Startup movimenta economia de restaurantes curitibanos em horários alternativos

As startups brasileiras estão em constante crescimento no mercado. No último ano, os investimentos nessa área tiveram um aumento de 51%. Inclusive, o Brasil vem sendo o principal país responsável pela atração de capital dos fundos nacionais e internacionais para o setor de startups.

Conforme dados divulgados pela Associação de Venture Capital da América Latina (LAVCA), no último ano o investimento em startups latino-americanas quase dobrou em relação a 2017.

Em 2018, o setor atingiu o valor de quase US$ 2 bilhões, o equivalente a quase 8 bilhões de reais. Já no ano de 2017, o investimento no ramo foi de  US$ 1,1 bilhão.

Startups são responsáveis por gerarem mais de 25 mil empregos

A pesquisa também apontou que as startups são responsáveis pela criação de  mais de 25 mil empregos, além de aumentarem a receita de 89% das empresas.

No caso do Primeira Mesa, a startup brasileira já existe desde agosto de 2016, e hoje já contempla 46 cidades, em dez estados do país, sendo considerado o sexto aplicativo mais baixado do Brasil.

Em Curitiba, a plataforma já é um case de sucesso, e conta com cerca de 20 mil usuários cadastrados. Na capital, mais de 50 restaurantes fazem parte do projeto.

O Primeira Mesa

O Primeira Mesa é um aplicativo que visa ocupar as primeiras mesas dos restaurantes em horários alternativos, onde teoricamente aqueles estabelecimentos estariam com mesas disponíveis.

Pelo aplicativo, os usuários cadastrados podem fazer a reserva dessas mesas  nos horários considerados de baixo movimento, garantindo assim o benefício de 50% em todo o cardápio, exceto nas bebidas.

De acordo com Leonardo Valle, sócio da plataforma, é perceptível que os restaurantes valorizam esta parceria. “Outros restaurantes da cidade nos contactam para saber como podem entrar na plataforma. Sabem da importância em investir para reduzir a ociosidade e amortizar custos”.

Com o benefício, a economia do usuário em restaurantes pode variar entre R$ 2400 e R$ 5 mil. “O usuário tem liberdade em escolher a frequência nos restaurantes e a reserva pode ser de até 6 pessoas em alguns estabelecimentos cadastrados”, explica Leonardo.

Como reservar e pagar pelo Primeira Mesa?

Para garantir a reserva, o usuário precisa pagar uma taxa: que varia entre R$ 9 e R$ 20. Na plataforma, o que irá definir o valor é a quantidade de indivíduos que farão o uso do benefício,  que pode variar entre duas a seis pessoas, sendo que todas vão ter acesso a 50% de desconto no cardápio de comida e sobremesa.

O pagamento é feito diretamente pelo aplicativo ou site, por meio de cartão de crédito. Além disso, recentemente o Primeira Mesa incorporou a opção de boleto bancário.

Segundo Cyntia Hasegawa, sócia-proprietária de Curitiba, é  possível fazer a reserva até o horário de abertura do restaurante, desde que haja mesas disponíveis. “O tempo de tolerância para atrasos é de 30 minutos”, orienta a sócia.

O usuário que tiver interesse em garantir os descontos precisa baixar o aplicativo que está disponível tanto para Android quanto para iOS ou  acessar pelo site:https://www.primeiramesa.com.br/regiao/PR/curitiba

Para Cyntia Hasegawa, a paixão pela startup foi logo de cara. “Logo que conheci o Primeira Mesa achei fantástica essa ideia de movimentar horários ociosos, afinal, é uma ideia boa para os três pilares: restaurantes, clientes e pro aplicativo. Porque não utilizar o conceito de “baixa temporada”, de favorecer as pessoas que tem tempo para curtirem um cinema no meio da tarde, fazer academia pela manhã, também para experiências gastronômicas?”, conclui.

Restaurantes cadastrados

Atualmente, o aplicativo conta com restaurantes cadastrados nos mais diversos bairros da capital paranaense, como por exemplo Batel, Centro, Cabral, Bigorrilho, Água verde, Portão, Jardim das Américas, Mercês, Centro Cívico, Juvevê, Alto da XV, São Francisco, Cajuru, Bom Retiro, e até em São José dos Pinhais.

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Por 6 votos a 1, TSE cassa deputado do PR que divulgou ‘fake news’ contra urnas eletrônicas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (28) cassar o mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Francischini (PSL) por ter propagado informações falsas sobre a urna eletrônica e o sistema de votação durante as eleições de 2018.

