Trump Classifica Antifa como Grupo Terrorista e Defende Intervenção em Oregon
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou, nesta quarta-feira (1º/10), sua posição sobre o movimento Antifa, que ele caracteriza como “grupo terrorista doméstico”. Em suas publicações nas redes sociais, o líder republicano sugeriu o envio da Guarda Nacional ao Oregon como resposta a protestos locais, acusando militantes de agredir agentes federais.
“Como determinei em 27 de setembro, ao ativar a Guarda Nacional no Oregon, as condições continuam a se deteriorar em um caos sem lei. A Antifa e os anarquistas da esquerda radical têm atacado violentamente nossos policiais federais. Jamais permitiremos que multidões tomem conta de nossas ruas, incendeiem nossas cidades ou destruam os Estados Unidos”, escreveu Trump.
O presidente criticou o governador democrata do Oregon, descrevendo a situação no estado como um “desastre sem fim” e afirmando que a intervenção federal é necessária. “Só estamos entrando porque, como patriotas americanos, não temos escolha. A lei e a ordem devem prevalecer em nossas cidades e em todos os outros lugares!”, completou.
Ordem Executiva e Aumento da Pressão Política
A manifestação de Trump ocorre após a assinatura de uma ordem executiva que classifica o Antifa como terrorista doméstico, decisão que se seguiu ao assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk e elevou a pressão política no país. O presidente ainda se comprometeu a investigar o financiamento do movimento, afirmando: “Vou recomendar fortemente que aqueles que financiam a Antifa sejam totalmente investigados conforme os mais altos padrões e práticas legais”.
Debate Jurídico sobre Classificação do Antifa
A categorização do Antifa como organização terrorista despertou discussões jurídicas sobre sua legalidade. O grupo não possui uma liderança centralizada nem uma estrutura formal, sendo originário de coletivos antifascistas que surgiram na Alemanha na década de 1930. Nos Estados Unidos, o Antifa ganhou notoriedade durante os protestos de 2020, associados à morte de George Floyd, levando a confrontos com a polícia em diversas cidades.
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