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Vendas de automóveis e comerciais leves devem crescer 3% em 2026

O setor automotivo deve registrar um aumento de aproximadamente 3% no licenciamento de veículos, incluindo carros e comerciais leves, neste ano. A previsão da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) é que mais de 2,6 milhões de unidades sejam vendidas.

Resultados do Ano Passado

No ano anterior, o desempenho do setor foi positivo, com um crescimento de 2,58% nas vendas de automóveis e veículos comerciais, totalizando 2,5 milhões de unidades. Quando somados os resultados de caminhões e ônibus, a expectativa para 2023 é de um crescimento geral de 3,02%, com cerca de 2,8 milhões de veículos licenciados.

Em 2022, todos os segmentos, que incluem automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, tiveram um aumento de 2,08%, totalizando 2,7 milhões de unidades licenciamento.

Desafios do Setor

Embora as projeções sejam otimistas, a economista da Fenabrave, Tereza Fernandez, afirma que o setor poderia crescer ainda mais se não fosse o endividamento elevado das famílias e a lentidão na redução das taxas de juros. “Estamos longe de atingir o pico de 2011, onde foram vendidas 3,4 milhões de unidades”, explicou.

Crescimento em Outros Segmentos

Para o setor como um todo, abrangendo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e outros veículos, a Fenabrave projeta um crescimento de 6,10% em 2023, impulsionado principalmente pela demanda por motocicletas, que deve crescer cerca de 10%. No ano passado, todos esses segmentos juntos finalizaram com um aumento de 8%, com 5,1 milhões de unidades emplacadas.

Quanto ao segmento de caminhões, que enfrentou dificuldades em 2022 devido a problemas de crédito e o endividamento da iniciativa agropecuária, a expectativa é de crescimento de cerca de 3%. Contudo, esse aumento se dará sobre uma base negativa, visto que o segmento já havia registrado uma queda de 8,65% no ano passado.

A economista destacou a importância do programa governamental Move Brasil, que disponibiliza crédito para a compra de caminhões, como fator positivo para evitar números negativos de crescimento. “Esse programa vai contribuir para ter um desempenho positivo no segmento neste ano”, afirmou.

No entanto, Tereza Fernandez ressalta que as condições macroeconômicas atuais ainda limitam o crescimento sustentável do setor. “O risco inflacionário está segurando os juros, o que impede um desempenho mais robusto”, concluiu.

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