A ativista climática Greta Thunberg uniu-se a uma flotilha de barcos carregados de ajuda humanitária para Gaza, que partiu de Barcelona, na Espanha, neste domingo (31). A ação tem como objetivo romper o bloqueio naval imposto por Israel, buscando entregar alimentos e suprimentos essenciais ao território.
Mobilização em Barcelona
No porto de Barcelona, milhares de apoiadores se reuniram para testemunhar a partida da flotilha. Muitos agitavam bandeiras palestinas e entoavam palavras de ordem como “Libertem a Palestina” e “Não é uma guerra, é um genocídio”.
Declarações da Ativista
Antes da partida, Thunberg declarou à multidão que a missão visa desafiar um sistema internacional considerado extremamente violento e que falha em proteger os direitos humanos. A flotilha conta com dezenas de barcos, que receberão mais embarcações ao longo do caminho.
Histórico de Tentativas
A ativista sueca já havia tentado romper o bloqueio, sem sucesso, em junho deste ano, quando as forças israelenses apreenderam seu barco e os deportaram. As autoridades israelenses defendem que o bloqueio, em vigor desde 2007, é crucial para evitar o contrabando de armas para o grupo Hamas, descrevendo ações semelhantes como uma estratégia de propaganda.
Críticas ao Sistema Internacional
Os organizadores da atual flotilha criticaram líderes globais por não pressionarem Israel a permitir a passagem de ajuda humanitária, após um monitor global relatar que partes de Gaza enfrentam grave escassez alimentar.
Coleta de Recursos e Apoio Internacional
Além dos barcos que partiram de Barcelona, outros estão sendo organizados na Grécia, Itália e Tunísia. Em Gênova, na Itália, aproximadamente 250 toneladas de alimentos foram coletadas de grupos locais e residentes, com parte da ajuda sendo enviada em embarcações que deixaram o porto neste domingo. O restante será direcionado a Catania, de onde novos barcos devem zarpar para Gaza no dia 4 de setembro.
Cenário Humanitário em Gaza
Os conflitos recentes em Gaza resultaram na morte de mais de 63 mil pessoas, a maioria civis, segundo autoridades de saúde locais. A região enfrenta uma crise humanitária profunda, com grande parte de sua infraestrutura em colapso.
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