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Guardas flagram parque aquático de São José dos Pinhais com 200 pessoas curtindo ‘domingo de lazer’

Dono do local foi levado para a Delegacia, onde assinou novamente um Termo Circunstanciado (TC)

A Guarda Municipal de São José dos Pinhais encontrou um parque aquático em pleno funcionamento, na tarde deste domingo (14), no bairro Borda do Campo. Cerca de 200 pessoas estavam no estabelecimento, sem máscaras, utilizando piscinas e almoçando em mesas lotadas. O dono do local foi levado para a Delegacia de Polícia do município, onde assinou novamente um Termo Circunstanciado (TC). É o segundo documento pela mesma situação sanitária. Atualmente, em SJP, está vigente o decreto municipal que proíbe a abertura de estabelecimentos que promovam aglomerações e encontro de pessoas.

Para a Banda B, o secretário municipal de Segurança de São José dos Pinhais, o guarda municipal Ricardo Kusch, disse que ficou assustado ao notar que as pessoas agiam como se fosse um domingo qualquer. “Tinha gente nas piscinas, nadando, se divertindo, pulando. Tinha um pessoal fazendo uso de bebida alcoólica, outro jogando sinuca. O restaurante estava aberto, servindo alimentação, mesas lotadas”, descreveu o secretário. “A vontade era mandar todo mundo para a delegacia, mas infelizmente não tínhamos logística para isso”, completou.

Foto: Divulgação/GM

Embora os frequentadores também possam responder pelo ato de infração de crime sanitário, apenas o dono do parque aquático foi levado para a delegacia. “Absurdo o camarada abrir o negócio dele nessas condições. Sabemos que o comércio fechado afeta a todos, mas esse tipo de situação é grave. Ainda pior são as pessoas não terem consciência, sair de casa, achar que é um domingo normal, mas não é”, criticou o secretário.

De novo

O dono do parque aquático já possui um TC por abrir o local durante decreto municipal vigente. “Justiça muito branda, mais de 230 mil mortes em todo o país e o cidadão abre um parque aquático nesse cenário atual que estamos vivendo e sai só com um Termo Circunstanciado? Pouco”, finalizou o secretário municipal de Segurança Pública Ricardo Kusch.

Informações Banda B

Número de velórios sobe 63% em São José dos Pinhais e funerárias temem problemas com a demanda

O cada vez mais próximo colapso na rede pública de saúde é temido também pelo setor funerário de todo o país. A Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), por exemplo, já cita que as empresas trabalham com o dobro da demanda e que insumos para abastecimento do setor já começam a entrar em falta. Em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o aumento no número de velórios subiu 63% se comparado com o mês de março de 2020, o que demonstra a necessidade de medidas urgentes para controle da pandemia.

Representante das funerárias de São José dos Pinhais, Daiane Cooper explicou que as empresas possuem um banco de dados sobre as mortes da cidade e os números mostram um cenário assustador. “De cinco anos para cá, a gente mantinha uma taxa anual de 3% no número de óbitos. De 2019 para 2020, porém, esse percentual subiu para 23% e, desde então, esses números apenas subiram”, explica.

No comparativo entre o primeiro trimestre de 2020, 2021 já registra um aumento de 44% no número de mortes. De março do ano passado para agora, porém, esse crescimento chega a 63%.

Segundo Daiane Cooper, é óbvio que nem todas as mortes são relacionadas à Covid-19, mas também é evidente a presença da doença nos dados. “Se não for tomada uma medida com urgência, vamos sim ter um problema em breve. Entre as mortes, a gente percebe um número grande de idosos e pessoas com comorbidades, o que é reflexo da pandemia”, comenta.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, São José dos Pinhais registrou 15.305 casos de Covid-19 e 378 mortes.

Dificuldades Financeiras

Outro problema citado por Daiane é o preço tabelado dos insumos. Segundo ela, o material subiu muito no último ano, preço que não é repassado para os familiares. “O equipamento de proteção subiu significativamente, já que é necessário o cuidado com a doença. Uma caixa de luvas, por exemplo, era R$ 16 há seis meses, hoje está em R$ 120”, conclui.

Informações Banda B