Veja o cronograma de aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19

A partir de segunda-feira (4/10), cerca de 98 mil moradores de Curitiba que receberam a primeira dose da vacina anticovid devem retornar aos pontos de vacinação para completar o ciclo de imunização com a segunda dose. Pessoas vacinadas com a vacina da Pfizer terão as segundas doses antecipadas. Aqueles vacinados com Coronavac e Astrazeneca receberão a segunda dose no prazo normal de aplicação. (Veja o cronograma abaixo.)

É importante que as pessoas que foram vacinadas com a primeira dose da Pfizer fiquem atentas à data da segunda dose, disponível no aplicativo Saúde Já. Conforme  a disponibilidade de doses em estoque, a segunda aplicação vem sendo antecipada.

O objetivo é cumprir a determinação do Ministério da Saúde de redução do intervalo ente as doses para oito semanas.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) não está enviando mensagem avisando da antecipaçao das vacinas Pfizer. Foi alterada a data da segunda dose no aplicativo e é lá que deve ser feita a consulta (veja abaixo como consultar).

A SMS lembra que todas as pessoas que, por alguma razão, perderam a data de aplicação da segunda dose marcada no aplicativo, podem procurar um dos pontos de vacinação para completarem o ciclo de imunização.

Cronograma de aplicação da segunda dose da vacina.

Como consultar o dia da segunda dose

Pelo aplicativo Saúde Já:
1 – Abrir o aplicativo no celular;
2 – Clicar em “Carteira de Vacinação”;
3 – Visualizar a data que aparece em Próximas Vacinas;
4 – Procurar um dos pontos de vacinação da cidade que estejam abertos nesse dia.

Pelo site:
1 – Abrir www.saudeja.curitiba.pr.gov.br;
2 – Clicar em “Vacinação”;
3 – Visualizar a data que aparece em Próximas Vacinas;
4 – Procurar um dos pontos de vacinação da cidade que estejam abertos nesse dia.

O que levar

Para receber a segunda dose da vacina, basta procurar um dos pontos de vacinação da cidade, das 8h às 17h, levar um documento de identificação com foto e CPF. A partir desta segunda-feira (4/10) serão 27 locais para vacinação (veja lista abaixo). 

Repescagem

Na segunda-feira (4/10) os pontos estarão atendendo o público da primeira dose na repescagem contínua. São aqueles que já foram convocados, mas ainda não compareceram, inclusive os adolescentes nascidos entre 2 de outubro de 2003 e 31 de dezembro de 2005.
Também segue sendo aplicada a segunda dose e a dose de reforço para os que não compareceram na data do agendamento.

Cronograma da semana para segunda dose

Segunda dose de Coronavac:
– 4 de outubro – Vacinados com a primeira em 7, 8 e 9 de setembro;
– 5 de outubro – Vacinados com a primeira em 10 de setembro;
– 6 de outubro – Não há agendamento;
– 7 de outubro – Não há agendamento;
– 8 de outubro – Vacinados com a primeira em 13 de setembro.

Segunda dose de AstraZeneca
– 4 de outubro – Vacinados com a primeira em 10 de julho;
– 5 de outubro – Vacinados com a primeira em 12 e 13 de julho;
– 6 de outubro – Vacinados com a primeira em 14 de julho;
– 7 de outubro – Vacinados com a primeira em 15 de julho;
– 8 de outubro – Vacinados com a primeira em 16 de julho.

Segunda dose de Pfizer
– 4 de outubro – Vacinados com a primeira em 3, 4 e 5 de agosto;
– 5 de outubro – Vacinados com a primeira em 6 de agosto;
– 6 de outubro – Vacinados com a primeira em 7 e 8 de agosto;
– 7 de outubro – Vacinados com a primeira em 9,10, 11 e 12 de agosto;
– 8 de outubro – Vacinados com a primeira em 13 de agosto

Locais de vacinação

Das 8h às 17h

1 – US Ouvidor Pardinho 
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho
 
2 – Centro de Referência, esportes e atividade física 
Rua Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra
 
3 – US Salvador Allende 
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado
 
4 – US Parigot de Souza 
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado
 
5 – US Vila Diana 
Rua René Descartes, 537 – Abranches
 
6 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira 
Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri
 
