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Startup de Curitiba dá apoio para atletas transformarem sonho olímpico em projeto profissional


Nesta quarta-feira (26/7), começa a contagem regressiva de um ano para o início dos Jogos Olímpicos de Paris. Daqui até a cerimônia de abertura, às margens do Rio Sena, são 365 dias para que os melhores atletas do mundo assegurem a sua vaga.

Em Curitiba, a startup do Vale do Pinhão Soul Brasil Esportes se propõe a contribuir para transformar o sonho olímpico dos atletas em um projeto profissional.

A sportstech curitibana oferece uma plataforma online que auxilia o desenvolvimento da carreira esportiva do atleta e a conexão com outros players do mercado esportivo (investidores, treinadores e clubes).

A ferramenta conta com 2,9 mil atletas cadastrados de todo o país, desde o amador até o profissional de elite. Entre os destaques, está a esgrimista paulistana Victória Vizeu, 19 anos, em busca da vaga olímpica para competir na capital francesa em julho de 2024.

A plataforma também é usada por quem está ingressando na jornada esportiva profissional, como a atleta da marcha atlética da equipe de Curitiba Maria Luiza Rabelo Jaime, 17 anos.

“Muitas vezes o atleta só recebe apoio quando já entregou os resultados, sendo que é quando ele ainda está em busca do topo do pódio que ele precisa mais. É papel do Vale do Pinhão apoiar iniciativas inovadoras com o propósito de usar a tecnologia na formação esportiva”, fala o presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Dario Paixão.

Inovação e pessoas

Entre o suporte que a startup curitibana encontrou no Vale do Pinhão para colocar a plataforma no ar está o Worktiba Cine Passeio, onde é residente. Além dos eventos que promovem os encontros do ecossistema, como o Business Round, o Pitch Live, o incentivo às startups a participarem de programas de aceleração reconhecidos nacionalmente, Curitiba oferta as mentorias e ações do Programa Cidade das Startups.

A sócio-fundadora da sportstech, Maria Teresa Publio Dias, 36 anos, destaca que o principal apoio está nas pessoas.

“Curitiba desenvolveu um ecossistema de inovação com muitas oportunidades, em que a rede de contatos é fundamental. Não preciso sair de Curitiba para encontrar profissionais qualificados, startups de qualidade para fazer parcerias e que dão visibilidade e credibilidade às demais”, diz Maria Teresa.

Judoca, publicitária e startupera

A plataforma que integra vários aspectos da carreira esportiva em que o atleta cria um banco de dados personalizado, auxiliando nas tomadas de decisões, surgiu da experiência pessoal de sua fundadora.

Judoca desde a infância, a também publicitária sentiu na pele a dificuldade de conciliar treinamentos, preparação física, calendário de competições e recursos financeiros para seguir em ascensão.

“Conheci bem a realidade do atleta brasileiro. Ele não sabe, muitas vezes, quanto dinheiro precisa, não sabe os equipamentos que vai precisar, não consegue vender seu projeto para potenciais investidores porque não tem métricas para apresentar” explica.

Na plataforma, que pode ser utilizada gratuitamente ou na assinatura paga, com recursos extras, o atleta encontra diário de treino, desempenho nas competições e em seu ranking pessoal, análises de treinos, adversários e gestão financeira, controle de lesões, evolução no seu ranking pessoal, definição de objetivos e metas. As análises do compilado de dados permite ao atleta tomadas de decisões mais assertivas. 

Organização das informações

A atleta curitibana Maria Luiza Rabelo Jaime descobriu a plataforma Soul Brasil quando buscava uma ferramenta digital para registrar os treinos, até então anotados em cadernos, e descobriu outras funções.

“Achei maravilhoso. Auxilia muito na organização das informações. Para prestação de contas financeiras, é excelente. Para os treinos, consigo ver minha evolução, fiz meu portfólio em minutos”, conta.

A atleta, apoiada pela Lei de Incentivo ao Esporte municipal, conta que ainda não tem a Olimpíada no foco central, porque está construindo sua carreira no esporte.

Seus primeiros resultados são promissores. Ela conquistou o primeiro título paranaense na marcha atlética aos 15 anos, em 2019. Desde então, vieram mais dois títulos estaduais, dois bronzes em competições nacionais sub-18 e o 9º lugar no sul-americano.



Leia a matéria no site da Prefeitura de Curitiba