Viaduto Pompéia é liberado para o tráfego de veículos

As alças de acesso ao Viaduto Pompéia, no Tatuquara, foram entregues pelo prefeito Rafael Greca nesta sexta-feira (25/10). O tráfego foi liberado às 16h30.

O viaduto foi concluído em setembro de 2015 pela Autopista Planalto Sul/Arteris – concessionária responsável pela rodovia BR-116 -, mas não ganhou as estruturas necessárias para viabilizar sua utilização.

Viaduto Pompéia, no Tatuquara, é liberado para o tráfego de veículos após construção das alças de acesso. Curitiba, 25/10/2019. Foto: Luiz Costa/SMCS

As alças já deveriam ter sido construídas nos anos de 2015 e 2016, mas só a partir de 26 de setembro de 2018, na atual gestão da Prefeitura, foram iniciadas. O projeto para terminar o viaduto e recuperar a região foi feito pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). As obras foram executadas sob a supervisão da Secretaria Municipal de Obras Públicas.

“Acabo de abrir ao tráfego o Viaduto Pompéia, o portal do populoso bairro do Tatuquara. Ele foi construído sem alças em 2015. Quatro anos depois, 70 famílias vulneráveis foram removidas, pois suas casas ocupavam o leito das alças de acesso à BR-116, e cinco ruas foram requalificadas com traçado e asfalto novo”, disse Greca.

“Doze linhas de ônibus fluirão melhor. Não vamos mais atrapalhar quem vai de Curitiba para Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Quitandinha, Areia Branca dos Assis, Campo do Tenente, Rio Negro, Piên. Trabalho cumprido e, aos poucos, vamos desatando os nós que encontramos”, disse Greca.

O diretor de Operações da Arteris, César Sass, apontou que dar funcionalidade ao viaduto construído em 2015 é como realizar um sonho.

“Sinto que cumprimos com nossos propósitos ao viabilizar uma estrutura que reduz congestionamentos e acidentes. O prefeito Rafael Greca nos deu a sua palavra e cumpriu com o que prometeu”, revelou Sass.

O secretário municipal de Obras Públicas, Rodrigo Rodrigues, lembrou outras ações desenvolvidas no Tatuquara e que também têm impacto na vida dos moradores.

“É uma satisfação enorme entregar as alças do Viaduto Pompéia. Obra importantíssima, que se soma às 33 ruas requalificadas desde 2017, quase 19 quilômetros de asfalto novo, e à construção do Terminal Tatuquara e do Restaurante Popular”, apontou Rodrigues.

Acesso ao bairro

O acesso do bairro à pista da BR-116 no sentido Curitiba-Fazenda Rio Grande ganhou forma. A Rua Francisco Xavier, que desemboca no viaduto, foi alargada, ficando com nove metros de largura, com duas faixas para o tráfego e mais uma para estacionamento.

A via compõe o binário da Vila Pompéia e também foi asfaltada, sinalizada, já conta com calçadas novas, melhorias na iluminação e paisagismo.

A Francisco Xavier de Oliveira serve agora de saída do Tatuquara para a BR-116 e a entrada será pela Rua João Batista Bettega Junior. Entre as duas ruas, outros binários acessórios funcionarão como complemento às alças do viaduto.

Além da Francisco Xavier de Oliveira, foram feitas obras em trechos das ruas José Zanoncini e Francisca Ferreira da Luz, no entorno do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay, na ligação da Francisco Xavier de Oliveira com a BR-116, no sentido sul.

Sem comprometer a utilização do viaduto, seguirão em andamento até janeiro as obras na alça de acesso que permitirá o retorno da Francisco Xavier de Oliveira para a Rua Francisco Warcheski, em direção ao bairro.

A nova rua está sendo construída para atender moradores que vivem na quadra que antecede a cabeceira do viaduto, no lado esquerdo. A nova via garantirá a eles um caminho mais curto para retornar ao bairro.

Aprovação dos moradores

Vizinho da cabeceira do Viaduto Pompéia, o motorista de táxi aposentado Avir Vieira dos Santos mora há 40 anos na Rua Francisco Xavier de Oliveira. Foi testemunha da evolução do bairro.

“Aqui só tinha mato, era um lugar esquecido. Fico feliz de poder acompanhar essa benfeitoria. É asfalto novo na minha rua e o viaduto, que estava largado, tendo utilidade”, disse Santos.

Ir e vir da unidade das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) na BR-116, no Tatuquara, será mais simples para José Salvador Spina. Ele trabalha com carga de descarga de produtos na Ceasa e mora há mais de 30 anos na Rua Francisco Xavier de Oliveira.

