Variante do novo coronavírus encontrada em Manaus se espalhou pelo país

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou ontem (11) que a variante do novo coronavírus encontrada em Manaus já está presente em outros estados. Acrescentando se tratar de um dado epidemiológico, ele afirmou que em 13 de janeiro o Ministério da Saúde identificou a disseminação da variante do vírus.

“Fizemos o alerta epidemiológico e passamos a ver que essa cepa já estava no país. Senhores, a cepa está no Brasil como um todo. Isso é dado epidemiológico. Não existe a possibilidade de ser fazer uma redoma em Manaus e achar que se resolveu o problema”, disse o ministro no Senado.

Pazuello participou de sessão de debates no plenário do Senado, onde respondeu perguntas de senadores em uma sessão de cinco horas de duração. O ministro afirmou que essa variante do vírus não foi importada do Reino Unido ou da África do Sul, onde também foram encontradas novas cepas, e afirmou que, apesar de estar espalhada pelo país, epidemiologistas dizem que não significa que ela será dominante. Isso dependerá, segundo ele, das características de cada estado e dos vírus lá presentes.

“Em Manaus, 95% dos exames para identificação do vírus identificam essa nova linhagem. Isso não quer dizer que só exista em Manaus ou que Manaus esteja distribuindo para o Brasil. A existência dessa linhagem não quer dizer que ela vai se tornar dominante naquele local. Não é uma cepa importada, ela já estava lá. Só foi ocupando espaço em relação às outras”, disse o ministro.

Debate

Pazuello foi convidado pelos senadores para explicar as medidas do ministério para combate à covid-19 no país. Durante toda a tarde e parte da noite, ele foi questionado sobre ações do ministério e foi alvo de críticas de vários senadores. Para eles, o governo demorou na adoção de estratégias eficazes para combater a pandemia e adotou discursos negacionistas em relação ao vírus.

“O que nós vimos nos últimos meses é a total falta de estratégia e mesmo de tática, para que pudéssemos vencer esta pandemia”, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

Em resposta, Pazuello defendeu as ações do ministério e a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante da pandemia, reconhecendo as possibilidades de falha nessa resposta. “A capilaridade desse sistema permitiu que a gente tivesse uma boa resposta. Talvez não a ideal, talvez não a perfeita, mas ela teve uma boa resposta. E essas ações sempre serão tripartites, sempre serão pactuadas entre governo federal, estadual, municipal, Conas [Congresso Nacional de Saúde], Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde] e o ministério”.

Questionado, Pazuello negou que a política do ministério seja recomendar o uso de medicamentos para covid-19 ou para qualquer doença. “O Ministério da Saúde não faz protocolo para uso de medicamentos”. De acordo com o ministro, as orientações foram relacionadas ao uso do medicamento, caso o médico prescreva, “com atenção às doses, para não haver excesso”. “O Ministério da Saúde não indica medicamento para esta ou aquela doença”, acrescentou.

Pazuello afirmou ainda que houve um erro em uma plataforma digital do ministério. Essa plataforma induziu o uso de medicamentos e, conforme explicou o ministro, foi retirada do ar e o servidor responsável pelo erro foi afastado. “Se alguém do ministério coloca uma ideia fora da linha do ministério e isso chegar para mim, será tratado como manda o regulamento”.

O ministro também afirmou que o governo pretende vacinar toda a população ainda em 2021. Além disso, vê o Brasil como um produtor de vacinas mais do que um comprador. Pazuello entende ser esse o “destino” do país, após começar a produzir em solo nacional a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, e a vacina da Oxford/AstraZeneca.

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Bolsonaro testa negativo para Covid após viagem a Nova York

Após ter sido submetido a um teste, neste domingo (26), para detectar se havia sido reinfectado pela Covid-19, o resultado do exame do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu negativo para a doença. O presidente teve que realizar o teste após alguns membros da sua comitiva para Nova York terem testado positivo para doença. A informação foi confirmada ao Metrópoles.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, também testou negativo para a doença. O mandatário da pasta realizou o exame, nesse sábado (25). Neste domingo (26), ele esteve no Palácio da Alvorada para se encontrar com Jair Bolsonaro (sem partido).

Para ler a matéria completa do Portal Metrópoles, parceiro da Banda B, clique aqui

Curitiba chega a 61% da população com imunização completa

Curitiba ultrapassou, nesta quinta-feira (23/9), a marca de 60% de pessoas com 18 anos ou mais com a imunização completa contra a covid-19. Até quinta, 849.681 curitibanos da população adulta haviam recebido a segunda dose da vacina e outras 38.082 pessoas receberam a vacina em dose única, totalizando 61% da população adulta.

Desde o início da campanha de vacinação contra o novo coronavírus, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou, até quinta-feira (23/9), um total de 1.424.260 pessoas com a primeira dose da vacina anticovid ou com o imunizante de dose única (Janssen).

Já são 1.386.178 curitibanos que receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Desse total, foram vacinados: 864.232 pessoas da população entre 18 e 64 anos (convocadas por idade); 213.576 idosos com 65 anos ou mais; 117.890 pessoas com comorbidades; 13.390 gestantes e puérperas; 8.710 pessoas com deficiência; 82 indígenas; 1.141 pessoas em situação de rua; 7.017 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência; 97.903 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação); 16.360 trabalhadores das forças de segurança; 42.593 educadores (entre professores e trabalhadores da Educação Básica e Ensino Superior) e 1.252 trabalhadores da limpeza pública.

Total de aplicações

O município também está aplicando as doses de reforço para idosos de 70 anos ou mais que já completaram o ciclo de imunização e pessoas imunossuprimidas com o esquema vacinal anticovid completo. Até esta quinta-feira (23/9), 17.894 pessoas receberam a dose de reforço. 

A cidade já aplicou 2.291.835 unidades da vacina anticovid – primeira, segunda doses, dose única e dose de reforço. Ao todo, 98% da população de Curitiba acima de 18 anos já recebeu ao menos uma dose e 61% da população acima de 18 anos de idade foram vacinadas com as duas doses ou a vacina de dose única, concluindo o esquema de imunização contra o novo coronavírus.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 2.593.864 doses de vacinas, sendo 1.529.218 para primeira dose, 1.025.671 para segunda dose e 38.975 doses de aplicação única. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como por exemplo, quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.