Tratamento com musicoterapia para síndromes e transtornos agora é lei no Paraná

Tratamento com musicoterapia para síndromes e transtornos é lei no Paraná

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O projeto de lei que cria o programa estadual de incentivo à utilização da Musicoterapia como Tratamento Terapêutico Complementar de Pessoas com Deficiência, Síndromes e/ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi sancionado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A proposição do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), aprovada pela Assembleia Legislativa, foi convertida na lei 20.658/2021 e publicada no Diário Oficial de 3 de agosto. “É um grande avanço do Paraná. Nos juntamos a outros estados que também estão estimulando o tratamento”, afirmou Romanelli nesta quarta-feira (11). “Há um esforço nacional para colocar a musicoterapia no rol de serviços essenciais de saúde”, destaca.

Para a musicoterapeuta Gizely Delmonico Amin, especialista em análise do comportamento com enfoque em autismo e TEA, a sanção da lei reconhece o esforço dos profissionais do setor que lutam para tornar o tratamento universal no Brasil. “Travamos uma luta e o deputado Romanelli criou esta lei. Esperamos que os planos de saúde comecem a cobrir esse tratamento em todo o País”, pontua ela.

Gizely Amin explica que o tratamento com musicoterapia se assemelha a outras especialidades que já têm cobertura, como atendimento com psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, além das sessões de fisioterapia. “A nova legislação do Paraná fortalece nosso trabalho de incentivar a Agência Nacional de Saúde a garantir os mesmos direitos aos autistas, de receber tratamento com musicoterapia”, afirma.

Especialistas demonstram que há evidências clínicas de que a terapia com música é eficiente no tratamento de várias patologias que afetam o funcionamento do cérebro e amplia o potencial de interação das pessoas que precisam melhorar a função cerebral. “Mesmo em casos de acidentes vasculares, traumas ou perdas variadas da capacidade mental, o paciente é beneficiado pela musicoterapia”, sustenta Romanelli.

Qualidade de vida

No caso do transtorno do espectro autista, a musicoterapia facilita a comunicação verbal e não verbal, o contato visual e tátil, o foco e a atenção, a criatividade, o desenvolvimento social e as relações inter e intrapessoal.  “Há um enorme ganho e uma melhoria da qualidade de vida do autista e da família”, frisa Romanelli.

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Startup de roupas usadas, Troc vai abrir 250 vagas de emprego na RMC

O prefeito de Quatro Barras, município da Região Metropolitana de Curitiba, Loreno Tolardo, e a fundadora da startup Troc, que hoje compõe o Grupo Arezzo, Luanna Toniolo, assinaram nesta terça-feira (19) o protocolo de intenções para a instalação de um brechó de roupas de luxo online na cidade, que deve gerar 250 empregos.

A fundadora da Troc, empresa que tem como pilares a sustentabilidade, inovação e incorporação do reuso na cultura de consumo, disse que a filosofia do negócio está alinhada com as características ambientais de Quatro Barras, já que tem como essência a geração de impacto positivo.

“A indústria da moda é a 2ª mais poluente em todo o mundo. Nos nossos 4 anos de existência, o impacto positivo da Troc resultou em quase 600 milhões de litros de água economizados, que seriam utilizados no sistema de produção de novos itens, além da doação de mais de 23 mil peças para instituições filantrópicas”, contou Luanna.

Fomentando a moda circular e apostando na inovação, na tecnologia e na reeducação do consumo da moda, a empresa também tem outro foco importante: a abertura de oportunidades para o 1º emprego.

“Acreditamos muito nos profissionais que atuam conosco e queremos que todos eles cresçam com a Troc. Por isso, investimos muito no processo de qualificação e no avanço destes profissionais que poderão evoluir para cargos de liderança. Queremos priorizar a mão de obra local e crescer juntos”, afirmou a fundadora.

Empregos

Segundo o prefeito, a assinatura do protocolo de intenções foi um marco para a gestão. “É o primeiro protocolo que firmamos e, com especial satisfação, por se tratar de uma empresa realmente engajada na geração de empregos, no conceito de sustentabilidade e com forte engajamento comunitário e social”, destacou Tolardo.

De acordo com ele, a abertura de vagas com mão de obra local, em especial, para o público feminino e destinadas ao 1º emprego, com médias salariais acima das praticadas no mercado, chegam em um importante momento de retomada econômica e atendem um grande anseio da população, que almeja por oportunidades. “Esta é a nossa bandeira, uma das principais metas da nossa gestão, gerar emprego e oportunidades para as pessoas”, concluiu o prefeito.

Incentivo

O processo de vinda da Troc foi intermediado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, com apoio da Agência do Trabalhador, que realizou as rodadas iniciais de entrevistas e seleção de candidatos para atuar na empresa.

“Nos sentimos realmente muito acolhidos no município. Recebemos todo o suporte neste processo e ficamos otimistas com a relação que se desenvolveu com o poder público. Estamos muito felizes e acreditando muito neste projeto. Vocês já fazem parte da nossa história”, ressaltou Luanna.

O secretário da pasta, Fernando Cunha, também agradeceu à Câmara Municipal pela aprovação unânime da lei que prevê incentivos fiscais para a empresa, tendo em vista a contrapartida da geração de empregos na cidade, 100% viabilizados pela Agência do Trabalhador. “Quero agradecer a sensibilidade de todos os vereadores, que estiveram conosco neste processo, entendendo a importância da instalação da Troc especialmente para fomentar o 1º emprego”, destacou Fernando.

A assinatura do protocolo foi acompanhada pelo gerente financeiro da Troc, Francisco Gil; pelo gerente de operações, Leonardo Verdi; pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Fernando Cunha; pelo diretor geral da secretaria, Laertes Andreatta; e pelo assessor Valdomiro da Cruz Júnior.

Bolsonaro sanciona lei que proíbe eutanásia de cães e gatos de rua

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (20) a lei que estabelece a proibição da eutanásia de cães e gatos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e outros estabelecimentos similares. Normalmente, animais recolhidos das ruas são encaminhados para essas unidades.

O texto havia sido aprovado no final de setembro pelo Congresso Nacional e é de autoria dos deputados federais Ricardo Izar (PP-SP) e Celio Studart (PV-CE).

Pela nova lei, somente os animais com doenças graves ou enfermidades infectocontagiosas incuráveis, que coloquem em risco a saúde humana e de outros animais, poderão sofrer eutanásia. Neste caso, o procedimento deve estar devidamente justificado por laudo veterinário prévio. 

“A ideia central do projeto é a proteção animal e o incentivo à adoção, retirando de cena o abatimento desmotivado e desarrazoado de animais sem doença infectocontagiosa incurável”, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República, em comunicado.