e digitalização aos processos produtivos.
Precisamos preparar o estado para a alta demanda de energia que o futuro exige.
Na segurança, usarei meu conhecimento no enfrentamento ao crime organizado para garantir que o Paraná seja referência nacional, focando em inteligência e eficiência para que o cidadão e o empresário tenham tranquilidade para produzir.”
O que o senhor faria de diferente em relação ao governo atual?
“Embora eu reconheça que a atual administração tenha seus méritos, pretendo mudar o patamar de exigência.
O paranaense vive em um estado que está ‘acima da média’ em relação ao caos de lugares como Rio de Janeiro ou Bahia, mas não quero nos comparar com os piores.
Hoje, nossos indicadores de segurança, por exemplo, são piores que os de Santa Catarina.
Minha diferença será buscar a excelência absoluta: não basta ser bom, quero que o Paraná seja o melhor do país.
Além disso, serei um governador que exerce uma liderança direta para cobrar a qualidade dos serviços, como no caso da energia elétrica, e que traz um rigor inédito no combate ao crime.”
Como pretende melhorar áreas como saúde, segurança e educação?
Segurança
“Meu projeto é transformar o Paraná no estado mais seguro do Brasil.
Vou construir um presídio estadual de segurança máxima real, no modelo federal, como Catanduvas, com celas individuais e isolamento total de lideranças criminosas para incutir medo no mundo do crime.
Também pretendo valorizar nossos policiais e acabar com o excesso de prisões domiciliares para criminosos violentos; quem comete crime tem que estar em cela física.”
Educação
“Na educação, o foco será restaurar a autoridade e o respeito ao professor dentro da sala de aula.
Sou filho de professores e sei das dificuldades da categoria.
Quero que o professor tenha poderes disciplinares para lecionar com tranquilidade.
Sobre as escolas cívico-militares, sou a favor do modelo, mas defendo que o respeito e a autoridade sejam universais em todas as escolas, não apenas nelas.”
Saúde
“Na área da saúde, muitas obras foram feitas, mas a obra por si só não resolve os problemas.
Precisamos gerenciar melhor a saúde pública no Paraná e cuidar do atendimento aos paranaenses.
Fazer o que tem que ser feito para melhorar.
Minha proposta passa por tirar o estado do século XX e colocá-lo definitivamente na era da Inteligência Artificial e da alta tecnologia.
Minha experiência recente em visita que fiz à China, em cidades como Shenzhen, mostrou que é perfeitamente possível usar a inovação para zerar gargalos que hoje parecem impossíveis de resolver no Brasil.
Lá, vi como hospitais inteligentes utilizam a Inteligência Artificial para diagnósticos imediatos e precisos.
Quero trazer esse modelo para o Paraná.
O objetivo é que o cidadão, mesmo no interior, tenha acesso a sistemas automatizados que analisam exames e auxiliam os médicos na decisão clínica em tempo real.
Isso salva vidas e reduz drasticamente o tempo de espera.”
O que falta para Curitiba receber mais atenção do Governo do Estado?
“Curitiba tem uma relação ótima com o Governo do Estado.
Nos últimos 15 anos, a cidade tem recebido investimentos pesados.
A dinâmica precisa melhorar na segurança pública e no atendimento da saúde.
Muitos investimentos e obras foram anunciados, e vamos concluir tudo.
Mas o foco principal é elevar o Paraná a um grau de excelência nas regiões mais distantes da capital, com atenção especial aos paranaenses mais humildes que vivem em áreas com baixo IDH, que devem ser prioridade.
Também é fundamental melhorar definitivamente a infraestrutura do estado.”
Como pretende apoiar os municípios menores e o interior do Paraná?
“O apoio passará principalmente pela resolução de problemas que afetam a produção e a vida no interior.
Vou focar na instabilidade da energia elétrica, que hoje causa prejuízos milionários aos produtores rurais, e na melhoria das estradas, garantindo duplicações e terceiras pistas para o escoamento da produção.
Além disso, a segurança chegará às pequenas cidades para evitar casos brutais de violência causados por criminosos que entram e saem da cadeia constantemente.”
Qual é sua posição sobre pedágios, estradas e infraestrutura?
“Nossas estradas são hoje um desafio para o deslocamento e para a produção.
Temos problemas graves de estrangulamento, falta de duplicação e ausência de terceira pista.
Sobre o modelo econômico, sou a favor da privatização e tenho uma visão liberal, mas defendo que as concessionárias e empresas, como a Copel, tenham a obrigação de prestar um serviço de qualidade.
A responsabilidade do governador é fazer essa cobrança em primeiro lugar, para defender o cidadão.”
O senhor pretende manter o chamado “método Paraná” de Ratinho Junior ou fazer mudanças?
“Reconheço que a atual administração tem seus méritos e pontos positivos, mas acredito que o Paraná pode e deve ir além.
Não podemos nos acomodar por estarmos melhor que estados em crise.
Precisamos enfrentar os problemas de infraestrutura que persistem e a insegurança que ainda permite crimes violentos e tiroteios em bairros residenciais.
Minha gestão será focada em elevar o estado ao topo dos indicadores nacionais.”
O que diferencia o senhor dos outros pré-candidatos ao Governo do Paraná?
“O que me diferencia é a minha trajetória e experiência técnica.
Fui juiz por 22 anos, inclusive juiz corregedor do primeiro presídio federal do país, e Ministro da Justiça e Segurança Pública.
Conheço o sistema prisional por dentro e sei como neutralizar o crime organizado.
Além disso, trouxe para o projeto Edson Vasconcelos, presidente da Fiep, para garantir que o governo esteja preparado para os desafios tecnológicos, de digitalização e inovação da indústria do século XXI.
Minhas primeiras medidas serão pautadas pelo pragmatismo e pelo rigor técnico.
Estamos construindo um projeto sólido e temos a serenidade necessária para saber que não se tira um ‘coelho da cartola’ para resolver todos os problemas da noite para o dia.
No entanto, o paranaense pode esperar uma postura de choque de gestão imediato.
Não busco soluções mágicas, mas sim uma liderança que assuma a responsabilidade de cobrar resultados e proteger o cidadão desde o primeiro minuto.”
Como o senhor imagina o Paraná daqui a dez anos?
“Imagino o Paraná como o estado mais seguro do país, referência em autoridade e respeito na educação, e com uma economia moderna e digitalizada.
Um estado em que a infraestrutura não seja mais um gargalo para o agro e para a indústria, e em que o combate à corrupção e a ética sejam modelos para o restante do Brasil.”
Para conhecer mais sobre o pré-candidato, siga ele no Instagram: https://www.instagram.com/sf_moro/
Leia também as outras entrevistas:
