Delegado é Liberado Após Prisão por Injúria em Santo André
O delegado Henrique Kästner Júnior, da Polícia Civil de São Paulo, foi liberado em audiência de custódia um dia após ser preso em flagrante por injúria. Ele continua atuando na Delegacia de Itapecerica da Serra, embora esteja sem sua arma, que foi confiscada por decisão judicial.
Resumo da Ocorrência
Kästner foi preso no dia 28 de junho, após um desentendimento em uma festa em Santo André, no ABC Paulista. O conflito começou quando o delegado se irritou com o chapéu de um músico e acabou utilizando palavras ofensivas.
Detalhes do Conflito
Fontes que confirmaram a situação relataram que o delegado teria usado expressões inadequadas, como “judeu safado”. Contudo, sua defesa nega essa acusação e afirma que Kästner apenas questionou: “Por que você está usando este chapéu, você é judeu?”.
Durante a confusão, o delegado teria disparado um tiro para o alto, mas a defesa refuta essa versão, alegando que nenhum disparo foi efetivado.
Desdobramentos da Ocorrência
Documentos da ocorrência indicam que o episódio ocorreu no bar “Old Town English Pub”, onde o delegado estava armado. Testemunhas descreveram um ambiente de pânico em decorrência das ameaças feitas por ele. O delegado foi indiciado em sete crimes, incluindo preconceito racial e resistência à prisão.
Em decorrência dos eventos, ele arrombou uma porta do bar e danificou uma impressora. Ao ser detido, teria ofendido os policiais militares com palavras como “otários” e “trouxas”. Kästner negou qualquer acusação de injúria racial, afirmando que estava nervoso e usou “palavras injuriosas” no calor do momento.
Decisão Judicial
No dia seguinte à prisão, o juiz Paulo Antonio Canali Campanella substituiu a detenção por medidas cautelares. Estas incluem recolhimento domiciliar noturno, suspensão do porte de arma e comparecimento ao fórum quando convocado. O magistrado observou a gravidade dos fatos, mas considerou a prisão preventiva como uma medida excepcional.
Manifestação da Defesa
Leia a manifestação na íntegra da defesa do delegado:
Não é verdade que Henrique “teria ficado irritado com o modelo do chapéu de um integrante da banda que se exibia no local”, sendo pura invenção, dissociada dos fatos. Pior, a reportagem faz alegação caluniosa que atribui a Henrique palavras ofensivas que ele não proferiu.
A defesa reitera que a prisão de Henrique foi ilegal e considera absurda a alegação de que o delegado disparou a arma. Essas alegações são chamadas de “disparates” pela defesa, que busca esclarecer a verdade sobre os eventos em questão.
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