STF dá 72 horas para Anvisa informar sobre análise do pedido de uso emergencial da Sputnik V

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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (20) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) envie informações sobre um pedido de uso emergencial da Sputnik V, vacina contra a covid-19 desenvolvida na Rússia.

O ministro deu prazo de 72 horas para a Anvisa prestar os esclarecimentos e confirmar se, de fato, recebeu pedido de uso emergencial da vacina.

As informações serão usadas por Lewandowski para decidir sobre um pedido do governo da Bahia que quer autorização para importar e distribuir vacinas mesmo antes da aprovação da Anvisa, desde que os imunizantes já tenham aval de autoridade sanitária estrangeira ou da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A Sputnik V já foi aprovada e está sendo utilizada em países como Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela, argumentou o governo da Bahia. No Brasil, representantes da empresa União Química têm se reunido com técnicos da Anvisa para tentar dar prosseguimento ao processo de aprovação.

O pedido da Bahia foi protocolado em seguida a notícias de que a Anvisa recusou um pedido de uso emergencial da Sputnik V. Na segunda-feira (18), o Fundo de Investimento Direto da Rússia divulgou uma nota, por meio da Embaixada da Rússia no Brasil, negando que tenha havido a recusa da Anvisa.

“Considerada a afirmação do autor, feita na petição inicial, de que já foi requerida a autorização temporária para uso emergencial da vacina Sputnik V, informe, preliminarmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, no prazo de até 72 (setenta e duas) horas, se confirma tal afirmação e, em caso positivo, esclareça qual o estágio em que se encontra a aprovação do referido imunizante, bem assim eventuais pendências a serem cumpridas pelo interessado”, escreveu Lewandowski no despacho desta quarta-feira (21).

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Twitter fixa regras para combater desinformação sobre vacinas

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As fake news e a desinformação prejudicam muito os esforços para combater a pandemia; vidas têm sido perdidas em função delas.

Procurando combater esses males, o Twitter introduziu novas regras para evitar a disseminação de informações incorretas ou falsas sobre as vacinas contra a covid-19. De acordo com a nova política, a empresa irá rotular os tweets que trouxerem informações como essas e banir contas que violarem repetidamente as novas regras.

Os rótulos serão semelhantes aos usados ​​pelo Twitter na época da eleição americana, e dirão algo como this tweet is misleading, que poderia ser traduzido como “este tweet é enganoso”; outros usuários serão impedidos de retuitar as mensagens marcadas.

A empresa também está introduzindo um sistema que permitirá punir os infratores reincidentes. Após o primeiro tweet com conteúdo julgado incorreto, os usuários enfrentarão suspensões temporárias, até que na quinta reincidência, serão banidos permanentemente, como foi banido Donald Trump em função de suas mensagens relativas à eleição que perdeu. Em janeiro, o Twitter ocultou um post do presidente Jair Bolsonaro, classificado como enganoso e potencialmente prejudicial por conter informações falsas sobre a covid-19.

Além do Twitter, o Facebook anunciou recentemente que estava banindo desinformação sobre as vacinas contra a covid-19 e outras doenças. O TikTok e o YouTube também introduziram políticas para conter a disseminação de mentiras sobre as vacinas.

Esperamos que seja um passo na direção de uma internet mais confiável, embora também sejam justificadas dúvidas acerca da adoção de medidas similares que configurem censura para atender a interesses políticos e comerciais.

Butantan recebe insumos para mais 14 milhões de doses de vacina

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Chegaram na manhã de hoje (4) os insumos para que o Instituto Butantan fabrique mais 14 milhões de doses da vacina contra o coronavírus CoronaVac. A carga, vinda da China, desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos. É a maior remessa de matéria-prima recebida até o momento.

O lote enviado pelo laboratório Sinovac tem 8,2 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA). No dia 10, o Butantan havia recebido 5,6 mil litros de IFA e no dia 3, uma remessa de 5,4 mil litros.

Desde o dia 17 de janeiro, o Butantan entregou 14,4 milhões de doses de vacina que foram distribuídas para todo o país pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

A previsão é que até o final deste mês, o instituto forneça mais 21 milhões de doses e que até o final de abril tenha sido entregue um total de 46 milhões de doses.