Os Estados Unidos têm intensificado suas ações militares na região do Caribe, elevando as ameaças contra o governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro. Recentemente, o presidente Donald Trump autorizou a Agência Central de Inteligência (CIA) a realizar operações “secretas e letais” no país sul-americano, além de ter destacado um bombardeiro nuclear em exercícios na área.
Aumento do Cerco Militar
- Desde agosto, o governo dos EUA iniciou um cerco militar no Caribe, deslocando navios de guerra e caças F-35 para a região.
- A iniciativa surge em meio a acusações contra Nicolás Maduro, apontado como líder do cartel de drogas Los Soles.
- O Los Soles foi recentemente reclassificado como organização terrorista pela administração de Washington.
- A nova postura dos EUA em relação ao combate ao tráfico de drogas permite que operacões militares sejam realizadas em diversos países sob a justificativa da guerra ao terror.
Na terça-feira (14), Trump anunciou um bombardeio contra um barco na costa venezuelana, alegando que a embarcação transportava drogas, embora não tenha apresentado provas. Durante a ação, seis pessoas, descritas como “narcoterroristas”, teriam sido mortas.
Até agora, cinco embarcações foram alvo de ataques norte-americanos na região, todas ligadas pelo governo a atividades de tráfico internacional de drogas.
Um dia após o bombardeio, um bombardeiro B-52, com capacidade para armas nucleares, sobrevoou áreas próximas à costa da Venezuela. Outros dois B-52 também foram enviados para a região, realizando voos circulares antes de retornar aos Estados Unidos.
Operações da CIA
Além das atividades militares, Trump confirmou a autorização para operações “secretas e letais” da CIA na Venezuela. Em coletiva de imprensa na Casa Branca, o presidente justificou que os objetivos incluem impedir a entrada de criminosos venezuelanos nos EUA e intensificar a pressão sobre o tráfico de drogas na região.
Essas declarações foram feitas após matéria do The New York Times que sugeriu que essas ações teriam como objetivo derrubar o governo de Maduro, que já é contestado pela Casa Branca.
Produção de Maduro
Como resposta ao aumento da pressão dos EUA, que oferece uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro, o presidente venezuelano ordenou uma mobilização militar em Caracas e no estado de Miranda.
De acordo com a mídia estatal, tanto militares quanto civis foram convocados, com a participação da Milícia Nacional Bolivariana, para simulações de defesa territorial.
Maduro também reagiu às declarações de Trump sobre a CIA, condenando o que classificou como uma tentativa de “golpe de Estado”.
“Não à guerra no Caribe. Não à mudança de regime que nos lembra tanto as eternas guerras fracassadas no Afeganistão, Irã e Iraque”, declarou o presidente venezuelano. “A América Latina não quer e repudia golpes de Estado promovidos pela CIA”, completou.
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