Volkswagen e Mercedes-Benz paralisam fábricas no Brasil

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A Volkswagen suspendeu a partir desta quarta-feira (24) as atividades relacionadas à produção de todas as unidades no Paraná  e São Paulo, por causa do agravamento da pandemia da covid-19. A suspensão se manterá por 12 dias corridos, até 4 de abril.

As atividades de produção das fábricas da Volkswagen ocorrem em São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR). Os empregados da área administrativa estarão em trabalho remoto. Segundo a empresa, a medida foi tomada em conjunto com os sindicatos locais.

“Com o agravamento do número de casos da pandemia e o aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI nos estados brasileiros, a empresa adota esta medida a fim de preservar a saúde de seus empregados e familiares. Nas fábricas, só serão mantidas atividades essenciais”, informou a Volkswagen em nota.

Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz do Brasil informou que também interromperá as atividades produtivas de suas fábricas de veículos comerciais de São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG), a partir do dia 26 de março, com retorno previsto para 5 de abril. O motivo é também o agravamento da pandemia.

“O nosso intuito, alinhado com o Sindicato dos Metalúrgicos, é contribuir com a redução de circulação de pessoas neste momento crítico no país, administrar a dificuldade de abastecimento de peças e componentes na cadeia de suprimentos, além de atender a antecipação de feriados por parte das autoridades municipais”, disse a empresa.

A partir de 5 de abril, a Mercedes informou que dará continuidade às medidas restritivas para proteção dos profissionais, além de conceder férias coletivas para grupos alternados de funcionários. Com isso, haverá um grupo de produção menor mantendo os protocolos de distanciamento. Segundo a montadora, os funcionários administrativos continuarão trabalhando em regime de home office.

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Sem semicondutores, Volkswagen suspende produção em fábrica de São José dos Pinhais

A Volkswagen suspendeu a produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR) por dez dias, a partir da terça-feira, 9. A unidade produz o utilitário-esportivo (SUV) T-Cross e até agora estava sendo privilegiada pelo grupo com os semicondutores que chegavam ao País, mas os estoques acabaram.

Os 2,1 mil trabalhadores dos dois turnos estão em férias coletivas.

Na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, 1,5 mil funcionários estão em lay-off (contratos suspensos) desde o início do mês e a dispensa deve ser mantida até março. Nesse período, a linha de produção funciona apenas com um turno.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, a fábrica do Paraná só havia parado a produção por falta de componentes durante 10 dias em junho e três dias na semana do feriado de 12 de outubro.

Ao todo, há no momento 6,4 mil trabalhadores da área produtiva de várias montadoras em casa em razão da falta de semicondutores, problema que atinge a indústria automobilística global e que deve se prorrogar até o fim do próximo ano. O número representa 6,3% de toda a mão de obra das fabricantes, hoje em 102,6 mil trabalhadores, incluindo o pessoal administrativo.

Escassez de chip vai seguir até fim de 2022

“Teremos de conviver com esse problema durante todo o ano de 2022”, admitiu, na sexta-feira, o presidente da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si. Neste dia, ele anunciou novo plano de investimentos para a região, de R$ 7 bilhões entre 2022 e 2026, valor ser gasto em novos produtos, digitalização e pesquisas e desenvolvimento de etanol para uso em carros híbridos e elétricos.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Volkswagen informa que, nos últimos meses, e empresa tem trabalhado intensamente, em parceria com a matriz e os fornecedores, para minimizar os efeitos da escassez de semicondutores para a produção em suas fábricas na região. “Entretanto, o cenário atual não demonstra o encaminhamento para uma solução definitiva visando a normalização do fornecimento de chips.”

A Fiat também colocou em lay-off 1,8 funcionários da fábrica de Betim (MG) por três meses a partir de 1º de outubro. Na unidade da General Motors de São José dos Campos (SP) foi adotada a mesma medida para 700 operários, assim como para 300 na planta da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Além disso, nas últimas semanas a fabricante francesa abriu um programa de demissão voluntária (PDV) para 250 funcionários. A Honda também ofereceu incentivos para a saída de trabalhadores das plantas de Indaiatuba e Itirapina, ambas em São Paulo, mas não divulgou meta de adesão.

