Deputado Tito Barichello (União).
Créditos: Orlando Kissner/Alep
A crescente taxa de mortes de policiais, tanto por violência quanto por suicídio, nos primeiros anos do atual governo federal, preocupa especialistas e legisladores. Segundo a 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada em julho, o Brasil contabilizou 170 mortes violentas de policiais em 2024, um aumento de 33,8% em relação ao ano anterior. Os índices de suicídio também subiram, com 126 ocorrências, em comparação com 118 casos registrados em 2023.
Ações Propostas no Paraná
No Paraná, o deputado e delegado Tito Barichello (União Brasil), que lidera o Bloco Parlamentar da Segurança Pública, busca implementar medidas voltadas à saúde mental dos profissionais da segurança pública.
Cadastro Estadual de Suicídio
Para enfrentar a problemática, Barichello é o autor do Projeto de Lei nº 236/2025, que sugere a criação do Cadastro Estadual de Suicídio, Vitimização e Doenças Psicológicas dos Profissionais da Segurança Pública do Paraná. O cadastro visa coletar dados que sirvam como base para políticas de prevenção e acompanhamento psicológico, além de promover a saúde integral desses profissionais.
Objetivos do Cadastro
O cadastro inclui informações sobre vitimização, tentativas de suicídio e diagnósticos médicos relacionados a transtornos psicológicos. Os dados serão mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para fins estatísticos e planejamento de ações preventivas. A proposta também abre espaço para colaborações com universidades, centros de pesquisa e instituições de saúde.
Dados Alarmantes no Paraná
O Anuário indica que o Paraná apresenta índices de suicídio entre policiais acima da média nacional, semelhante a outros estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Em certos casos, o aumento foi de 100% em apenas um ano, sinalizando a urgência de intervenções eficazes.
Declarações do Deputado
Barichello enfatizou: “Os policiais enfrentam desafios físicos e emocionais que exigem acompanhamento adequado. Precisamos oferecer ferramentas e informações que contribuam para proteger a vida desses profissionais”. O deputado também reforçou que a proposta não altera a estrutura das corporações, mas sim oferece suporte técnico e administrativo para apoiar políticas públicas voltadas ao cuidado dos agentes de segurança.
“Essa é uma luta que não pode mais ser ignorada. Os números falam por si, e cada número é uma vida que poderia ter sido poupada. Estamos tomando a dianteira no Paraná para que nossos agentes tenham o cuidado e a atenção que merecem”, concluiu Barichello.
