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Lula defende exploração de petróleo na foz do Amazonas na Ásia: “Riqueza”

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Presidente Lula Defende Licença para Pesquisa de Petróleo na Bacia do Amazonas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio à decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de conceder a licença para a Petrobras realizar pesquisas de petróleo no bloco FZA-M-059, situado em águas profundas do Amapá, na bacia da foz do Rio Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. A declaração ocorreu durante entrevista após sua visita à Indonésia.

Transição Energética e Uso de Recursos

Lula enfatizou que os recursos obtidos com a exploração de petróleo deveriam ser destinados ao financiamento da transição energética. Ele mencionou a necessidade de equilibrar a preservação ambiental com as demandas energéticas atuais.

“Se nós estamos reivindicando que a gente proteja as florestas, e que queremos trabalhar para reduzir o uso de combustível fóssil, precisamos utilizar o dinheiro do petróleo para consolidar a transição energética no planeta Terra,” afirmou o presidente na sexta-feira (24/10).

Recursos e Sustentabilidade

O presidente ressaltou que, por enquanto, nenhum país pode se desfazer completamente dos combustíveis fósseis e destacou que o Brasil não deve desperdiçar uma oportunidade de aproveitar suas riquezas. Ele afirmou que o país continuará investindo em energia renovável enquanto, simultaneamente, aproveita os recursos do petróleo.

“Estamos fazendo o que precisa ser feito e vamos continuar investindo em energia renovável. Utilizaremos os recursos para criar condições que nos ajudem a nos livrar do combustível fóssil. Mas enquanto o mundo precisar, não vamos jogar fora uma riqueza que pode melhorar a vida do povo brasileiro,” declarou Lula.

Reação de Organizações Não Governamentais

No mesmo dia, um grupo composto por oito Organizações Não Governamentais (ONGs) entrou com um pedido na Justiça Federal do Pará para anular a licença que permite a perfuração para pesquisa de petróleo na região. As entidades argumentam que há “falhas graves” no parecer técnico do Ibama, o que poderia comprometer a biodiversidade, povos indígenas e comunidades tradicionais da área.

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