Um novo projeto desenvolvido por pesquisadores paranaenses busca transformar o tratamento de infecções em pacientes com próteses articulares, aumentando a qualidade de vida e reduzindo complicações. A proposta envolve o uso de próteses biodegradáveis feitas em impressoras 3D, que podem ser associadas a antibióticos. O material já está em fase de testes clínicos e apresenta resultados promissores.
Prótese Biodegradável em Teste
Até o momento, 15 pacientes receberam próteses de quadril no Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba. Os resultados preliminares são encorajadores. O professor Felipe Francisco Tuon, líder do projeto e pesquisador da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, destaca que atualmente não há próteses temporárias com antibióticos acessíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas opções importadas e com custos elevados.
Desafios do Tratamento Convencional
Quando uma infecção se desenvolve, os pacientes são obrigados a retirar a prótese permanente de titânio, enfrentando um período de dor e limitações que pode durar pelo menos seis meses. Nesse intervalo, o paciente não possui nenhum substituto, o que aumenta o risco de complicações, como hematomas e novas infecções.
Benefícios da Nova Tecnologia
A prótese de polímero foi projetada para substituir a permanente durante o tratamento da infecção, permitindo o controle da bactéria diretamente no local afetado. Uma vez que a infecção é resolvida, a prótese permanente pode ser reinstalada com menos riscos.
A utilização de impressoras 3D para produção das próteses oferece outra importante vantagem: a personalização. Os pesquisadores conseguem, por meio de tomografias computadorizadas, fabricar próteses com tamanhos e adaptações específicas para cada paciente.
Expansão do Projeto
Os pacientes que receberam as próteses temporárias continuam a ser monitorados, e a equipe do projeto planeja realizar testes clínicos em 2024 com indivíduos que precisam de próteses para joelhos e ombros. Para apoiar essa expansão, foi obtido um financiamento de R$ 3 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que permitirá a criação de um novo centro de impressão 3D e a distribuição das próteses para hospitais públicos em todo o país.
“Nosso objetivo é fornecer as próteses para todos os hospitais que desejem participar do projeto. Temos capacidade de produção para atender a demanda por anos”, conclui Tuon.
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