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Argentina Inicia Julgamento de Extradição de 5 Brasileiros Foragidos

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Argentina Inicia Julgamento de Extradição de Brasileiros Condenados por Atos Golpistas

A Justiça argentina dá início ao julgamento de cinco brasileiros condenados por envolvimento em atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. A decisão sobre a extradição dos réus será tomada nesta quarta-feira, 3 de dezembro, pelo juiz Daniel Rafecas, da 3ª Vara Federal em Buenos Aires.

Quem São os Réus

Os indivíduos em questão são Ana Paula de Souza, Wellington Firmino, Rodrigo de Freitas, Joelton Gusmão Oliveira e Joel Borges Corrêa. Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil a penas superiores a 14 anos de prisão por crimes relacionados à abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, deterioração do patrimônio tombado e formação de associação criminosa armada.

Contexto da Audiência

A audiência acontece após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Os réus fugiram para a Argentina durante o processo judicial no Brasil e foram detidos pelas autoridades argentinas no final de 2024. Na sessão, o juiz ouvirá a defesa dos condenados, o promotor argentino encarregado do caso e os advogados da Advocacia Geral da União (AGU), que representam o Brasil.

Objetivo do Julgamento

O objetivo principal do julgamento não é avaliar os crimes pelos quais os réus foram condenados no Brasil, mas determinar se há correspondência nos crimes conforme o Código Penal argentino. Além disso, o juiz analisará se as condições do tratado de extradição entre Brasil e Argentina são atendidas.

Decisão e Possíveis Recursos

Após a audiência, o juiz terá um prazo de três dias úteis para deliberar e comunicar sua decisão. Tanto os representantes dos réus quanto os do governo brasileiro poderão recorrer à Suprema Corte da Argentina, caso necessário.

Mudanças na Legislação Argentina

Os brasileiros buscavam refúgio na Argentina como estratégia para evitar a extradição, mas uma alteração na legislação em outubro de 2024 impede a concessão de refúgio a indivíduos condenados por crimes severos, como atos terroristas ou violações de direitos humanos. Essa mudança facilitou a colaboração do governo argentino com o Brasil, que em junho havia recebido uma lista de brasileiros que solicitaram refúgio após suas condenações.

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