O mercado de grãos do Paraná alcançou um novo marco com a descarga de 50 mil toneladas de cevada pelo navio graneleiro Mercury Island, que chegou da Argentina ao Porto de Paranaguá. Essa operação, concluída na quarta-feira (18), estabeleceu um recorde de movimentação de cevada em um único navio no estado, superando o anterior, de 49.448 toneladas, registrado pelo navio Akra em janeiro deste ano. A carga agora segue para o interior do estado.
Aumento do Calado no Porto
Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressaltou a importância do aumento do calado para possibilitar a recepção de embarcações mais carregadas. Os investimentos contínuos em dragagem aumentaram o calado operacional do porto, permitindo maior capacidade de carga e redução de custos logísticos. Em menos de um ano, o calado passou de 12,8 metros para 13,3 metros, o que possibilitou a movimentação de até 3,7 mil toneladas a mais por navio.
Crescimento na Movimentação de Cevada
A cevada, base da produção de cerveja, teve um crescimento de 34% na movimentação nos portos paranaenses. Entre os primeiros bimestres de 2025 e 2026, o volume movimentado saltou de 123.404 toneladas para 165.338 toneladas. Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias, destacou que, apesar de o Paraná ser o maior produtor de cevada do Brasil, a demanda interna continua alta.
Paraná: Um Polo Cervejeiro em Expansão
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o Paraná contava com 174 cervejarias registradas em 2024, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. Entre 2020 e 2024, o setor investiu cerca de R$ 5 bilhões, abrangendo a produção, aquisição de insumos e modernização dos processos. Em 2024, a cervejaria Heineken inaugurou uma expansão em Ponta Grossa, aumentando sua capacidade produtiva com investimento superior a R$ 1,5 bilhão, incentivado pelo Programa Paraná Competitivo.
O final de 2025 trouxe mais um grande investimento: a Cooperativa Agrária e a Ireks do Brasil firmaram um protocolo de intenções para investir R$ 1,1 bilhão em novas instalações em Guarapuava. A iniciativa inclui a construção de duas novas plantas e a modernização da maltaria, marcando a primeira produção industrial de maltes especiais no Brasil, atualmente importados.



