A burrata perfeita: você sabe quais são itens que fazem a verdadeira burrata?

O prato tipicamente italiano surgiu no norte da Itália, na Puglia, em 1956. Basicamente, a receita da burrata consiste em uma espécie de bolsa de mozzarella italiana fresca e creme de leite recheada com pedaços de queijo. E, hoje, é reconhecida como uma iguaria italiana pelo mundo todo. Mas você sabe quais são os principais itens para tornar a burrata perfeita? Cada etapa do processo exige cuidados essenciais para atingir a perfeição desse prato.

Com origem na Itália, a Mozzarellart é uma loja fábrica de produção artesanal italiana que teve uma unidade instaurada em Curitiba e preza pelas tradições do país europeu com produtos frescos e artesanais. A sócia-proprietária Renata Bueno trouxe o casaro Luca Ludovico, que veio diretamente da Puglia, para produzir queijos como nodino, ricota e a famosa burrata.

Confira alguns pontos que fazem com que esse prato seja famoso em vários cantos do mundo:

Leite de vaca ou leite de búfala?

Existe a ideia de que a verdadeira burrata é produzida com o leite de búfala. Porém, segundo a empresária Renata Bueno, a receita original da Itália é feita com o leite de vaca. “90% da produção de queijos são originários do leite de vaca, pois é muito mais cremoso e saboroso, com menos de acidez se comparado ao de búfala”, afirma.

“Muitas pessoas pensam que é o leite de búfala, pois a mozzarella de búfala foi muito divulgada no mundo com a imagem da mozzarella branquinha redonda, que remete à de búfala. Por conta dos costumes italianos, nossa produção é toda feita com leite de vaca”, explica Renata.

Matéria-prima de qualidade

Por ser um prato servido fresco, a matéria-prima precisa ter qualidade: “a região de Curitiba é uma das maiores bacias leiteiras do Brasil e a qualidade desse leite é excelente. Um produtor artesanal depende muito da qualidade do leite. Por isso, ele precisa ser fresco todos os dias, o que garante o diferencial do sabor da burrata.”

Em comparação ao produto artesanal, o industrializado perde no sabor, pois, geralmente, o leite já é industrializado com uma alta quantidade de conservantes. Por isso, o vencimento dos produtos não é prolongado.

Técnica utilizada

Não basta ingredientes de qualidade se a técnica não for bem utilizada. Conhecidos como casaros, na Itália, mais do que técnicos, são pessoas que já nascem em um ambiente de leiteria e fabricação de queijo. Na comuna italiana Gioia del Collie, região do norte da Puglia, 70% das pessoas são envolvidas na produção de mozzarella e burratas.

“Nós acreditamos na importância do casaro. Pelo fato do leite ser uma matéria-prima viva, cada dia ele chega com uma acidez diferente e sofre alterações no transporte. Então, o técnico é quem vai neutralizar o leite para chegar ao produto final”, conta a empresária.

Creme de leite fresco e mozzarella desfiada fresca

Como ingredientes essenciais da burrata, a Straciatella, o creme de leite e a mozzarella desfiada frescos fazem toda a diferença para o sabor do prato. “Historicamente, a burrata surgiu através de restos dos queijos que sobravam, que era misturado no creme de leite para rechear a burrata.” afirma. Por isso, é importante produtos bons e frescos.

Armazenamento

O armazenamento do prato italiano não é feito de forma prolongado, pois é um produto feito fresco todos os dias e que deve ser vendido no dia da produção. “No Mozzarellart, nós damos uma validade de 5 dias e a conservação é feita de uma forma muito artesanal, como na Itália, para manter o sabor e a essência da verdadeira burrata”, explica Renata Bueno.

