Agentes Federais São Enviados a Minneapolis em Resposta a Protestos
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou que enviará centenas de agentes federais a Minneapolis, Minnesota, entre este domingo (11) e segunda-feira (12), em resposta a protestos pela morte de uma mulher durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Este movimento coincide com um aumento nas manifestações contra a violência da política anti-imigração do governo atual.
Mobilização Federal
A informação foi divulgada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, durante uma entrevista à Fox News. Ela revelou que aproximadamente 2 mil policiais estão atualmente em operação na cidade, tornando essa a maior mobilização do Departamento até o momento.
“Os agentes federais foram mobilizados para permitir que os homens do ICE e da Patrulha da Fronteira realizem seu trabalho com segurança”, afirmou Noem.
Protestos em Várias Cidades
A morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, na última quarta-feira (7), provocou protestos em outras grandes cidades dos Estados Unidos, incluindo Los Angeles, Portland, Washington, D.C. e Nova York. A mobilização das manifestações reflete a insatisfação popular com o tratamento de imigração adotado pelo governo do presidente Donald Trump.
O Caso de Renee Good
Renee estava dirigindo um SUV quando agentes do ICE tentaram abordá-la, disparando tiros quando o veículo começou a se mover. O carro colidiu em seguida com um poste. Renee era poeta, escritora e mãe, residindo em Minneapolis com sua companheira.
O ICE alegou que um de seus agentes agiu em “legítima defesa”, mas essa versão é contestada por autoridades locais, incluindo o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que chamou a afirmação de “uma grande mentira”. Frey criticou a justificativa dos agentes e a ação como um uso desnecessário de força.
Investigação em Curso
No sábado (10), o Departamento de Investigação de Minnesota anunciou que conduzirá sua própria investigação sobre o caso de Renee, após o FBI limitar o acesso do estado às evidências e testemunhos. A decisão gerou confusão, uma vez que durante a investigação da morte de George Floyd, também em Minneapolis, as duas entidades colaboraram de forma eficaz.
O acesso restrito aos dados da cena do crime, incluindo o veículo da vítima, levanta preocupações sobre a transparência das investigações e o processo judicial em casos de violência envolvendo agentes federais.
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