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Senado aprova projeto que restringe soltura de criminosos perigosos em audiências de custódia

Relatório de Sergio Moro prevê endurecimento das regras e coleta de material genético em crimes graves

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (28) o relatório do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) sobre o Projeto de Lei nº 226/2024, que endurece as regras para concessão de liberdade de presos em flagrante durante audiências de custódia. A proposta também autoriza a coleta de material biológico em casos de crimes graves.

O objetivo é evitar a soltura de criminosos perigosos logo após a prisão, garantindo mais segurança à sociedade. O texto, originalmente apresentado pelo ex-senador Flávio Dino, recebeu ajustes de Moro para definir critérios mais rigorosos para conversão de prisão em flagrante em preventiva.

Entre os casos em que a prisão preventiva deve ser recomendada estão:

  • Prática reiterada de crimes com violência ou grave ameaça;
  • Reincidência durante liberdade provisória ou enquanto responde a outro processo;
  • Risco de fuga do acusado.

Coleta de material genético

O projeto também prevê que criminosos acusados de violência sexual, crimes contra vulneráveis ou integrantes de organizações criminosas terão o material biológico coletado para inclusão no banco de perfis genéticos da polícia.

Essa medida, segundo o relatório, busca reforçar a investigação e prevenção de crimes, permitindo identificar reincidências e ligações entre diferentes casos.


Próximos passos

Com a aprovação no Plenário do Senado Federal, o texto segue agora para sanção presidencial.

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