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Requião Filho critica pedágios, ICMS e defende mais investimentos em pessoas no Paraná

Deputado está no terceiro mandato e já havia integrado a comissão como suplente entre 2015 e 2016. Agora serão seis comissões como titular e duas como suplente.

O pré-candidato ao Governo do Paraná Requião Filho, do PDT, respondeu ao questionário da série especial do Portal Busão Curitiba com os nomes que buscam espaço na disputa pelo Palácio Iguaçu em 2026.

A proposta da série é apresentar aos leitores as ideias, prioridades e posicionamentos dos pré-candidatos sobre temas centrais para o Paraná, utilizando sempre as mesmas 10 perguntas para garantir isonomia e permitir a comparação entre as respostas.

Na entrevista, Requião Filho afirma que o principal desafio do Estado é o chamado “custo Paraná”, critica o atual modelo de pedágios, defende mudanças na política tributária e diz que o foco de um eventual governo deve estar nas pessoas e na valorização dos servidores públicos.

Por que o senhor quer ser governador do Paraná?

“Quero ser governador porque o Paraná enfrenta um problema central que impacta diretamente a vida das pessoas: o chamado ‘custo Paraná’.

Estamos falando de um custo de vida cada vez mais alto, custo de produção absurdo, uma logística sem planejamento e impostos sufocantes, como o ICMS, que é um dos mais altos do Brasil.

Isso afeta o trabalhador, o empresário e o desenvolvimento do Estado.

Meu objetivo é enfrentar esse problema de forma direta, reduzindo esse peso e tornando o Paraná mais justo para quem vive e produz aqui.”

Qual é hoje o maior problema do Paraná e como pretende resolvê-lo?

“O maior problema hoje é justamente esse desequilíbrio que encarece a vida e a produção no Estado.

O paranaense está pagando cada vez mais caro, seja a conta de energia, o pedágio, a água ou as compras no mercado.

Para resolver isso, é preciso rever a política de privatização da Copel, reduzir para zero o ICMS de micro e pequenas empresas, gerar mais empregos de carteira assinada e adotar outras medidas que criam um ambiente econômico mais equilibrado.

O Estado precisa parar de tornar a vida das pessoas mais difícil e trabalhar para trazer desenvolvimento para o Paraná.”

O que o senhor faria de diferente em relação ao governo atual?

“Eu colocaria como prioridade aquilo que realmente importa: as pessoas.

Governar não é fazer propaganda, é cuidar de gente.

Gente que cuida de gente.

Isso significa olhar para as necessidades reais da população, investir onde faz diferença no dia a dia e ter compromisso com resultados concretos.”

Como pretende melhorar áreas como saúde, segurança e educação?

“O principal investimento precisa ser no capital humano.

Não existe política pública eficiente sem profissionais valorizados.

Isso passa por treinamento, qualificação, condições de trabalho e remuneração adequada para professores, policiais, médicos, enfermeiros e tantos outros servidores públicos.

Precisamos fortalecer quem está na ponta, já que são eles que garantem o funcionamento real do Estado.

Sem isso, qualquer política vira discurso vazio.”

O que falta para Curitiba receber mais atenção do Governo do Estado?

“Falta um diálogo mais firme e objetivo entre Prefeitura e Governo do Estado.

Hoje existem conversas, mas é preciso avançar para definição de prioridades e execução de políticas públicas reais.

Curitiba precisa ser vista com planejamento e olho no futuro, já que é uma capital que tem tanto para se desenvolver e crescer.”

Como pretende apoiar os municípios menores e o interior do Paraná?

“O apoio precisa ser baseado em políticas públicas, não em interesses partidários.

É necessário deixar de lado a politicagem e assumir compromisso direto com a população.

Os municípios menores precisam de investimentos estruturados, independentemente de alinhamento político.”

Qual é sua posição sobre pedágios, estradas e infraestrutura?

“Fui totalmente contra o modelo de pedágio adotado, simplesmente por se tratar de um modelo que já deu errado.

É um sistema caro e que não entrega o que o Paraná precisa.

O Estado precisa investir de verdade em infraestrutura, não encher o Paraná de pedágio e encarecer nossa logística ainda mais.

Estradas de qualidade são fundamentais para o desenvolvimento, mas isso precisa ser feito com responsabilidade e custo justo para as empresas e a população.”

O senhor pretende manter o chamado “método Paraná” de Ratinho Junior ou fazer mudanças?

“O que vemos hoje é muita espuma para pouco chope.

O governo inaugura a mesma obra cinco vezes para dar a impressão de volume.

Eu prefiro fazer cinco obras de verdade, com entrega real para a população.

O Paraná precisa de menos marketing e mais resultados.”

O que diferencia o senhor dos outros pré-candidatos ao Governo do Paraná?

“Tenho uma trajetória que me avaliza.

Sempre mantive coerência entre discurso e prática.

Falo o que faço e faço o que falo.

Isso é algo que a população percebe e valoriza, vendo clareza de posicionamento, coragem para enfrentar problemas e compromisso com aquilo que se defende.”

Como o senhor imagina o Paraná daqui a dez anos?

“Imagino um Paraná que tenha conseguido desatar os nós criados nas últimas gestões.

Um Estado com infraestrutura adequada, com decisões firmes e bem conduzidas, com investimentos reais em educação, segurança e saúde.

Um Paraná que valoriza a importância de pequenos negócios, que gera mais empregos, que é melhor estruturado e, principalmente, melhor para as pessoas viverem.”

Para conhecer mais sobre o pré-candidato, siga ele no Instagram: https://www.instagram.com/requiaofilho/


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