49º Encontro Descentralizado da Região Sul contou com a participação do CRESS-PR

O CRESS-PR (Conselho Regional de Serviço Social do Paraná) esteve presente com delegação de titulares e suplentes, representando a categoria paranaense.

Durante o encontro, participaram assistentes sociais dos três Estados sulistas em diversas atividades conjuntas, entre palestras, debates e deliberações que serão levadas para o Encontro Nacional do Conjunto CFESS/CRESS, que acontecerá em Maceió (AL), no mês de setembro.

A presidenta do CRESS-PR, Andréa Braga, explica que em conformidade com a metodologia proposta, neste ano a delegação foi responsável pela avaliação da agenda política coletiva da categoria e indicação de pautas prioritárias para o próximo triênio (2023-2026). 

Na metodologia do conjunto, no primeiro ano de alternância das gestões, delibera-se a agenda coletiva, no segundo ano é de monitoramento e o terceiro ano de avaliação.

“Antes da realização do Encontro Nacional, como instância máxima de deliberação da categoria no Brasil, acontecem sempre os Encontros Descentralizados. No caso da região sul, participamos do evento que reúne os demais CRESS da região: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, reiterou Andréa.

Ela lembrou que este foi o primeiro encontro presencial, após dois anos de atividades virtuais e readequações da participação da categoria em plenárias realizadas de forma remota no período pandêmico.

“O encontro presencial foi momento de muita emoção, de debates qualitativos e corresponde a etapa de avaliação das ações do conjunto CFESS/CRESS para definir os rumos da profissão. Como este é o último ano da gestão, as e os representantes de cada CRESS dessa região, eleitas e eleitos pela própria categoria, se encontram para avaliar as ações desenvolvidas no triênio 2020-2023”, acrescentou a presidente do CRESS-PR.

Encontro Nacional

Com a conclusão dos alinhamentos regionais, em setembro as delegações de todo o Brasil voltam a se reunir. Desta vez, para o Encontro Nacional. Segundo a presidenta do conselho paranaense, é neste momento que serão feitas as avaliações e debates a nível nacional sobre diferentes eixos relacionados tanto à atuação profissional, como ao próprio funcionamento e manutenção dos CRESS. “Esse espaço reafirma a nossa agenda coletiva de lutas da categoria e defesa do projeto ético-político profissional”, conclui Andréa.

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Vestibular de Licenciatura em Letras Libras deixa de ter prova de conhecimentos gerais; inscrições até 31 de agosto

Vestibular de Licenciatura em Letras Libras deixa de ter prova de conhecimentos gerais; Inscrições vão até 31 de agosto

Estão abertas até o dia 31 de agosto as inscrições para o processo seletivo do curso de Licenciatura em Letras Libras (Língua Brasileira de Sinais) da UFPR. São 22 vagas para candidatos surdos e 8 para ouvintes. Pela primeira vez, o processo não terá a prova bilíngue (em Português e em Libras) de conhecimentos gerais. Os candidatos serão selecionados em duas etapas: avaliação de histórico escolar e prova prática de conhecimentos específicos em Libras.

Mais de 500 profissionais e estudantes participaram de seminário do CRESS-PR sobre Assistência Social

Durante as três noites de evento, nos dias 2, 3 e 4 de agosto, profissionais e especialistas no assunto abordaram a temática “Em defesa de um SUAS que proteja”. O objetivo do seminário, além da própria socialização entre profissionais acumulada nos ciclos de debate, foi construir estratégias de fortalecimento das pautas coletivas da categoria. As três transmissões feitas pelo Youtube contam com mais de 2.800 visualizações.

No primeiro dia do evento, durante a mesa de abertura, a Presidenta do CRESS-PR, Andréa Braga, falou da importância da realização do seminário para a defesa das políticas públicas.

“Ressaltamos a relevância da importância desse processo que perpassa toda a discussão voltada aos debates e construção de conhecimento e, principalmente, as possibilidades de se debater estratégias de fortalecimento das pautas coletivas da nossa categoria. Os desafios são inúmeros. Nós, Assistentes Sociais, enquanto classe trabalhadora, temos vivenciado diretamente e enfrentado cotidianamente os ataques da democracia, processo do que envolve o desmonte das estruturas institucionais no cenário acentuado de fome, pobreza, desigualdade que acomete milhares de brasileiras e brasileiros”, discorreu.

Segundo Andréa, é necessário que, unida, a classe lute para ampliar o debate, fomentar a participação popular e concretizar ações que que fortaleçam a política de assistência social se faz urgente.

“Esse é um espaço privilegiado para que nó possamos construir possibilidades, esforços em conjunto, reflexão, análise para materialização do que é sugerido para nós como tema desse evento, na defesa de um SUAS que proteja. Por isso, os nossos desafios são imensos. Mas nossa força, coragem, organização política tem sido forjada em processos de resistência e superação das desigualdades”, refletiu.

Palestras

Durante os três dias de seminário, as (os) palestrantes contribuíram com suas reflexões e olhares nas temáticas relacionadas à defesa das políticas públicas, dentre elas, a assistência social. No primeiro dia, as (os) palestrantes Márcia Lopes, Adrianis Galdino e Claudiane Tavares trouxeram para o debate o tema: “Assistentes sociais enquanto força coletiva na construção da política de Assistência Social: gestão, execução e controle social”. Já no segundo dia, o tema “O Cenário da Política de Assistência Social e as particularidades do Paraná – desigualdades, diversidades, desproteções e resistência” foi apresentado pela palestrante, Jucimeri Silveira. Por fim, no último dia do evento, a temática: “Defesa, proteção e a importância da vigilância socioassistencial” foi apresentada pelas palestrantes Denise Colin e Ana Cláudia Martins.

Jucimeire Silveira destacou os aspectos relacionados ao cenário da política de assistência social e as particularidades do Paraná. “As desigualdades sociais e a violência já vinham aumentando no Brasil e no Estado do Paraná antes mesmo da pandemia. Nós temos infelizmente no cenário brasileiro uma situação de desinvestimentos nas políticas sociais não só por conta da emenda constitucional de 95 que congelou por 20 anos os gastos sociais, mas também por uma série de outras medidas que desorganizam e desestruturam as políticas sociais brasileiras que estão relacionadas aos direitos de igualdade”, afirmou.