TSE exige que eleitor use máscara para votar

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, reafirmou ontem (9) que os eleitores só poderão entrar nas seções eleitorais para votar se estiverem usando máscaras. As eleições municipais serão realizadas no próximo domingo (15) em todo país, exceto no Distrito Federal. Serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Em setembro, o TSE elaborou um protocolo sanitário para garantir que os eleitores possam votar com segurança em meio à pandemia da covid-19.

Pelas regras, os eleitores só poderão para entrar nos locais de votação se estiverem usando máscaras faciais e deverão higienizar as mãos com álcool em gel antes e depois de votar. A distância de 1 metro entre eleitores e demais pessoas presentes às seções também deverá ser mantida. O TSE recomenda ainda que o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação.

No entendimento de Barroso, o uso de máscara “não é questão de livre arbítrio”. “Todo eleitor deve levar sua própria máscara, sair de casa com sua máscara. Esta não é uma ordem do TSE, mas é uma orientação de quase todos os municípios brasileiros. Esta é a regra no mundo inteiro. No mundo civilizado inteiro, as pessoas estão usando máscaras quando vão a um local público. Portanto, estamos apenas seguido recomendação médica e o senso comum. Se estiver sem máscara, não vota”, afirmou o ministro.

Segundo o presidente do TSE, as regras do protocolo sanitário serão fiscalizadas pelo mesário que estiver na função de chefe da seção eleitoral. “Em rigor, nem vai entrar ninguém no local de votação sem a máscara e não vai permanecer sem observar o distanciamento social. Se for necessário, ele [mesário] pode chamar a polícia, mas essa haverá de ser uma situação puramente residual. No mundo civilizado, as pessoas cumprem as regras e respeitam as outras”, disse Barroso.

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Pandemia está acelerando em Curitiba e um doente pode infectar até três pessoas, diz epidemiologista

O epidemiologista, Diego Spinoza, da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, afirmou em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (12), que o cenário atual na capital é de “muita transmissibilidade” da Covid-19. A taxa de reprodução do vírus (Rt) está em 2,91, o que significa que a pandemia está acelerando com um caso positivo podendo infectar até outras três pessoas.

“A taxa de reprodução identifica a velocidade com que a pandemia está acelerando. Toda vez que ela passa de 1 significa que estamos em aceleração. Para calcular esse número, nós fazemos uma comparação dos dados consolidados mais atuais com os dados registrados nos sete dias anteriores. No dia 1º de janeiro a gente tinha 171 casos positivos, hoje a gente divulgou um boletim com mais de 2 mil casos”, explicou Spinoza.

Por conta desse cenário, o epidemiologista reforçou a necessidade de continuar com as medidas de prevenção, como uso de máscara, distanciamento e isolamento social. Apesar dos números de mortes e internamentos por Covid-19 ainda não terem sido tão impactados pelo recente aumento de casos, isso pode acontecer em breve.

“A partir do momento em que temos uma taxa de reprodução tão alta, tantas pessoas infectadas, esse volume de pessoas muito grande de alguma forma vai gerar um impacto negativo nos serviços de saúde”, afirmou o epidemiologista.

A recomendação para quem tiver qualquer sintoma respiratório é que adote o isolamento como primeiro procedimento e depois faça contato com a central de atendimento da Secretaria de Saúde no telefone 3350-9000 ou nas centrais de atendimento de serviços privados. A partir disso, serão feitas as orientações sobre o melhor período para fazer o teste e confirmar se de fato trata-se de um caso de Covid-19.

Ômicron

Spinoza destacou ainda à Banda B que os números da pandemia em Curitiba dos últimos dias já indicam que a nova variante do coronavírus, a ômicron, está circulando de forma comunitária na cidade.

“Quando observamos o movimento de aceleração muito rápido, de mudança no padrão epidemiológico da pandemia na cidade, já é um indicador pra gente que essa variante está circulando de forma comunitária. Esse primeiro caso que foi divulgado hoje é de uma pessoa sem histórico de viagem ou contato com viajante”, concluiu.

O primeiro caso de contaminação pela variante ômicron da Covid-19 no Paraná foi confirmado, na manhã desta quarta-feira, pelo secretário de estado da Saúde, Beto Preto. O paciente é um curitibano de 24 anos. O rapaz teve sintomas a partir do dia 14 de dezembro e realizou teste PCR no dia 18.

Recorde de casos

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba confirmou, nesta quarta-feira, 2.049 novos casos de Covid-19 e duas novas mortes causadas pelo coronavírus. O boletim aponta para um recorde de novas infecções da doença em 24 horas.

Ao todo, Curitiba contabilizou 7.826 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia. Com os novos casos confirmados, 311.920 moradores de Curitiba testaram positivo para a Covid-19 desde o início da pandemia.

São 9.104 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Aumento de casos de gripe e Covid preocupa setor de bares, restaurantes e turismo

A disparada de casos da Covid-19 e sua nova variante Ômicron após as festas de final de ano, aliada a chegada da nova Influenza H3N2, deixou em alerta as autoridades sanitárias e públicas do país. A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e a Confederação Nacional de Turismo (CNTur) estão preocupadas com a adoção de novas restrições, especialmente cancelamento de eventos, reservas e paralisação de viagens em cruzeiros marítimos.

Os empresários temem a volta das limitações de horário de funcionamento e de público dentro dos estabelecimentos de gastronomia e entretenimento. Além disso, há o transtorno pelo afastamento de funcionários infectados e de clientes receosos com a possibilidade de infecções, afirma Fábio Aguayo, presidente da Abrabar e diretor da CNTur.

“É aquela loucura, mas esqueceram que as festas de réveillon nas praias e as viagens de fim de ano que estão fazendo o vírus proliferar, não é culpa do nosso setor”, ressaltou Aguayo.

As entidades estão acompanhando com muita atenção os desdobramentos relacionados aos surtos de Covid e da gripe Influenza. A preocupação está relacionada a sequência de notícias enviadas pelos associados, inclusive relatando sobre infecções atingindo até 14 funcionários de um único estabelecimento, que testaram positivo para o Ômicron.

“Agora tem esta discussão no Brasil de que vão reduzir os dias de isolamento. A nossa sorte é que a vacinação está bem consolidada no Paraná e em Curitiba. Mas temos ainda que insistir que aqueles que não se vacinaram, que se vacinem, que tomem a dose de reforço”, apelou o dirigente classista.

Uma das preocupações do setor de gastronomia é que não existe no país uma exigência para comprovar a vacinação . “Nosso setor já sofreu muito nestes dois anos e não pode sofrer mais, temos que trabalhar junto com o poder público para sair desta situação”, acrescentou Aguayo.

Testagem em massa

As entidades também estão defendendo a realização de campanha de testagem em massa na população. “De preferência de forma gratuita, já que as pessoas estão endividadas e sem dinheiro disponível para esta importante e necessária prevenção”, sugeriu o presidente da Abrabar.

Ainda, a Abrabar e CNTur devem encaminhar apelo às prefeituras de Curitiba e dos grandes centros urbanos do Paraná e no Brasil para que repensem a realização do carnaval em 2022 para evitar a nova onda de propagação dos vírus e suas novas variantes.