Essa foi a primeira vez que o tribunal tomou decisão relacionada a político que fez ataque às urnas eletrônicas. O TSE considerou que a conduta de propagar desinformação pode configurar uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político.

Pela decisão, além de perder o mandato, o deputado fica inelegível por oito anos. O TSE determinou que os votos obtidos por ele na eleição sejam anulados, e uma nova totalização seja feita pelo TRE-PR.

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Acidentes no transporte coletivo caíram 46%

O número de acidentes no sistema de transporte coletivo de Curitiba caiu 46% desde 2019. Segundo levantamento da Urbanização de Curitiba (Urbs), ocorreram 834 acidentes envolvendo ônibus de janeiro a setembro de 2021 entre colisões, atropelamentos e quedas de passageiros. No mesmo período de 2019 foram 1.537 acidentes.

Mesmo com a retomada do movimento nas ruas em 2021, provocada pela flexibilização das restrições sanitárias e pelo avanço da vacinação, o número de acidentes está 10% abaixo do registrado no mesmo período de 2020, quando foram apuradas 924 ocorrências de janeiro a setembro.

Em todo o transporte coletivo da capital, o número de colisões envolvendo ônibus diminuiu 43%, de 1.197 para 681, e o de atropelamentos reduziu 47%, de 90 para 47. O número de quedas de passageiros foi 51% menor, passando de 187 para 91.

Também houve diminuição de outros acidentes, como situações em que o ônibus colide com grade de terminal, atropelamento de animais e quebra de vidros devido a galhos e fios baixos. Essas ocorrências tiveram redução de 76%, de 63 para 15.

Por que?

Novas tecnologias, renovação da frota de ônibus, treinamento de motoristas e aperfeiçoamento dos serviços de manutenção dos veículos ajudam a explicar a diminuição nos acidentes, na avaliação do presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

“Curitiba avançou nos últimos anos,  com recorde de renovação de frota – foram 535 novos ônibus desde 2017. O volume representou uma renovação de 40% da frota”, disse.

Os veículos têm novas tecnologias de segurança, como a que garante a redução automática da velocidade dos biarticulados nas canaletas quando próximos a locais de grande fluxo, como shoppings, praças e escolas. Os ônibus novos também possuem pneus e sistemas de frenagem mais eficientes.

Além disso, para maior segurança dos passageiros, os 535 ônibus possuem dispositivos para evitar a aceleração com as portas abertas e também para impedir que estas sejam abertas com o veículo em movimento.

Os ônibus articulados e biarticulados possuem câmeras exclusivamente dedicadas à orientação do motorista para o acoplamento na estação-tubo e também ao desembarque de passageiros no caso daqueles veículos com acesso por escadas, como os da linha Interbairros II.

As novas tecnologias têm ajudado a reduzir os acidentes nas canaletas dos expressos – onde circulam os biarticulados e articulados. O número de acidentes nos corredores exclusivos caiu 41%, de 384 para 225 na comparação entre janeiro e setembro de 2019 e o mesmo período de 2021.

Inspeção

Os sistemas de segurança embarcados são especificados pela equipe técnica da Urbs para os fabricantes dos ônibus. Os veículos são periodicamente inspecionados, inclusive com teste de rodagem para verificar a conformidade de seu funcionamento e assegurar que os ônibus circulem nas linhas do transporte coletivo com segurança operacional.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), Mauricio Gulin, a queda no número de acidentes é resultado de um conjunto de ações, com destaque também ao investimento das empresas na capacitação.

O treinamento dos motoristas tem como foco a direção defensiva, isto é, conduzir o ônibus de maneira a prevenir acidentes. Além disso, as equipes de manutenção das empresas estão em constante evolução. Em algumas garagens, o mecânico fica encarregado de cuidar sempre dos mesmos veículos. Dessa forma, ele conhece o histórico do carro, as inspeções já realizadas e suas características, explica Gulin.

Conscientização

Apesar dos avanços, ainda há muito que se fazer, na avaliação do presidente da Urbs, principalmente em relação à maior conscientização da população para evitar condutas de risco, como o uso de canaletas dos expressos por ciclistas e pedestres.

A circulação de pedestres e ciclistas nas canaletas é proibida. As canaletas são exclusivas para circulação do transporte coletivo e para veículos que fazem atendimentos de emergência hospitalares e de segurança pública, mas continuam sendo utilizadas por uma parcela dos ciclistas na cidade.

Agentes de trânsito e guardas municipais desenvolvem ações educativas, de forma periódica, para alertar motoristas sobre o respeito a ciclistas e, também, atividades específicas com ciclistas sobre condutas perigosas.