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EUA e China Reiniciam Negociações em Meio a Lamentações Europeias Sobre Acordo Tarifário

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China e EUA Negociam Acordo Comercial em Estocolmo

Nesta segunda-feira (28), representantes das duas maiores economias do mundo, China e Estados Unidos, se reuniram em Estocolmo para discutir um acordo comercial e tarifário. O encontro contou com a presença de Scott Bessent, secretário do Tesouro americano, e do vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng.

Propostas de Adiamento de Tarifas

Fontes da Reuters indicam que os oficiais americanos devem sugerir um novo adiamento de três meses para a implementação de tarifas de 30%. A medida visa facilitar o diálogo entre as nações.

Comentários de Donald Trump

Em declarações ao lado do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre as expectativas relacionadas ao acordo com a China. Trump afirmou que “adoraria ver a China abrir o país” e destacou que “estamos lidando com a China neste exato momento.”

Trump também comentou sobre a possibilidade de um “patamar médio” de tarifas, sugerindo que países que não chegarem a um acordo comercial poderiam enfrentar taxas entre 15% e 20%.

Reações a Acordo Tarifário com a União Europeia

As declarações de Trump surgem um dia após a apresentação de um acordo tarifário com a União Europeia, que propõe tarifas de 15% sobre produtos europeus que entram nos Estados Unidos, com isenções ainda em discussão para categorias como aeronaves e semicondutores.

No entanto, a reação a este acordo foi negativa entre as lideranças europeias. O chanceler alemão, Friedrich Merz, modificou sua postura inicial e afirmou que as tarifas poderão impactar negativamente a economia alemã.

Já o primeiro-ministro francês criticou a situação, alegando que a Europa se submeteu aos Estados Unidos e descreveu o domingo anterior como “um dia sombrio”. Essa visão foi corroborada pelo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, aliado próximo de Trump.

Compromissos Financeiros da Europa

A Europa comprometeu-se a investir US$ 750 bilhões nos próximos três anos em produtos energéticos dos Estados Unidos. No entanto, essa cifra é questionada à luz do tamanho do mercado europeu. Em 2024, a Europa importou apenas US$ 83 bilhões em combustíveis minerais e óleos, valor que representa 66% a menos do que o montante prometido até o final do mandato de Trump.

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