“Eu criei meus filhos aqui e nunca teve nada tão bom como essas obras. A gente fica alegre e, sem dúvida, a vida melhora. Nossa região fica mais valorizada”, aponta Spina.

Há seis anos morando na região, o aposentado José Carlos Santos foi um dos primeiros a cruzar de carro o viaduto e estava comemorando a entrega da obra.

“É uma felicidade grande. Só tenho a agradecer e festejar esse viaduto, as ruas asfaltadas e tudo mais. Viva!”, disse Santos.

Mudanças no trânsito

Três ruas do bairro Tatuquara começam a ter sentido único de circulação para os veículos ainda na última quarta-feira (23/10). As alterações de trânsito foram feitas para atender as novas alças de acesso ao Viaduto Pompéia.

As mudanças incluem mão única aos motoristas que trafegarem pela Rua Francisca Ferreira da Luz, que poderão seguir apenas da João Batista Bettega Junior para a Francisco Xavier de Oliveira. Já, a Francisco Xavier de Oliveira passou a ter sentido único de circulação da Estrada Delegado Bruno de Almeida para a Rua Camilo Bueno, até o acesso ao viaduto sobre a BR-116.

Na Rua José Zanoncini, os veículos seguem somente da Francisca Ferreira da Luz para a Estrada Delegado Bruno de Almeida. As mudanças foram acompanhadas por agentes de trânsito, que orientaram os motoristas.

Itinerários dos ônibus

Com a construção das alças, a abertura do Viaduto Pompéia e as alterações no trânsito em ruas do entorno, 12 linhas de ônibus tiveram seus itinerários modificados. Responsável pela gestão do sistema de transporte coletivo da cidade, a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) estudou e organizou as mudanças nas linhas e produziu cartazes para informar os usuários.

As linhas que sofreram alteração do itinerário são: 680 Rurbana, 681 Dalagassa, 684 Rio Bonito, 684 Rio Bonito (semidireto – manhã), 684 Rio Bonito (semidireto – tarde), 690 Vila Juliana, 772 Tupy-Juliana, 617 Jardim Ludovica, 646 Pompéia-Janaína, 655 Jardim da Ordem, 659 Caximba-Olaria e 679 Madrugueiro-Tatuquara.

Os cartazes com o croqui das mudanças de rota foram fixados nos ônibus, pontos e terminais.

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FAS distribui 54 mil máscaras e quatro mil litros de álcool para proteção de servidores e da população

Desde o registro dos primeiros casos de covid-19 em Curitiba, a Fundação de Ação Social (FAS) vem adotando medidas de prevenção à infecção pelo novo coronavírus. Entre as medidas estão a distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para servidores e também para as pessoas em situação de vulnerabilidade social atendidas pelo município.

Desde março, a FAS distribuiu 52.267 máscaras (descartáveis, de tecido e profissionais), 1.642 máscaras escudo-facial, 67.600 pares de luvas e 2.200 aventais descartáveis.

As unidades receberam ainda 2.611 litros de álcool em gel, 1.772 litros de álcool líquido, 276 escudos de acrílico para mesas, 306 toucas descartáveis e 68 óculos de proteção.

Os equipamentos de proteção foram encaminhados para as 130 unidades oficiais da FAS, das políticas da assistência social e do trabalho e emprego. As unidades que trabalham em parceria com a fundação também receberam EPIs, de acordo com a necessidade apresentada, além de recursos financeiros para enfrentamento à covid-19.

“São medidas importantes para proteger os trabalhadores e também a população. A FAS possui serviços considerados essenciais e que não podem deixar de ser oferecidos”, explica o presidente da FAS, Fabiano Vilaruel.

Entre os serviços essenciais está o acolhimento a pessoas em situação de rua, crianças, adolescentes, idosos, mulheres vítimas de violência e pessoas com deficiência.

Recomendações

Como medida de segurança, a FAS segue as orientações da Secretaria Municipal da Saúde e as normativas vigentes. Entre elas está ainda o distanciamento entre as pessoas, o isolamento de casos suspeitos e confirmados e a realização de testes, para servidores e pessoas acolhidas nas unidades do município, como a população em situação de rua.

Desde o início da pandemia, 987 testes para detecção da covid-19 foram aplicados em servidores da FAS, priorizando aqueles que atuam nos serviços considerados essenciais e no atendimento direto à população.

Sanitização

Todas as unidades da FAS também são sanitizadas, de acordo com a necessidade e cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal da Administração e de Gestão de Pessoal.

