No Limite: reality show estreia nesta terça-feira

Uma semana após a final do Big Brother Brasil 21, os fãs de reality show vão poder reviver as emoções da primeira produção brasileira do gênero: No Limite estreia nesta terça-feira (11) na TV Globo.

Desta vez, os telespectadores irão conferir André Marques como apresentador e Tiago Leifert desejou boa sorte ao colega, depois de trabalhar cem dias no comando do BBB 21.

“Alô, Big Boss, Boninho. Alô, André Marques. Estaremos de olho. Boa temporada”, escreveu Leifert, em um story no Instagram, com uma foto de uma cabra. A imagem faz referência às provas icônicas de comida, nos anos 2000, onde os competidores tinham que comer olho de cabra, cérebro de boi, etc.

No fim do mês passado, o diretor da atração confirmou que esses desafios estarão presentes na nova edição. Além disso, o Boninho e André também comemoraram a estreia do programa hoje, nas redes sociais.

O diretor compartilhou um vídeo com algumas imagens exclusivas de provas e escreveu: “Hoje, depois da novela Império. No Limite, na TV Globo”. Já o apresentador publicou uma foto na Praia Brava, nome fictício do local onde acontece a competição, no Ceará.

“Testando um dos primeiros desafios que os participantes do No Limite terão que enfrentar. Meu Deus! Eu e o Boninho sofremos. É hoje a estreia”, disse ele na legenda do post.

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‘O Caso Evandro’: série baseada em fatos reais ocorridos em Guaratuba faz sucesso no Globoplay

No início da década de 90, algumas regiões do Brasil sofreram com o desaparecimento de crianças, o que causou a revolta da população e o sentimento de desespero por parte das famílias que poderiam ser vítimas desses ataques. E essa onda de sequestros atingiu uma família de Guaratuba, no Litoral do Paraná. 

Divulgação GloboPlay

Essa é a história principal da série documental O Caso Evandro, que estreou a pouco tempo no Globoplay. A produção é derivada de uma série de podcasts chamada Projeto Humanos, comandada por Ivan Mizanzuk. O documentário chamou a atenção de todo o Brasil tanto por destrinchar a história de uma época cheia de mistérios, como por revelar novas informações sobre o caso que também ficou conhecido como “As Bruxas de Guaratuba” (sem mais informações para evitar spoiler).

O Caso Evandro

Evandro Ramos Caetano desapareceu no ano de 1992 em Guaratuba, a cerca de duas horas de distância de Curitiba. Diferente de muitas crianças que sumiram na época, Evandro foi encontrado dias depois do seu sumiço, infelizmente, sem vida. O corpo da criança mostrava sinais de um crime de extrema brutalidade, o que horrorizou o Brasil, e a busca por culpados deixou a história ainda mais assustadora. Meses depois do assassinato, sete pessoas confessaram o crime, que teria sido feito por meio de um ritual. Porém, o caso ainda não estava nada resolvido.

Divulgação GloboPlay

A investigação do caso por Ivan Mizanzuk começou em 2015, mas foi em 2018 que ele uniu a grande quantidade de material coletado para criar a nova temporada do podcast Projeto Humanos. Em 2020, o programa apresentou a descoberta de novas fitas e trouxe uma reviravolta para o desfecho do caso, que é conhecido como o julgamento mais longo já registrado no Brasil. “[…] O Caso Evandro é um grande ensinamento sobre como é o nosso sistema criminal”, conta Mizanzuk. 

A ideia de transformar o podcast em uma série para o Globoplay foi de Mayra Lucas, da Gaz, que já acompanhava este formato de programa. Quando foi apresentada ao Projeto Humanos, decidiu que seria uma ótima ideia adaptá-lo para a televisão.

A série documental foi gravada em Guaratuba e conta não só com simulações, como também com entrevistas das principais pessoas envolvidas. O Caso Evandro estreou no dia 13 de maio no Globoplay.

Calçadão da XV foi a primeira rua exclusiva para pedestres do Brasil

Em 1972, a Prefeitura de Curitiba fez história ao implantar o primeiro calçadão do Brasil na região central, em plena Rua XV de Novembro, uma das mais movimentadas da cidade. O planejamento inicial previa seis meses para completar a obra. Depois de muitos estudos e uma logística especial, o calçadão virou realidade durante um único fim de semana, com o início das obras numa sexta-feira à noite.

A pressa era justificada. Afinal, a ideia de criar uma rua exclusiva para pedestres estava na contramão do panorama brasileiro. As montadoras de veículos consolidavam a presença no país. Os carros de passeio tornavam-se objetos de desejo para as famílias de classe média e alta. As ruas das grandes cidades eram alargadas para contemplar mais veículos. Viadutos, túneis e elevados eram projetados para garantir velocidade e fluidez no trânsito. As cidades passaram a ser pensadas para os carros.

Em 1972, a Prefeitura de Curitiba fez história ao implantar o primeiro calçadão do Brasil na região central, em plena Rua XV de Novembro, uma das mais movimentadas da cidade. – Na imagem, Rua XV e construção 1972. Foto: Arquivo/SMCS

Diante daquele contexto, poderia haver reclamações. O que, de fato, ocorreu. As principais reações contrárias vinham dos comerciantes que alegavam que o calçadão espantaria a clientela e levaria à queda nas vendas. Porém, o planejamento urbano de Curitiba apontava para a humanização dos espaços públicos e a prefeitura resolveu bancar a aposta. Formado por cinco quadras da Rua XV de Novembro e pela quadra única da Avenida Luiz Xavier – que, com pouco mais de 100 metros de extensão, ganhou o apelido de “menor avenida do mundo” –, o calçadão uniu-se à Praça Osório formando um passeio único.

Os opositores do projeto decidiram protestar: planejaram avançar com seus carros sobre o calçadão recém-construído, na manhã do sábado seguinte, com o intuito de fazer a administração municipal voltar atrás.

Foi então que surgiu a ideia que iria salvar o calçadão: Quando a caravana de veículos chegou ao local, lá encontrou centenas de crianças pintando e desenhando sobre folhas de papel espalhadas pelo chão. Eram alunos das escolas municipais numa atividade extraclasse, acompanhadas por professores e monitores.

Diante daquela cena, os motoristas não tiveram outra saída a não ser dar meia-volta com seus carros. Sem saber, as crianças garantiram a perpetuação do espaço que acabou batizado de Rua da Flores. Dali em diante, durante muitos anos, os sábados pela manhã foram marcados pela presença de crianças pintando, desenhando e brincando.

Na imagem, a Rua XV no ano de 2004 – Foto: SMCS

Além do passeio desenhado em pedras portuguesas (petit pavé), o calçadão ganhou um mobiliário especial com floreiras, bancos, luminárias e as coberturas dos equipamentos públicos feitas por domus, em acrílico roxo, que passaram a identificar a cidade de Curitiba. Não demorou muito para que o calçadão se transformasse em um dos locais preferidos dos curitibanos, além de concorrido ponto turístico, com seus cafés, confeitarias, bares, livrarias e lojas de todo tipo. O comércio local foi aquecido, o trânsito do centro da cidade melhorou e a iniciativa foi copiada por dezenas de cidades Brasil afora.

Informações Prefeitura de Curitiba