Urbs acionará na Justiça torcidas e clubes por danos ao transporte público

A Urbs (Urbanização de Curitiba S/A) está levantando os números do prejuízo causado por torcedores dos clubes Athletico Paranaense e Coritiba, que na noite desta quarta-feira (30/1) invadiram ônibus e terminais do transporte coletivo da cidade, no primeiro Atletiba do ano. O levantamento servirá para registro de Boletim de Ocorrência e também medidas na Justiça contra as torcidas organizadas e os clubes.

A Urbs (Urbanização de Curitiba S/A) está levantando os números do prejuízo causado por torcedores dos clubes Athletico Paranaense e Coritiba, que na noite desta quarta-feira (30/1) invadiram ônibus e terminais do transporte coletivo da cidade, no primeiro Atletiba do ano.
Curitiba, 30/01/2019
Foto:Divulgação/URBS

“A sociedade não pode pagar pelo prejuízo desses vândalos, vamos tomar medidas para que sejam penalizados e arquem com os custos”, disse o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Nos terminais Fazendinha, Pinheirinho e Capão da Imbuia torcedores quebraram catracas de embarque, elevadores e janelas de ônibus. Com a quebradeira, alguns ônibus tiveram que ser recolhidos, atrasando a operação das linhas.

O Interbairros III, por exemplo, teve as mangueiras das portas arrancadas. Na estação-tubo Passeio Público, um biarticulado da linha Santa Cândida/Capão Raso foi depredado. Alguns ônibus que partem da Praça Rui Barbosa, no Centro, também foram danificados.

Confira o vídeo:


 

Guarda Municipal

A Guarda Municipal registrou 12 ocorrências de confronto e tumulto entre torcidas rivais na noite desta quarta-feira. A maioria dos casos envolvia pequenos grupos de pessoas.

Na estação-tubo Maria Clara, um ônibus biarticulado da linha Santa Cândida/Capão Raso, que seguia sentido Centro, foi danificado durante a briga. Segundo relato de passageiros, um grupo de torcedores do Coritiba arremessou uma pedra contra uma das portas do coletivo, estilhaçando o vidro.

Outros casos foram registrados nos terminais Vila Oficinas, Pinheirinho, Capão da Imbuia e Portão e nas estações-tubo Vila Nova, Centro Cívico e Passeio Público. “Vamos somar isso ao nosso levantamento e tomar providências na Justiça”, disse o presidente da Urbs.

 

Via: Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba

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“Meta é ter 100% das linhas Inter 2 e Leste-Oeste com ônibus elétricos em cinco anos”, diz presidente do Ippuc

Estudos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) para subsidiar a mudança da matriz energética do transporte público incluem projeções das tendências de adensamento populacional nas áreas de abrangência dos corredores Norte-Sul, Leste-Oeste, Linha Verde e no itinerário do Inter 2, o número de domicílios existentes e a população residente na região desses eixos, entre outras variáveis.

A entrada em operação dos ônibus elétricos está prevista nos projetos do Novo Inter 2, com financiamento já formalizado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e do corredor Leste-Oeste, com linha de crédito em negociação com o New Development Bank (NDB).

Os investimentos de Curitiba em infraestrutura viária, de transporte e em novas estações para a inserção da eletromobilidade na Rede Integrada de Transporte (RIT) somam US$ 227,1 milhões, considerando os recursos do BID (US$ 106,7 milhões do banco + US$ 26,7 milhões da Prefeitura), NDB (US$ 75 milhões + US$ 18,7 milhões da Prefeitura). A esse montante de investimentos deverão ainda ser somados recursos para a aquisição da frota de veículos elétricos e a implantação de infraestrutura de carregamento.

“Nossa meta é ter 100% das linhas Inter 2 e Leste-Oeste operando com ônibus elétricos em cinco anos”, afirma o presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur.

O planejamento operacional em curso pelo Ippuc e Urbs, que inclui os tipos de veículos a serem utilizados em uma primeira fase de funcionamento do Inter 2 com nova matriz energética, aponta para a operação de 54 ônibus elétricos articulados, com 18 metros de comprimento e capacidade para 150 passageiros.

Hoje, a frota operante do Inter 2 é de 67 ônibus, entre 29 modelos Padron e 38 articulados. A substituição para o modal elétrico será gradativa. Os estudos estão sendo feitos conforme a disponibilidade dos fabricantes e modelos de ônibus elétricos existentes em operação.

No eixo Leste-Oeste, operam atualmente 80 ônibus biarticulados, com 25 metros de comprimento, e capacidade para 230 passageiros. Para esse corredor, a operação inicial estima 60 ônibus articulados elétricos, com 23 metros de comprimento e capacidade para 180 pessoas.

Ilustração da futura estação do Ligeirão Leste-Oeste com ônibus elétrico na Avenida Affonso Camargo. Ilustração: IPPUC

População beneficiada

Os estudos do Ippuc estão alinhados à nova legislação de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo (Lei nº 15511/2019), tendo sido orientados pela Diretoria de Planejamento do Ippuc e produzidos pelo setor de Monitoração do Instituto.

