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Egito: Líderes criticam afirmação sobre saída voluntária de palestinos em Gaza

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Egito Rejeita Ideia de Deslocamento Voluntário de Palestinos em Gaza

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, descreveu como “absurdo” o argumento de que a saída de palestinos da faixa de Gaza é um movimento voluntário. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa, na presença de Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA). O Egito desempenha um papel essencial como mediador nas negociações para resolver o conflito que já dura quase dois anos.

Agravamento da Crise Humanitária

“Se há fome provocada pelo homem em Gaza, é para expulsar os moradores de suas terras. É um absurdo dizer que se trata de deslocamento voluntário”, afirmou Abdelatty.

Recentemente, o Exército israelense emitiu novas ordens de evacuação na região e destruiu mais um prédio residencial. O Hamas reagiu, solicitando que a ONU e o Conselho de Segurança tomem medidas imediatas para interromper os ataques que visam destruir a cidade de Gaza e deslocar sua população.

Nas últimas semanas, Israel ordenou que civis se deslocassem para o Sul, enquanto suas forças militares continuam a avançar na maior área urbana do território. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, argumentou que os palestinos deveriam ter a opção de sair “voluntariamente”, indicando que outros países poderiam acolhê-los. Abdelatty contestou essa visão e acusou Israel pela falta de progresso em direção a um cessar-fogo, relatando discussões com Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos, sobre possíveis avanços na trégua.

Proposta de Cessar-Fogo

No mês passado, o Hamas aceitou um plano de cessar-fogo de 60 dias, mediado pelo Egito. A proposta incluía a libertação de parte dos reféns palestinos em troca de prisioneiros detidos por Israel, além de um intervalo nas operações militares. Contudo, Netanyahu rejeitou os termos, afirmando que Israel só aceitaria negociar se suas condições de segurança fossem garantidas.

O governo egípcio destaca que a atual escalada das hostilidades agrava a crise humanitária e pode prolongar a guerra.

Condições na Gaza

Recentemente, 14 membros do Conselho de Segurança da ONU, exceto os Estados Unidos, relataram que a fome na Faixa de Gaza é uma “crise provocada pelo homem”. Eles acusaram Israel de utilizar a escassez de alimentos como arma de guerra, violando o direito internacional humanitário. Em declaração conjunta, exigiram um cessar-fogo imediato e incondicional, a libertação de reféns pelo Hamas, além do aumento da ajuda humanitária e a suspensão das restrições israelenses sobre a entrada de suprimentos essenciais no enclave.

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