7 – US Bairro Alto 
Rua Jornalista Alceu Chichorro, 314 – Bairro Alto
 
8 – US Santa Efigênia 
Rua Voltaire, 139  – Barreirinha
 
9 – US Atuba 
Rua Rio Pelotas, 820 – Bairro Alto
 
10 – US Tarumã 
Rua José Veríssimo, 1352 – Bairro Alto
 
11 – US Abranches 
Rua Aldo Pinheiro, 60 – Abranches
 
12 – US Jardim Paranaense 
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão
 
13 – US Visitação 
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão
 
14 – US Camargo 
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru
 
15 – US Uberaba 
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba
 
16 – Clube da Gente CIC 
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira, nº 700
 
17 – US Oswaldo Cruz 
Rua Pedro Gusso, 3749 – Cidade Industrial
 
18 – US Vila Feliz 
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo
 
19 – US Aurora 
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo
 
20 – US Pinheiros 
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade
 
21 – US Orleans 
Av. Ver. Toaldo Túlio, 4.577 – Orleans
 
22 – US Campina do Siqueira 
Rua General Mário Tourinho, 1684 – Campina do Siqueira
 
23 – US Butiatuvinha
Avenida Manoel Ribas, 8640 – Butiatuvinha
 
24 – US São Braz
Rua Antonio Escorsin, 1960 – São Braz
 
25 – Rua da Cidadania do Tatuquara 
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n
 
26 – Rua da Cidadania do Fazendinha 
Rua Carlos Klemtz, 1.700
 
27 – US Santa Quitéria 2 
Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

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Matinhos reabre ´hospital de campanha´ após aumento de casos de Covid-19

A Prefeitura de Matinhos, no litoral do Estado, colocou em funcionamento a partir deste sábado (15) o Pavilhão da Cura na Arena Vicente Gurski. O local foi organizado para atender casos de síndromes respiratórias. A estrutura funciona no sistema de ´hospital de campanha´. No local também são realizados testes rápidos para identificar a Covid-19. Além disso, é realizada a entrega de medicações que são prescritas pelos médicos que prestam atendimento da Arena.

O Pavilhão da Cura vai funcionar, segundo a Secretaria da Saúde, ininterruptamente durante 24 horas por dia. Com a medida, a UPA 24 horas voltou a atender somente casos clínicos e não está fazendo atendimento dos casos de Covid e outros sintomas respiratórios.

Na última quarta-feira (12), a Prefeitura de Matinhos determinou a adoção do ´passaporte da vacina` na cidade e a obrigatoriedade da imunização para todos os servidores municipais. As novas regras foram publicadas em três decretos com medidas de prevenção.

As novas medidas levam em conta a alta dos casos positivos para Covid-19 entre os dias 23 de dezembro e 10 de janeiro, o crescimento no número de pacientes positivados para os vírus da Influenza e também os casos de coinfecção de Covid-19 e Influenza na cidade.

Vacinação em massa contra a Covid-19 salvou a vida de muitos paranaenses, diz Beto Preto

Na véspera de completar um ano da aplicação da primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Estado, o Paraná registra um número de mortes muito inferior do que nas fases mais agudas da pandemia. Em 18 de janeiro de 2021, quando a enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, da linha de frente do Hospital do Trabalhador, recebeu o primeiro imunizante, o momento era de incertezas em relação à duração da imunidade e eficácia das vacinas contra as possíveis novas variantes, ou também se seriam capazes de conter os sintomas mais críticos e até fatais da doença.

Um ano depois, por conta da vacinação em massa, o cenário é outro. Em janeiro de 2021, por exemplo, foram contabilizados 1.936 óbitos, enquanto neste mês, até o momento, foram 34. Com mais de 70% da população imunizada com as duas doses, o Paraná conseguiu superar os períodos mais críticos da pandemia e evitou a morte de muitos paranaenses, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, em entrevista concedida para a Agência Estadual de Notícias. Atualmente, os paranaenses estão recebendo a terceira dose (reforço) e em alguns casos a quarta.

Durante a conversa, o secretário também destacou a mobilização do Governo para viabilizar a campanha de vacinação, falou sobre como a imunização contribuiu para a redução da ocupação de leitos no Estado, e lamentou os impactos de quem escolheu não se vacinar: são a maioria entre os internados com quadros mais graves da infecção. Além disso, no último sábado (15), chegou a vez de imunizar as crianças com idade entre 5 e 11 anos, o que Beto classificou como “a vacina da esperança”.