Além da FAS, esse trabalho acontece em todas as unidades municipais das secretarias e órgãos da linha de frente do combate à pandemia, aquelas que têm maior fluxo de pessoas ou mais servidores em atividade.

Foram sanitizadas mais de 1.100 unidades municipais, num total de 1,3 milhão de metros quadrados. Parte das unidades foi sanitizada mais de uma vez.

A secretaria, que também é responsável pela compra de equipamentos de proteção individual para servidores, destinou mais de R$ 2,5 milhões para a aquisição de máscaras, protetores faciais, luvas, álcool, sanitizantes, desinfetantes, dentre outros produtos.

Este valor não inclui o total investido exclusivamente pela Secretaria Municipal da Saúde, que ultrapassa R$ 12,7 milhões na compra de equipamentos de proteção individual e insumos para a proteção dos servidores da Saúde.

Além dos recursos já aplicados, estão em andamento novos processos de compras e contratações, para garantir a periodicidade do fornecimento desses itens de proteção, no valor de R$ 5,2 milhões.

Outras informações sobre as compras feitas pela Prefeitura de Curitiba para o enfrentamento ao coronavírus estão disponíveis no Portal da Transparência (https://coronavirus.curitiba.pr.gov.br/transparencia/).

A Prefeitura criou um site exclusivo para prestar informações sobre o coronavírus de forma clara e direta, com uma área específica para as despesas relacionadas ao combate da pandemia, com os gastos detalhados de cada pasta.

Já recuperado, Dr. Jamal volta ao trabalho na semana que vem

Símbolo da luta contra a covid-19, o médico Jamal Munir Bark, o doutor Jamal, vai voltar ao trabalho na próxima semana. Ele vai atuar no Complexo Regulador da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que define o tipo de assistência em leitos e ambulâncias.

Recuperado, Jamal não representa risco de contágio às outras pessoas e vai trabalhar com todos os equipamentos de proteção, conforme a praxe médica de atendimento.

Antes de se recuperar da doença, Jamal atendia aos pacientes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Boqueirão, de onde foi afastado em 19 de março devido à contaminação pelo coronavírus.

Ao lado da secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, ele participou nesta quarta-feira (29/7) da “live” diária realizada pela Prefeitura de Curitiba no Facebook para tratar de assuntos da pandemia. 

“A gente é como uma grande família aqui. A gente sofre e vibra por todos os nossos profissionais”, disse a secretária, muito feliz com a recuperação de Dr. Jamal.

O médico de 59 anos apresentou o quadro mais grave da doença. Duas horas após ser internado no Hospital Marcelino Champagnat, ele foi levado para a unidade de terapia intensiva (UTI), onde ficou intubado por 26 dias. O internamento durou cerca de dois meses e, até hoje, Dr. Jamal se submete a sessões de fisioterapia.

Antes da “live”, Dr. Jamal deu detalhes sobre o período em que esteve doente. “Foi assustadora a evolução desta doença”, conta o médico.

“Cinco por cento dos casos apenas são críticos, com UTI e intubação, mas começa com ventilação não invasiva, e eu já fui direto para a intubação”, recorda.

Rotina

Passada a alta, Dr. Jamal não sentia o cheiro ou gosto da comida e era incapaz de andar e de se alimentar sozinho. “Depois disso o valor que você passa a dar em segurar o próprio garfo, caminhar, sentir o paladar e o olfato, isso tudo mexe com você”, relata.

Para o médico, ainda falta consciência por parte da população sobre a gravidade da covid-19. “Acho incrível que as pessoas não se deram conta da gravidade. Quando passo de carro vejo pessoas se aglomerando, sem máscara”, disse Dr. Jamal.

Ele acredita que só o distanciamento social, o uso de máscara e a higiene correta das mãos podem barrar a doença. “São as orientações que a Secretaria Municipal da Saúde passa, o que está na mídia”, reforça o médico.

Carinho

O médico se surpreendeu com o carinho que recebeu. Foram mais de dez mil mensagens de apoio nas mídias sociais para ele e sua família – um vídeo com algumas delas foi exibido antes de entrar na “live”.

Sobre a possibilidade de trabalhar no Complexo Regulador, durante a pandemia, Jamal agradece à Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas), à qual está vinculado. “Só tenho a agradecer pelo que a fundação fez e continua fazendo por mim, consciência que outras empresas não teriam”, reconhece.

O médico espera voltar a atender pacientes em breve. “A minha vocação é trabalhar na emergência”, afirma.