Universidades estaduais do Paraná se destacam em avaliação do Ministério da Educação

As universidades estaduais do Paraná se destacaram na avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC) 2019 divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O conceito avalia anualmente a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) ofertados em universidades, centros universitários, faculdades e institutos tecnológicos das redes pública e privada.

O resultado final do IGC, divulgado na última sexta-feira (23), é composto por cinco faixas que variam de 1, a nota mais baixa, a 5, o conceito máximo. Ao todo, 2.070 instituições públicas e privadas, que envolvem 24.145 cursos de 100 áreas do conhecimento, foram avaliadas.

As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro) e do Norte do Paraná (Uenop) conquistaram conceito 4. A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) ficou com conceito 3.

“Essa classificação evidencia um crescimento qualitativo das nossas universidades estaduais no cenário nacional. Sabemos que a comunidade acadêmica das instituições tem se esforçado para garantir uma formação de qualidade para os nossos alunos, além de desenvolverem pesquisas científicase ações de extensão, que contribuam com o desenvolvimento do Estado”, destacou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

O diretor de Avaliação Institucional da Pró-Reitoria de Planejamento e Avaliação Institucional da Uenp, Daniel Trevisan Sanzovo, afirma que a análise do gráfico do IGC da instituição demonstra que o indicador vem crescendo desde 2014.

“É importante destacar que, assim como foi primordial alcançarmos a faixa 4, é de suma importância permanecer nessa faixa e avançar para a 5. Como os IGCs contínuos mostram, estamos nesse momento de consolidação na faixa 4 para, posteriormente, avançarmos até a faixa 5”, explicou.

PROTAGONISMO 

Entre as universidades estaduais brasileiras, a posição do Paraná é de protagonismo. A UEL aparece como a 4ª melhor estadual do Brasil, seguida pela UEM em 6ª, Unicentro em 7ª e Unioeste em 8ª posição. Fechando a lista das 25 melhores estão: UEPG em 11ª, Uenp em 17ª e Unespar na 24ª colocação.

“O sistema estadual de ensino superior público do Paraná se consolida na faixa 4 do IGC, demonstrando o protagonismo das instituições. Estamos sempre buscando melhorar e qualificar a formação de pessoas, as pesquisas e todo o trabalho da universidade”, destacou o reitor da UEM, Julio César Damasceno.

No comparativo com as universidades, faculdades e centros universitários públicos e privados do Paraná, as estaduais também estão entre as 21 melhores. A UEL ficou em 3º, a UEM em 4º, Unicentro em 5º e Unioeste em 6º. A UEPG aparece em 17º e a Uenp em 21º lugar.

A diretora de Avaliação e Informação Institucional da Pró-reitoria de Planejamento (Proplan), Elisa Emi Tanaka Carloto, avalia que essa expansão do IGC 2019 está ligada ao comportamento dos colegiados de cursos, que passaram a dar maior atenção aos critérios de avaliação interna.

“É um trabalho conjunto feito nos últimos anos. Os apontamentos do MEC orientaram as reformulações curriculares. Também foram consideradas as orientações da Capes, incorporadas aos programas de pós-graduação”, ressaltou.

CÁLCULO 

O cálculo matemático para chegar ao IGC leva em conta os seguintes aspectos: a média do Conceito Preliminar de Curso (CPC), considerando o último ciclo do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como referência; a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu, atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última avaliação trienal; e a distribuição dos estudantes entre as diferentes etapas de ensino superior (graduação ou pós-graduação stricto sensu).

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Ensino de espanhol pode se tornar obrigatório nas escolas públicas no Paraná

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi protocolada na Assembleia Legislativa pelo deputado Arilson Chiorato (PT) para instituir o ensino da língua espanhola como disciplina obrigatória nas escolas públicas no Paraná. A proposição, que endossa a luta do Movimento Fica Espanhol, prevê o ensino do idioma do ensino fundamental II ao final do ensino médio, em todas as escolas paranaenses, no horário regular de ensino, no mínimo, de duas horas-aulas por semana.