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Cafeteria curitibana tem combos da Copa com opções inspiradas em diferentes países 

No clima da Copa do Mundo 2022, a Rituais Casa de Café, primeira cafeteria loja-conceito da 3Corações em Curitiba (PR), localizada no bairro Juvevê, preparou uma ação especial para os torcedores apaixonados por café. Agora, além do tradicional menu com variedades de cafés especiais e delícias gastronômicas doces e salgadas para acompanhar, a casa vai oferecer opções exclusivas para quem quer torcer e aproveitar saboreando delícias inspiradas em países que fizeram história na competição.

São cinco combos diferentes que trazem a essência dos países selecionados em combinações de dar água na boca, que harmonizam café com comidinhas típicas dos locais. O combo Estados Unidos tem ovos mexidos, bacon, panquecas e geleia, além de um incrível café coado ou Bueno (R$28). A opção Espanha conta com churros, doce de leite, presunto royale, pão de fermentação e café coado ou Bueno (R$28). O combo França traz o clássico croassaint com geleias, creem chease, pain au chocolate e café coado ou Bueno (R$28). A combinação inspirada na Argentina é composta por pão brioche tostado, doce de leite, cream cheese, empanada e café coado ou bueno (R$28). Como não poderia faltar, o combo Brasil vem com tapioca, suco e café (R$28).

Para completar a casa também criou o Combo Torcedor, que conta com 1 pão brioche com linguiça Blumenau, 5 coxinhas, 5 bolinhas de queijo, 3 dadinhos de tapioca, melado de cana e churros de doce de leite (R$40). Quem escolher essa opção ainda ganha desconto na cerveja. Os combos estarão disponíveis até a final da Copa do Mundo, que será disputada no dia 18 de dezembro. O menu completo da Rituais Casa de Café ainda conta com diversas opções de cafés selecionados diretamente com os produtores e torrados semanalmente para garantir a qualidade de aroma e sabor, além de um cardápio exclusivo de lanches, doces e snacks da casa.

A cafeteriaRituais Casa de Café fica na Rua Moysés Marcondes (nº 609), no bairro Juvevê, em Curitiba (PR), e funciona de terça a domingo, das 9h às 20h, e feriados, das 10h às 20h. Mais informações pelo telefone (41) 3501-8234, pelo site www.rituaiscasadecafe.com.br ou no perfil oficial da casa no Instagram (@rituaiscasadecafe). 

Barreado do litoral do Paraná é a 100ª Indicação Geográfica do Brasil

Quem pensar em um prato típico da culinária paranaense, certamente lembrará do barreado. Um dos símbolos da gastronomia do estado, o Barreado do Litoral do Paraná foi reconhecido como a centésima Indicação Geográfica (IG) brasileira, na modalidade Indicação de Procedência (IP), pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), nesta terça-feira (6). O prato, que possui preparo típico e segue tradições de mais de 200 anos, é o 12º produto com IG no Paraná – o terceiro estado em número de Indicações Geográficas, atrás de Minas Gerais (16) e Rio Grande do Sul (13).

A entrega do reconhecimento será realizada durante o V Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Origens Brasileiras, que será realizado em Curitiba.  A Indicação Geográfica foi concedida à Associação de Restaurantes e Similares de Morretes e Região, que engloba 11 restaurantes de Morretes, Antonina e Paranaguá. O pedido de registro contou com o apoio do Sebrae/PR e foi protocolado em 24 de abril de 2021.

“A conquista da 12ª IG paranaense é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2012, com o Café do Norte Pioneiro, que seguirá para os próximos anos e que está alinhado com a nossa busca pelo crescimento, fortalecimento e desenvolvimento dos pequenos negócios no campo”, celebra o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta.

O reconhecimento do barreado é também um marco para o Brasil por ser a centésima Indicação Geográfica concedida pelo INPI e ocorre 20 anos após o primeiro registro concedido, em 2002, para os vinhos do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.

Das 100 IGs, 76 são Indicações de Procedência, onde a região é conhecida por seu produto ou serviço, e 24 são Denominações de Origem, quando o produto ou serviço possui características e qualidades decorrentes de fatores naturais e humanos.