O secretário também alertou para uma possível tendência de aumento no número de casos de Covid-19 no Estado – ainda que leves devido a população imunizada – por conta da variante Ômicron, que teve o primeiro caso confirmado no último dia 12 de janeiro, mas fez questão de ressaltar a eficácia das vacinas contra a nova variante.

Por fim, reforçou a importância de que ainda sejam mantidos os cuidados básicos para evitar a transmissão do vírus, como o uso de máscara e o distanciamento social; e abordou outros assuntos relevantes, como o calendário vacinal contra a H3N2 e novos investimentos em cirurgias eletivas no Estado, que devem chegar a R$ 50 milhões.

Quais os efeitos da vacinação no Paraná, um ano após a primeira aplicação?

A vacina é o milagre da vida. Nós conseguimos ultrapassar esses momentos difíceis por causa da vacina. Sem ela, teríamos perdido a vida de muitos paranaenses. Infelizmente alguns sucumbiram, mas nós teríamos perdido ainda mais. Nós passamos o ano de 2020 inteiro sem vacina. Quando começou a ser aplicada, trouxe esperança. Neste momento, em 2022, com a chegada da variante Ômicron oficialmente ao Paraná, percebemos a mudança no padrão de contaminação: é mais rápido, mais objetivo. Estamos diante de algo que é muito difícil de controlar e só estamos conseguindo manter os casos ainda sob controle, sem necessidade do aumento de internamentos e também sem contar mais óbitos do que já vínhamos contando, porque temos uma população vacinada.

Em relação aos paranaenses que ainda não se vacinaram. Qual o impacto para a população de maneira geral?

O impacto é que hoje, daqueles que estão internados, 80% a 90% não tomaram a primeira dose ou não completaram o esquema vacinal. Então isso já demonstra que quem está ficando doente agora é quem está pouco vacinado ou não vacinado. A vacina é fundamental. E quem não toma vacina está vulnerável, vira uma presa fácil dos vírus. Começa a ocorrer uma seleção natural, o vírus vai tentando se reproduzir através da infecção e ele vai procurar o hospedeiro que tenha menos imunidade. Quem não tomou vacina está com menos imunidade que os outros nesse momento, por isso a necessidade de vaciná-los. E para isso basta procurar uma unidade de saúde. Temos doses disponíveis.

A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Paraná. Junto com outros sete colegas que desde o início da pandemia atuam na linha de frente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, às 21h48 desta segunda-feira (18), a parnanguara recebeu a primeira dose do imunizante, em evento na capela do Hospital do Trabalhador, em Curitiba. – Curitiba, 18/01/2021

Como está a ocupação de leitos no Paraná? Isso é resultado da vacinação?

Sem dúvida é resultado da vacinação. A nossa vacinação foi exemplar. Conseguimos diminuir a ocupação mês a mês nos últimos seis meses. Nós criamos uma estrutura enorme aqui no Paraná. Tínhamos 1.200 leitos de UTI credenciados junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), nós criamos outros 2 mil leitos em um ano, dobramos a capacidade em poucos meses, isso é digno de nota. É uma estrutura que foi montada sem precedentes no Paraná, para enfrentar algo também sem precedentes que é essa pandemia do coronavírus.

Estamos vivendo um momento de aumento no número de casos por conta da nova variante. Como a Secretaria de Saúde trabalha nesse cenário?

Nós tivemos nos últimos dias Natal e Ano Novo aglomerações, viagens, reuniões familiares, grandes shows. Esse é o momento de tomar todas as medidas não farmacológicas de novo, e dar muito foco na vacina. Infelizmente, ajudamos a acelerar a transmissão do vírus, que vem se comportando com quadros mais leves, mas não são quadros mais leves porque essa variante é mais fraca, são mais leves porque as pessoas estão vacinadas. Nossos leitos de enfermarias e de UTIs ainda estão em um número suportável, porém, se não houver um grande esforço coletivo nas próximas semanas, talvez tenhamos mais paranaenses internados nos leitos dos nossos hospitais.

Há tendência de crescimento de casos? Qual a recomendação da Secretaria de Saúde para os próximos dias e em relação ao Carnaval?

