Sul segue com frio intenso no fim de semana; saiba mínimas desta sexta e quando virá trégua

O fim de semana ainda será gelado nas cidades do Sul do país, como foi nos últimos dias, com temperaturas mínimas muito baixas e sensação térmica mais baixa ainda.

Nesta sexta-feira (30), sábado (31) e domingo (1º), as temperaturas ainda terão mínimas muito baixas. A massa de ar polar dará uma trégua somente a partir de segunda-feira (2), com uma subida gradual das temperaturas.

Na próxima semana, a massa de ar frio enfraquece e as temperaturas sobem aos poucos, afirmou a meteorologista do Climatempo Daniela Freitas, ao G1. Assim, segundo ela, o frio vai ficando cada vez menos intenso.

“Lógico que ainda teremos temperaturas negativas nas serras, mas a chance de termos novos ‘recordes’, ou seja, temperaturas mais baixas que as registradas entre ontem [quarta-feira, 28] e amanhã [sexta-feira, 30], vai ser mínima”, completou a meteorologista.

Em Curitiba, capital do Paraná, a trégua vem um pouco antes, no domingo, com mínima de 10°C e máxima de 15°C, sem a presença de sol. Nesta sexta-feira, a capital registrou mínima de -2°C, com a máxima podendo chegar aos 12°C.

Para o sábado, a mínima volta a ser positiva, de 5°C, com máxima de 13°C. Não há previsão de chuva e nem de geada. A próxima semana começa com mínima de 9°C e máxima de 18°C, na segunda-feira.

A mínima registrada no Paraná nesta sexta-feira foi em General Carneiro: -7,3°C. Em Entre Rios fez -4,3°C e em União da Vitória fez -3,9°C.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, a temperatura ficou abaixo de -8ºC pelo segundo dia consecutivo. A menor delas ocorreu em Urupema, na Serra, que fez -8,56ºC, às 6h. Por conta da massa de ar polar que segue pelo estado, as temperaturas podem cair ainda mais nas próximas horas. Ainda na madrugada, pistas voltaram a ficar congeladas.

Informações Banda B

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Covid-19 deixou 12 mil órfãos de até 6 anos no país, mostram cartórios

Ao menos 12.211 crianças de até seis anos de idade no Brasil ficaram órfãs de um dos pais vítimas da covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), 25,6% das crianças de até seis anos que perderam um dos pais na pandemia não tinham completado um ano.

Já 18,2% tinham um ano de idade; 18,2%, dois anos de idade; 14,5%, três anos; 11,4%, quatro anos; 7,8% tinham cinco anos e 2,5%, seis anos. São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná foram os estados que mais registraram óbitos de pais com filhos nesta faixa etária.

Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 7.645 cartórios de registro civil do país desde 2015, ano em que as unidades passaram a emitir o documento diretamente nas certidões de nascimento das crianças recém-nascidas em todo o território nacional.

Os números obtidos pela Arpen-Brasil, entidade que representa os cartórios de registro civil do Brasil e administra o Portal da Transparência, mostram que 223 pais morreram antes do nascimento de seus filhos, enquanto 64 crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da covid-19.

“A base de dados dos cartórios tem auxiliado constantemente os poderes públicos, os laboratórios e os institutos de pesquisas a dimensionar o tamanho da covid-19 em nosso país e o fato de termos esta parceria com a Receita Federal para a emissão do CPF na certidão de nascimento dos recém-nascidos nos permitiu chegar a este número parcial, mas já impactante”, disse, em nota, o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli.

Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro, ao menos 774 crianças de até seis anos de idade ficaram órfãs de um dos pais vítimas da covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 168 cartórios de registro civil do estado.

Segundo o levantamento, no estado do Rio, 23 pais faleceram antes do nascimento de seus filhos, enquanto cinco crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da covid-19.

“As diversas parcerias firmadas pelo Registro Civil permitiram realizar esse levantamento, unindo a base de dados dos cartórios de registro civil, o que tem nos proporcionado dimensionar o tamanho do impacto da covid-19 no Rio de Janeiro. O resultado de levantamentos como esse indica caminhos para que os poderes públicos possam ser mais assertivos na resolução de questões que envolvem a cidadania e a dignidade daqueles que ficaram órfãos”, afirmou o presidente da Arpen/RJ, Humberto Costa.

ANA define plano de recuperação dos reservatórios de água do Brasil

A diretoria da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aprovou ontem (18) um plano de contingência para recuperação dos principais reservatórios de água do país. A medida foi tomada para aproveitar o período chuvoso, que vai de dezembro deste ano a abril de 2022, e garantir a recuperação dos níveis para os anos seguintes. Neste ano, a falta de chuvas provocou redução significativa da capacidade dos reservatórios. 

O plano define vazões defluentes máximas que devem ser praticadas durante o período chuvoso nos reservatórios de Serra da Mesa, Três Marias, Sobradinho, Emborcação, Itumbiara, Furnas, Marechal Mascarenhas de Moraes, Jupiá e Porto Primavera. Novos reservatórios poderão ser incluídos nas medidas de contingência. 

A agência informou que as regras serão comunicadas ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para adoção no Sistema Interligado Nacional (SIN). A implementação das medidas será acompanhada por meio de boletins e sala de crise específicas.