O deputado Arilson avalia que a PEC do Espanhol, caso seja aprovada, irá representar um avanço para o processo de formação dos estudantes. “Saber um novo idioma, em especial o espanhol, língua falada por nossos vizinhos, abre não só um leque de possibilidades na comunicação pessoal, como também profissional. Com certeza, vai facilitar a integração a sul-americana e o desenvolvimento regional”, avalia.

Ainda segundo Arilson, a implementação do ensino da língua espanhola na Educação Básica faz parte de uma estratégia eficaz para assegurar a formação de uma comunidade latino-americana de nações a longo prazo, promovendo a integração social e cultural dos povos da América Latina, conforme prevê o artigo 4º da Constituição Federal do Brasil.

A professora universitária Amábile Piacentine, de Apucarana e integrante do Movimento Fica Espanhol, lembra que a luta começou em 2016. “Ver a PEC do Espanhol ser protocolada traz um misto de gratidão, ansiedade e esperanças. Gratidão ao deputado Arilson Chiorato e aos deputados e deputadas que assinaram e estão assinando à PEC; ansiedade acompanhando cada um que assina, que indica, que se manifesta a favor, que escreve uma moção de apoio, que deixa uma mensagem nas redes sociais, etc., e esperança de que o resultado seja favorável ao Paraná, que essa PEC seja aprovada e que nossas crianças, adolescentes e jovens tenham esse direito assegurado, que o Espanhol seja para todos e esteja em todas as escolas”,  diz Amábile.

A proposta foi assinada também pelas deputadas Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PSC) e peos deputados Ademir Bier (PSD), Anibelli Neto (MDB), Delegado Fernando Martins (PSL), Delegado Jacovós (PL), Do Carmo (PSL), Galo (PODE), Goura (PDT), Luiz Fernando Guerra (PSL), Michele Caputo (PSDB), Nelson Justus (DEM), Professor Lemos (PT), Requião Filho (MDB), Soldado Adriano José (PV), Soldado Fruet (PROS), Tadeu Veneri (PT) e Tercílio Turini (CDN).

A PEC precisa ser analisada incialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que aprovará ou não a admissibilidade da proposta. Caso aprovada, será criada uma Comissão Especial para análise da proposição. após parecer desta Comissão, o texto segue para votação em plenário, sendo necessário 33 votos favoráveis em dois turno de votação para a aprovação da PEC.

Dados – O espanhol é falado por mais de 585 milhões de pessoas em diferentes países do mundo. É o segundo idioma em relevância comercial. A língua oficial de 21 países, sendo que 19 deles na América, 7 países fazem fronteira com o Brasil e 2 países fazem fronteira com o estado do Paraná. Também é língua de estudo de mais de 22 milhões de alunos em 110 países, inclusive na China e no Japão, que são os principais países parceiros do Brasil em transações comerciais fora da América Latina.

Na perspectiva econômica, a língua é um componente essencial de capital humano e social de uma comunidade, estima-se que 15% do Produto Interno Bruto (PIB) de um estado está vinculado à língua.

No campo educacional, desde 2010, o espanhol é opção para nossos estudantes na prova de Língua Estrangeira do ENEM e, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), desde essa data em todos os anos, sem exceção, o percentual de alunos que escolhe Espanhol é superior ao que escolhe Inglês.

 

Inscrições do Enem terminam nesta quarta-feira


Termina hoje (14) às 23h59 o prazo para inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Os interessados em participar do exame devem acessar a Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

A taxa de inscrição para os não isentos é de R$ 85. O pagamento deve ser feito por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) até o dia 19 de julho. 

Provas

As provas do Enem 2021 serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro, tanto a versão digital quanto a impressa. As duas versões terão a mesma estrutura de prova: quatro cadernos de questões e a redação.

Cada prova terá 45 questões de múltipla escolha, que, no caso do Enem Digital, serão apresentadas na tela do computador. Já a redação será realizada em formato impresso, nos mesmos moldes de aplicação e correção da versão em papel. Os participantes receberão folhas de rascunho nos dois dias.

No primeiro dia, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, e ciências humanas e suas tecnologias, além da redação. A aplicação regular terá cinco horas e 30 minutos de duração.

No segundo dia, as provas serão de ciências da natureza e suas tecnologias, e matemática e suas tecnologias. Nesse caso, a aplicação regular terá cinco horas de duração.