Pandemia mudou consumo de café, dizem especialistas do setor

O isolamento social durante a pandemia de covid-19 fez apreciadores de café aprenderem diferentes formas de reproduzir em casa a experiência de consumir cafés especiais em uma cafeteria, e esse é um hábito que veio para ficar. A previsão é de James T. McLaughlin Jr, presidente da companhia Intelligentsia Coffee, uma empresa americana focada na inovação em cafeterias e cafés especiais. O empresário participou hoje (10) da Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, e apresentou sua visão sobre os rumos do mercado cafeeiro americano e mundial.

Para McLaughlin Jr., a pandemia acelerou mudanças que eram inevitáveis, como o aumento da venda de café pela internet, e obrigou as marcas a se mexerem para criar formas de se conectar com um público que parou de ir no balcão da cafeteria, mas mergulhou nas técnicas de preparo da bebida.

“Essa é uma grande oportunidade. Consumidores bem educados, que sabem preparar o café, que são curiosos sobre cada café diferente que temos, são os mais leais consumidores que poderíamos ter”, disse James.

Com a flexibilização do isolamento social e a manutenção de um grande número de trabalhadores em home office, as cafeterias em áreas residenciais passaram a ter uma grande procura e essa é outra tendência que James acredita ser permanente. Uma terceira aposta do empresário é nos formatos de café mais convenientes e fáceis de preparar, desde que se preserve a qualidade de grãos especiais. 

“Não devemos temer a mudança, é preciso abraçá-la”, disse ele, que vê nas vendas pelas internet e plataformas digitais uma grande oportunidade de contar a história dos produtos, de uma forma que um barista não conseguiria fazer no balcão de uma cafeteria com uma fila de clientes.

Há maior ganho de espaço para os grãos de cafés especiais no médio e longo prazo – Valter Campanato/Agência Brasil

Mercado brasileiro

No mercado brasileiro, o especialista em bebidas Rodrigo Mattos, do Instituto de pesquisa Euromonitor, avalia que a queda no consumo de café aqui foi menor que em outros países porque o Brasil já tinha uma tradição forte de consumo de café em casa. 

Mattos vê um maior ganho de espaço para os grãos de cafés especiais no médio e longo prazo e acrescenta que cafés solúveis de melhor qualidade vivem uma expansão. 

“Apesar de a gente ter um mercado super dinâmico e maduro de café, ele ainda tem espaço de crescimento, tem espaço de inovação”.

Em um cenário de inflação e perda de poder de compra do consumidor, ele destaca que o consumo de grãos diferenciados sofreu um forte impacto em 2020 e 2021, e deve levar anos para se recuperar, enquanto o tradicional café torrado e moído teve seu espaço na cesta básica preservado em muitos lares.

“Isso prejudica um pouco o mercado de café, que estava se movimentando na onda de cafés especiais e de melhor qualidade”, avalia.

Maior do mundo

O pesquisador ressaltou que o mercado brasileiro é o maior do mundo, com uma participação de cerca de 14% no consumo mundial de café. “835 xícaras [por ano] é a média do consumo de uma pessoa no Brasil, e faz sentido quando a gente pensa em duas xícaras e um pouquinho por dia. Até 2025 isso deve ir para 1.050 xícaras, mostrando que tem espaço para crescimento”. 

A diretora executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais, Vanusia Nogueira, destacou que a pandemia interrompeu a expansão acelerada que o setor vivenciava, mas também trouxe novos pontos de vista sobre a atividade. 

“Estávamos todos a mil por hora no início do ano passado, conversando no mundo todo a respeito de um mercado de cafés especiais que estava definitivamente decolando. De repente, para tudo”, disse ela. “Os grandes pontos de convivência para saborear o café especial, que eram as cafeterias, os hotéis, os restaurantes, tudo isso fechado”.