Segundo os dados tabulados pelo Ippuc, as linhas que circulam pelo itinerário do Novo Inter 2 (Ligeirinho e Interbairros II) e pelo Corredor Leste-Oeste têm influência direta em uma área de abrangência de 58 Km², extensão que equivale a 13% do território da cidade. 

“Embora os eixos de transporte não ocupem uma grande escala territorial, o número de domicílios localizados na área de abrangência deles representa 21% do total da cidade. Isso condiz com o que está na Lei de Zoneamento, que prevê maior densidade ao longo dos eixos de transporte”, explica a arquiteta Mônica Máximo da Silva, da gerência de Monitoração do Ippuc.

A população diretamente beneficiada pelas linhas de transporte chega a 332 mil pessoas residentes (Censo Demográfico 2010) e 102 mil pessoas que se deslocam diariamente para esses pontos de referência (Pesquisa Origem e Destino 2016-2017).

Para o corredor Leste-Oeste, projetado para a operação de ônibus elétricos na ligação de Pinhais à CIC Norte, o estudo aponta três cenários, ambos com maior acréscimo de usuários no extremo oeste da cidade. Foram estudados o cenário “conservador”, pelo método tendencial: acréscimo populacional de 13% nos próximos 20 anos (2020 – 2040); o cenário “urbanístico”, realizado a partir de parâmetros construtivos: aumento populacional de 37% no mesmo período; e o cenário “ousado”, pelo método da taxa média geométrica: acréscimo populacional de 47% nos próximos 20 anos (2020 – 2040).

“Independentemente do cenário, a expectativa é que o acréscimo seja superior no extremo oeste do eixo, que além de já vir de uma maior variação populacional no período recente, é o trecho menos consolidado e com maior potencial de acréscimo”, observa Mônica.

Segundo o estudo do Ippuc, em relação ao volume de viagens atraídas, é possível observar que todos os trechos do corredor Leste-Oeste têm abrangência metropolitana, atraindo viagens originadas em municípios vizinhos.

Em Brasília, Ratinho Junior defende modelo de pedágio baseado na menor tarifa

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior defendeu nesta semana, em reuniões com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a necessidade da implementação de um modelo de pedágio que respeite o anseio da sociedade paranaense pela menor tarifa, sem outorga. 

O Ministério de Infraestrutura estudará as mudanças sugeridas pelo Paraná e apresentará um novo modelo. A ideia é que o novo projeto seja justo com o desejo dos paranaenses.

A intenção, ressaltou o governador, é nortear a concessão dos 3.327 quilômetros de rodovias que cortam o Paraná em torno de duas diretrizes: maior número de obras e menor valor de tarifa cobrada do usuário. Os atuais contratos de pedágio terminam em novembro deste ano.

“O governo federal deve fazer mudanças e apresentar uma nova proposta ao Paraná. Reforçamos o desejo de todos os paranaenses por uma tarifa mais baixa, com a execução de obras e que o leilão ocorra na Bola de Valores de São Paulo, com a maior transparência possível. Esse é o nosso compromisso com a infraestrutura do Paraná”, destacou Ratinho Junior.

As propostas apresentadas pelo governador estão alinhadas ao modelo proposto pelo G7, grupo das principais entidades do setor produtivo paranaense, que entregou ao Ministério da Infraestrutura documento solicitando alterações no modelo de pedágio proposto para o Paraná.

Os empresários pedem que a licitação da concessão seja pela menor tarifa, sem limite de desconto; garantia de execução das obras por meio de depósito caução; adequação no degrau tarifário das pistas duplicadas; a desoneração do PIS/Cofins que incide sobre as tarifas de pedágio; e a transparência total no processo.

“Junto com o setor produtivo e lideranças locais, o Governo do Paraná defende um modelo que contemple o que a população nos exige: o menor valor na tarifa de pedágio”, afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Os novos traçados, segundo demanda do Governo do Estado, estão divididos em seis lotes, mas com desenhos diferentes do atual, já que incluem rodovias que não estavam contempladas até então, como a PR-323, no Noroeste, a PR-280, no Sudoeste, e a PR-092, no Norte Pioneiro. O conjunto de rodovias em projeto é formado por estaduais (35%) e federais (65%).

Sandro Alex reforçou o pedido para que as obras sejam executadas em sua grande maioria nos primeiros anos do contrato. O pacote atual, lembrou ele, prevê a duplicação de 1.783 quilômetros (90% até o sétimo ano do acordo), a construção de 10 contornos urbanos, 253 quilômetros de faixa adicional nas rodovias já duplicadas e de 104 quilômetros de terceira faixa para apoio ao trânsito.

A proposta contempla ainda sinal de wi-fi em todos os trechos de estradas, câmeras de monitoramento e iluminação em LED.