Sputnik V diz que abrirá processo contra Anvisa por ‘espalhar informações falsas’

Em sua conta no Twitter, representantes da Sputnik V afirmaram que vão abrir um processo judicial contra a Anvisa pela difusão “intencional de informações falsas e imprecisas” sobre a vacina russa contra a covid-19. De acordo com a publicação, feita nesta quinta-feira (29) a decisão ocorre após a agência reguladora do Brasil admitir que não realizou testes com o imunizante fabricado pelo Instituto Gamaleya.

Na última segunda-feira, dia 26, a Anvisa negou a autorização para importação da Sputnik V, após pedido feito por dez Estados brasileiros. A decisão, embora elogiada pela comunidade científica, foi criticada pela Rússia e pelo CEO do Fundo de Investimentos Diretos russo, Kirill Dmitriev, que acusou a agência de ter tomado uma “decisão política”.

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Anvisa autoriza testes para nova vacina contra a covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de testes clínicos no Brasil para uma nova vacina de combate à covid-19, do laboratório Sanofi Pasteur, com sedes na França e nos Estados Unidos.

Os testes da vacina da Sanofi Pasteur devem contar com a participação de 150 voluntários brasileiros nos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

O ensaio clínico autorizado será de fase ½, quando a vacina é aplicada inicialmente em grupos pequenos de adultos saudáveis e depois em grupos que representam a população alvo que se pretende imunizar.

Nos ensaios da Sanofi Pasteur, serão testadas dosagens diferentes para empregar na Fase 3. É nesse momento que o imunizante é testado em um número maior de pessoas, com vistas a avaliar eficácia e segurança.  

A tecnologia empregada do imunizante é a de RNA mensageiro. Além do Brasil, os ensaios deverão ocorrer nos Estados Unidos, em Honduras e na Austrália.

Segundo a Anvisa, este é o nono estudo autorizado pela agência para imunizantes contra a covid-19. Foram autorizados testes semelhantes para as vacinas da Pfizer, AstraZeneca, CoronaVac, Janssen, Clover, Medicago e Covaxin.

 

Anvisa arquiva pedido de uso emergencial da vacina da CanSino

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu arquivar o pedido de uso emergencial da vacina contra covid-19 Convidecia, produzida pelo laboratório chinês CanSino. De acordo com o órgão, a decisão foi tomada devido à falta de alinhamento entre a fabricante e a Belcher Farmacêutica do Brasil Ltda, que protocolou o pedido de autorização para uso emergencial.

A CanSino entrou em contato com a Anvisa em 17 de junho informando que a Belcher Farmacêutica do Brasil Ltda. e o Instituto Vital Brazil S.A não possuíam mais autorização para representar o laboratório no Brasil, tampouco requisitar o uso emergencial do imunizante. Dez dias depois, a orientação foi reforçada pela CanSino. Assim, diz a Anvisa, as duas empresas não têm legitimidade para atuar nos processos administrativos.

As negociações do governo federal para comprar o imunizante da CanSino estão na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. O colegiado quer investigar a ligação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), na aquisição das doses da CanSino, da russa Sputnik e da indiana Covaxin, hoje o foco das apurações. As três vacinas são mais caras e teriam de ser compradas de laboratórios internacionais por meio de empresa intermediárias no Brasil com relações com o político paranaense.

O governo federal sinalizou a disposição de comprar 60 milhões de doses da Convidecia, a US$ 17 por dose. O valor total seria de aproximadamente R$ 5,036 bilhões e seria pago por meio da Belcher Farmacêutica, empresa sediada em Maringá (PR), reduto eleitoral de Ricardo Barros. O líder do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados é ex-prefeito do município.