“A IG pertence a uma coletividade, pode ser um instrumento de política agrícola e contribui para o desenvolvimento regional. Tão importante quanto estruturar os pedidos de IG é trabalhar ações no pós-registro. Como benefícios desse ativo de Propriedade Industrial, listam-se os seguintes: aumento do valor do produto no mercado; acesso a mercados especiais; ampliação das estratégias de comercialização, da quantidade produzida e das pessoas no território; geração de empregos; turismo; produção mais sustentável; conservação da memória histórica; inclusão social. O Sebrae tem sido um parceiro muito importante na geração, na proteção e no pós-registro de IGs brasileiras”, explica o diretor de Marcas, Desenhos Industriais e Indicações Geográficas do INPI, Felipe Augusto Melo de Oliveira.

Barreado e sua história

Reconhecido nesta terça-feira (6) como IG, na espécie Indicação de Procedência, o barreado é um produto típico do litoral do Paraná, feito à base de carne bovina cozida exaustivamente em uma panela hermeticamente fechada com goma de farinha de mandioca, de acordo com a tradição originária dos Açores, em Portugal.

Passado um tempo mínimo de oito horas de cozimento após a fervura, produz-se um resultado único, com a carne macia e desmanchando-se, devendo ser servida, usualmente, com farinha de mandioca branca e banana da terra, segundo a documentação apresentada ao INPI.

Embora o barreado seja produzido e degustado há mais de 200 anos em toda a região litorânea do Paraná, as comprovações apresentadas ao INPI demonstram que sua notoriedade se relaciona diretamente aos municípios de Antonina, Morretes e Paranaguá que, devido à sua proximidade, cresceram de forma entrelaçada, gerando o compartilhamento de elementos culturais e tradições.

“Era um prato feito para o dia de festas, em especial para o carnaval. As famílias que viviam em sítios do litoral faziam o alimento de um dia para o outro para ter forças para as festas. As pessoas comiam peixe o ano todo e, nessa época, optavam por um prato diferente. Ele também era relacionado às festas de fandango, dança típica da região. Nessas ocasiões, o prato era reaquecido a cada refeição”, explica Tania Madalozo, presidente da Associação dos Restaurantes e Similares de Morretes e Região e proprietária do restaurante Madalozo, em Morretes.

O tropeirismo é uma dessas tradições, essencial para o desenvolvimento da economia e do povoamento do Paraná como um todo, mas que, na região litorânea, favoreceu ainda a gênese e a afirmação do produto como típico dos três municípios mencionados.

Localmente, o barreado é considerado mais que uma iguaria, sendo um produto resultante da manifestação gastronômica da cultura da região, presente em festividades como casamentos, batizados e aniversários, bem como nas festas comunitárias e religiosas, de acordo com a documentação enviada ao Instituto.

O restaurante é um dos mais tradicionais de Morretes e serve o prato desde os anos 70. A estimativa da Associação é que, hoje, os estabelecimentos do litoral servem entre 2,5 e 3 mil pessoas por final de semana e seguem o modo de preparo típico que marca a cultura litorânea. Segundo Tania Madalozo, a IG possui um significado histórico.

“Esse reconhecimento será muito celebrado e irá nos ajudar a conseguir manter a receita original do barreado, a contar e a unificar essa origem e essa maneira de servir em todos os restaurantes. Vai contribuir para que ele mantenha esse sabor típico, essa história e a divulgar esse prato que é uma marca cultural do nosso litoral. Esperamos que a IG possa nos trazer grandes frutos”, ressalta Tania.

Produtos com IG no Paraná

Com o Barreado do Litoral do Paraná, o Estado possui agora 12 produtos com o registro de IG. Os demais são: a Bala de Banana de Antonina, o Melado de Capanema, a Goiaba de Carlópolis, o Queijo de Witmarsum, as Uvas de Marialva, o Café do Norte Pioneiro, o Mel do Oeste, o Mel de Ortigueira, a Erva-mate São Matheus – do Sul do Paraná, o Morango do Norte Pioneiro e os Vinhos de Bituruna.