Exército Ucraniano Ataca Navio Petroleiro Russo no Mediterrâneo
Na sexta-feira (19), o Exército da Ucrânia lançou um ataque contra um navio petroleiro da chamada “frota paralela” da Rússia no Mar Mediterrâneo, nas proximidades da costa da Líbia. Este foi o primeiro ataque na região desde o início da invasão russa, utilizando drones para a operação.
Frota Paralela e Consequências do Ataque
A “frota paralela” é composta por navios de países como Rússia, Irã e Venezuela, que operam sob bandeiras diferentes para contornar sanções internacionais. No contexto russo, as sanções são impostas por países do G7 e pela União Europeia devido à guerra na Ucrânia. Segundo o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), o ataque causou danos significativos ao petroleiro, sendo considerado uma “nova operação especial sem precedentes”.
Embora a Ucrânia estime que a Rússia possua mais de mil navios com bandeiras falsas, o presidente russo, Vladimir Putin, minimizou o impacto do ataque, afirmando que não houve danos significativos, mas prometeu uma resposta militar.
Impacto Ambiental e Justificativa do Ataque
Conforme informações do SBU a um veículo de imprensa britânico, o navio atacado estava vazio, evitando um possível vazamento de petróleo que poderia causar danos ambientais. O SBU destacou que o petroleiro tinha a finalidade de burlas sanções ocidentais e financiar as operações militares da Rússia, qualificação que o torna um alvo legítimo.
Financiamento para a Ucrânia e Reunião da União Europeia
O bombardeio ocorreu poucas horas após a divulgação de um acordo entre líderes da União Europeia para um plano de financiamento da economia e das forças armadas ucranianas. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou que o pacote financeiro será de 90 bilhões de euros, com previsão de utilização entre 2026 e 2027.
Os detalhes sobre o financiamento ainda não foram esclarecidos, mas foi informado que a Ucrânia pagará o valor apenas após a Rússia quitar reparações decorrentes da invasão. Esse pacote financeiro foi debatido durante uma cúpula em Bruxelas, que contou com a presença do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A proposta da Alemanha de utilizar ativos russos congelados na Europa para financiar esse auxílio foi rejeitada, por resistência de alguns países do bloco.
Atualmente, estima-se que a União Europeia possui cerca de 210 bilhões de euros em ativos russos congelados. Putin criticou a ideia de uso desses recursos para ajudar a Ucrânia, descrevendo-a como “um roubo”.
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