Nosso comitê interno está debatendo os assuntos. Num primeiro momento não vamos tomar nenhuma medida que venha a trazer restrição absoluta da circulação das pessoas. Mas a gente reitera o pedido de convencimento para que todos possam de uma forma ou de outra fazer o combate ao coronavírus. Nós precisamos de todos com máscara, lavagem das mãos, os cuidados com o álcool em gel, tudo aquilo que nós temos preconizado ao longo de dois anos e que precisa ser mantido, além do foco na vacina.

Como o senhor avalia a mobilização do Estado nesse último ano para a aplicação dos imunizantes?

Primeiro, partimos do pressuposto que nós temos um Governo do Estado municipalista e, no Sistema Único de Saúde (SUS), nós precisamos que o sistema tripartite possa funcionar como um relógio: governo federal comprando as vacinas, seringas e agulhas; nós aqui no Estado fazendo a logística, montando a estratégia e ajudando os municípios com mais insumos; e efetivamente os municípios lá na ponta, fazendo a aplicação dessas vacinas, buscando as pessoas. Nossa imunização é exemplar porque temos a cultura da vacina no Paraná. Temos pessoas extremamente conhecedoras do tema, e que nos ajudam a fazer acontecer a vacinação lá na ponta. Através delas, nós tivemos esse resultado tão positivo, mas que não acabou. A tarefa continua. Temos vencido várias batalhas, mas a guerra não foi vencida. Temos agora essa variante Ômicron, com todas as suas interfaces, por isso a necessidade de fazer rapidamente chegar ao braço dos paranaenses a vacina da dose de reforço, a vacina da segunda dose de quem não tomou e aqueles paranaenses que ainda insistem em não tomar a primeira dose.

A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, do Hospital do Trabalhador, recebeu a primeira vacina do Paraná. Foto: Rodrigo Félix Leal/AEN

E o que se sabe sobre a capacidade das vacinas em relação à nova variante?

Todas as vacinas utilizadas no Brasil têm efeito sobre a nova variante. Talvez não tenham o mesmo efeito que tinham contra a variante Delta, contra a cepa P.1, mas o efeito cruzado disso tudo ainda é muito forte, então ainda podemos utilizar essas vacinas. Os laboratórios estão trabalhando em vacinas diferentes já para tentar combater as novas variantes, então logo nós teremos novidades. Enquanto isso, vamos fazer a vacinação acontecer, como está sendo ofertada a nossa população.

Qual a expectativa para a vacinação das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos?

É a vacinação da esperança. Fizemos uma luta grande para que não houvesse a necessidade da receita médica. As sociedades brasileiras de especialistas, infectologia, imunizações, pediatria, todos indicam vacinas. Contar com a possibilidade de uma vacina para o pai e a mãe que já estão vacinados e que agora podem ter a honra de vacinar seus filhos, tenho certeza que é a vacina da esperança.

E como está a questão da Influenza e outros calendários vacinais? Os números de vacinados são aceitáveis ou as pessoas estão deixando de buscar os postos de vacinação para a imunização de outras doenças?

Nós tivemos um calendário um pouco tumultuado em 2021 porque a prioridade total foi a Covid-19 e as pessoas não queriam saber de outros assuntos. E aí teve a chegada no verão de um vírus que é do inverno, que é a Influenza H3N2. A vacina contra a Influenza também existe, temos ainda 600 mil doses em estoque em todo o Paraná, pedimos às pessoas que possam se vacinar contra esse vírus, que também o façam.

E, após um ano de controle mais rígido, como está a questão das cirurgias eletivas? É algo que pode avançar esse ano e como isso será feito?

Nos preparamos para fazer o maior pacote de cirurgias eletivas da história do Paraná. É um investimento histórico que o governador Ratinho Junior autorizou, ainda nem lançamos oficialmente. O maior investimento da história do Paraná em cirurgias eletivas do Fundo Estadual de Saúde foi de R$ 12 milhões. Nós preparamos um pacote de R$ 50 milhões. Queremos fazer cirurgias eletivas em todos os cantos do Paraná, em todas as Regionais de Saúde, e não centralizá-las em cinco, seis ou oito hospitais. Queremos que os hospitais municipais de pequeno porte façam parte dessa rede. Então é realmente um passo adiante na regionalização de saúde. Se a pandemia permitir, talvez não tenhamos que fazer um movimento diferente e logo soltar essa grande campanha de cirurgias eletivas.