Vereadores querem proibir fumo em parques de Curitiba

O cerco está se fechando para os fumantes em Curitiba. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores discute a admissibilidade do projeto de lei que proíbe o consumo de cigarros nos parques públicos da capital. A proposta é do vereador Tico Kuzma (Pros) e vale também para outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco.

Se o texto for aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito, aqueles que descumprirem a norma ficarão sujeitos a multa de R$ 500, dobrada em caso de reincidência. Nos locais de que trata a proposta, poderão ser afixadas placas informativas com o aviso de que ali é proibido fumar, o alerta sobre as sanções aplicáveis e os telefones dos órgãos de fiscalização.

A matéria prevê como infratores aqueles que forem flagrados fumando nestes locais. Segundo o texto, fica autorizada a Prefeitura a criar uma área especial, dentro do parque, reservada aos fumantes, que deverão estar distantes de parques infantis, áreas desportivas e demais locais com alta aglomeração e circulação de pessoas. Caso aprovada, a lei entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Município.

Projeto Estadual

Um projeto de lei semelhante tramita na Assembleia Legislativa do Paraná. O texto, que está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa, pretende ampliar as restrições previstas na lei antifumo, que, há dez anos, proíbe o uso de cigarro em ambientes coletivos fechados em todo o Paraná. Se a mudança for aprovada, o cigarro seria proibido também em locais de uso coletivo abertos, como parques e praças.

A proposta tem a autoria dos deputados Michele Caputo Neto (PSDB) e Luiz Cláudio Romanelli (PSB). De acordo com Michele Caputo, o interesse à saúde precisa prevalecer. Para o parlamentar, será uma luta difícil a aprovação da lei, já que ele considera a indústria tabagista muito forte. Ele acredita que vencer a resistência das pessoas que ainda têm esse vício não será tarefa fácil.

Pela proposta, além do cigarro comum, os cigarros eletrônicos também serão proibidos.

O projeto de lei prevê pagamento de multa ao fumante que for flagrado em locais de uso coletivo, fixada em 100 UPF/PR – Unidade Padrão Fiscal, que em valores de hoje equivale a R$ 104,20. A penalidade ainda poderá ser aplicada em dobro em caso de reincidência.

Após a análise da CCJ, o projeto de lei será encaminhado para as comissões de saúde e meio ambiente, para então estar apto para votação em plenário.

 

Via: Repórter Lucian Pichetti/CBN CURITIBA

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Tradição de Curitiba, Mercado Municipal faz 62 anos hoje

O Mercado Municipal de Curitiba comemora, neste domingo (2/8), 62 anos de atividades e de referência para curitibanos e turistas quando assunto é hortifrutigranjeiros, cereais, carnes, peixes, especiarias e comidas de todas as partes do mundo. Devido à pandemia do novo coronavírus, o tradicional espaço da Prefeitura não está abrindo aos domingos (Decreto 940), mas de terça a sábado é possível fazer compras no local com todos os cuidados necessários para evitar aglomerações e proteger fregueses e funcionários. 

De acordo com o prefeito Rafael Greca, mesmo sem festa neste ano para celebrar a data, é preciso comemorar o aniversário do Mercado Municipal, devido à excelência dos alimentos e dos serviços oferecidos pelos comerciantes do espaço.

“São décadas de história e de vidas que se entrelaçam, ligando frequentadores, permissionários e trabalhadores que transformaram o Mercado Municipal em um dos principais centros de compra da cidade e referência em todo o país”, afirma Greca.

O prefeito destaca ainda a parceria da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), responsável pelo local, com a Associação dos Comerciantes Estabelecidos no Mercado Municipal de Curitiba (Ascesme).

“Nestes quatro anos, várias ações foram promovidas, como a remodelação da fachada da Rua General Carneiro, a criação de um calendário de eventos e a melhoria do trânsito na região”, lembra ele.

O presidente da Ascesme, Cleverson Augusto Schilipacke, conta que atualmente são 192 comerciantes permissionários que vendem mais de 72 mil itens. Nas bancas e boxes, é possível adquirir hortifrutigranjeiros, bebidas, queijos e vinhos de diversas procedências, ervas medicinais, temperos e especiarias, iguarias, conservas, pescados, embutidos e carnes exóticas e com cortes especiais.

“O Mercado Municipal reúne cores, sabores, aromas e sons. Permissionários que têm suas tradições e origens nos quatro cantos do mundo, e que muito representam a nossa cultura curitibana e jeitinho de ser”, completa.

Os frequentadores podem conferir ainda pratos de inúmeros restaurantes que são referências gastronômicas da capital. “Além disso, o Mercado Municipal é um espaço pioneiro, pois foi o primeiro do gênero no País a receber um setor de orgânicos”, acrescenta do secretário municipal de segurança alimentar e nutricional, Luiz Gusi.

Pandemia

Com limite de clientes e controle nas entradas, o Mercado Municipal de Curitiba pode receber até 300 pessoas por vez, de terça-feira a sábado, das 8h às 18h.  Se o número limite for alcançado, filas são organizadas na parte externa com marcação no solo – para, assim, respeitar o distanciamento mínimo de 1,5 metro.

Outra restrição é a quantidade de pessoas trabalhando dentro do espaço. Esse número varia, conforme o tamanho do boxe. Fregueses e funcionários precisam usar máscaras. Álcool em gel é ofertado em vários pontos do espaço e informações de prevenções e cuidados estão afixados em locais visíveis.

Condor doa 180 toneladas de alimentos para famílias em vulnerabilidade social

A Fundação de Ação Social (FAS) recebeu mais uma doação de alimentos da rede de supermercados Condor. Desta vez são 180 toneladas de produtos que serão distribuídos às famílias em vulnerabilidade social atendidas pelo município, nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras).

Na doação estão oito itens: arroz, trigo, açúcar, fubá, macarrão, óleo, leite e sardinha. Os produtos chegaram ao Disque Solidariedade, nesta quinta-feira (30/7).

“Essa doação do Condor é extremamente relevante porque nos ajuda a garantir alimento na mesa de quem mais precisa”, disse o presidente da FAS, Fabiano Vilaruel. 

Campanha

A doação é o resultado da campanha Compra Solidária Condor, que garantia a doação de um item de alimento para cada compra acima de R$ 100 realizada pelos clientes em qualquer uma das 54 lojas da rede.

O diretor de Operações do Condor, Maurício Bendixen, explicou que a campanha foi realizada de 8 a 18 de junho e resultou em mais de 400 toneladas de alimentos, revertidos para 20 cidades do Paraná e de Santa Catarina onde a rede está presente.

Esta é a segunda doação de alimentos que o Condor entregou à FAS neste ano. Desde que a fundação iniciou em abril uma campanha para arrecadar alimentos, materiais de higiene pessoal e limpeza, além de roupas masculinas, o Condor já doou  186.635 quilos de alimentos, 56 cestas básicas, 5.000 máscaras de tecido e 2.296 kits de higiene pessoal.

Nas lojas do Condor de Curitiba que são ponto de coleta da campanha do agasalho foram arrecadadas também 20.640 peças de roupas.

Acompanharam a entrega a gestora de Recursos Humanos da Rede de Supermercados Condor, Charmoniks Heuer, e a coordenadora do Disque Solidariedade, Luciane Dihel.